vanilla frappuccino

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 Louis estava nervoso naquela manhã.

Não nervoso da maneira como sempre costumava ficar logo que Harry aparecia, tagarelando sobre algum assunto aleatório e demorando demais para fazer pedidos complicados, que demorariam o dobro para serem feitos. Afinal, por mais que isso irritasse Louis, Harry parecia não se incomodar.

E por incrível que pareça, uma parte de Louis desejava que ele estivesse realmente nervoso com Harry, e não com o verdadeiro motivo que parecia o assombrar naquele momento, enquanto o tempo passava e o relógio grudado na parede da cafeteria balançava seu ponteiro de um lado para o outro, num barulhinho chato, que fazia Louis ficar ainda mais ansioso.

Zayn iria chegar a qualquer momento, e com ele, viria junto toda a responsabilidade e obrigação que Louis tinha de agradar aquele seu mais novo cliente – graças a Harry, que simplesmente não conseguia manter sua boca fechada quando se tratava de divulgações de cafeterias.

Louis trambolhava os dedos de uma de suas mãos pelo balcão, enquanto sua cabeça mantinha-se apoiada na outra, observando a paisagem do lado de fora daquele estabelecimento através da grande vidraça da entrada. Algumas pessoas transitavam por ali, ocupadas demais e concentradas em chegarem no trabalho a tempo para que simplesmente pensassem em parar para tomar um café.

Talvez, a única pessoa que realmente acordava cedo e mantinha tais planos em mente, era Harry, que certo dia até mesmo contou para Louis que teve que fazer algumas mudanças no seu trajeto para a escola e, com isso, acordar meia hora mais cedo que o usual, somente para seguir o caminho mais longo e passar pela cafeteria, se quisesse fazer um pedido antes que começasse a se atrasar para a aula. Naquele dia, Louis lhe deu uma bronca, dizendo que uma noite bem dormida e oito horas de sono bem aproveitadas era um requisito essencial na vida de um adolescente como Harry, que estava em fase de crescimento.

Quem acabou dando uma bronca foi Harry, que passou o dia xingando Louis e dizendo que ele não passava de um desentendido que não sabia nada sobre fases de crescimento, já que estava claro que Harry havia passado por todas elas faz muito, muito tempo.

Louis ria silenciosamente ao lembrar daquele dia, e acabou sendo desperto pelo barulho do pequeno sino da porta, que foi aberta repentinamente e logo deu espaço para que Zayn adentrasse a cafeteria, com um pequeno sorriso em seus lábios.

— Bom dia, Louis. – o moreno pronunciou ao aproximar-se do balcão.

— Bom dia! – Louis retribuiu o sorriso, endireitando-se rapidamente. – O seu bolo está lá dentro. – explicou brevemente, apontando na direção da cozinha principal. – Um instante, eu vou busca-lo.

Zayn assentiu, concordando com o que aquele atendente dizia.

Alguns poucos minutos se passaram. Quando Louis voltou, Zayn ainda mantinha sua atenção presa no cardápio extenso que ficava logo acima de sua cabeça, grudado numa das paredes, com uma tabela de preços ao lado e todas as opções de sabores de milk-shake mais reservadas num canto. Talvez porque clientes que gostavam de pedir milk-shake ali naquele estabelecimento fizessem parte de um grupo específico, ou somente porque realmente não tivesse espaço o suficiente para fazer uma junção daquele cardápio com a tabela de sabores de milk-shake.

Quando Louis voltou para a parte da frente da cafeteria, Zayn quase perdeu o fôlego. Louis não sabia se aquele era um bom sinal, ou se era algum tipo de alerta, que silenciosamente mandava o atendente jogar aquele bolo pelos ares e sair correndo em direção a um local seguro e longe de clientes furiosos e revoltados pela falta de comprometimento com um simples bolo.

Contudo, para a felicidade de Louis – e de Zayn –, o cliente alargou ainda mais seu sorriso, mostrando uma série de dentes perolados, enquanto os olhos piscavam rapidamente e ele assistia à Louis se aproximando.

coffee shop // larry stylinsonOnde as histórias ganham vida. Descobre agora