PRÓLOGO: ASCENÇÃO AO PODER

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Londres, Inglaterra

Antes

Tenho certeza que você vai ser brilhante, top model. — Mamãe sussurra contra meus ouvidos, enquanto me abraça apertado.

Engulo em seco, as lágrimas presas dolorosas, mas não choro.

Não, isso borraria a maquiagem impecável que fiz apenas para ela, mais cedo.

E se sei de algo, é que mamãe espera perfeição de sua única filha. Nada mais.

— Obrigada, mãe. — A beijo na bochecha e vou para papai que também me abraça antes de me soltar e seus olhos escuros irem para os meus.

— Não fique triste, Cha. Sabe que essa é a melhor universidade da Inglaterra, não sabe? — Puxou meu colar com carinho. — Sei que terá que se isolar aqui, mas continue sendo a perfeita aluna que é. Nosso legado precisa de você. Vamos nos ver nas férias. Nos ligue mais tarde.

— Claro, pai. — Lhe dei um último abraço, assim como a mamãe e apanho Marie, minha linda gata branca, comigo antes de um segurança arrastar as minhas malas.

Estava entrando na prestigiada, Royal College em Londres, uma universidade feita para herdeiros, com dezenas de anos e tão bem elitista, que só os mais ricos sabiam onde ela estava localizada.

É o melhor, pensei, observando como tudo era sombrio, antigo e caro, além de perceber os outros estudantes se despedindo dos pais e familiares, com seus uniformes padrão.

Não importava se não tinha mais amigos, ou se meu ex namorado nem gostaria de olhar na minha cara agora.

Estou bem.

Sou uma Campbell.

Nós não decepcionamos.

E era isso.

Meu futuro dependia disso.

Caminhando, cheguei a minha fraternidade, uma só de garotas que era linda, enorme e limpa, onde me deram a chave do meu quarto. Dividiria ele com uma garota, pelo que sabia e após me despedir dos meus seguranças, respirei fundo e entrei.

Ninguém.

Estava sozinha.

— Ótimo. — Disse aliviada, enquanto fechava a porta e olhava ao redor. Meu novo lar. Para onde sabia que viria desde o ano passado, quando terminei a Royal School em Berlim.

E mesmo que a Inglaterra não fosse a Alemanha, não importava.

Apenas meu futuro importava.

E Marie.

Observei a gata, tirando-a da caixa de proteção. Seus olhos azuis piscaram sonolentos, o focinho trabalhando enquanto se esticava.

Ela era minha há anos, e a única que não podia deixar para trás.

Aproveito que estou só, e a deixo caminhar enquanto arrumo todas as minhas roupas de grife no enorme armário, para mais tarde. Minhas aulas na faculdade de moda só começam depois de amanhã.

Eles nos deram dois dias para curtir a universidade, mas só gostaria de voltar e ficar com vovó na Alemanha.

Infelizmente não posso.

Miau. — Marie pula na cama e faço carinho nela, tocando seu colar de pérolas e laço rosa na cabeça.

Espero que minha colega de quarto adore animais, ou terei que mexer uns pauzinhos para conseguir um apartamento solo.

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