11: UNIÕES REAIS

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Horas depois

Não sei em que momento da minha vida achei que isso seria uma boa ideia, mas, se pudesse voltar para horas antes, me daria um tiro na cabeça.

Bem no meio da testa.

Porque, caramba! Puta merda.

A casa está cheia. Quer dizer, mais ou menos.

Estou aqui, e há três assassinos.

Não, não.

Mafiosos seria uma palavra melhor, e também me faz tremer menos.

São oito horas da noite de um dia de semana. Deveria estar no meu dormitório com Linda, repassando os assuntos da aula e fazendo as unhas para o dia seguinte. Escolhendo roupas para a semana. Esse tipo de coisa, e, estar parada na porta do meu quarto enquanto espero para reencontrar os meus sogros, não é uma das coisas usuais.

Muito menos, meu passatempo favorito. Mas, estou bonita e avaliando o vestido que escolhi, sei que fiz a escolha certa. Quero dizer, estou sempre linda. É o que faço de melhor. Por isso todo o esforço. Ser bonita faz parte de Chanel Campbell, então, talvez, a maquiagem leve e brilhante, o vestido branco e inocente e os cabelos caindo sobre meus ombros cheirando a fruta e perfume caro não deveriam ser algo para focar agora.

Entretanto, é isso ou pensar na burrada que fiz. E para falar sério, tudo é melhor que pensar no que fiz.

No acordo com o diabo que aceitei sem nem titubear. Burra, Chanel. Burra.

Sei o que você deve estar pensando. Mas é claro que aceitei a proposta de Conrad King. Que escolha tinha? Ele me prometeu paz, paz, por um ano, e em um ano, nenhum deles estudará mais na Royal.

O que significa que ganhei minha liberdade em triplo. E mesmo que possa estar sendo inocentemente coagida a me jogar nas covas dos leões, depois de tudo, é muito melhor que as opções anteriores. Acredite em mim, pensei bastante. Uma noite inteira para pensar, depois dos homens terem me deixado com Conrad esperando a resposta no seu café da manhã muito inglês.

Eles estavam todos sentados, bem arrumados e prontos para sair. Não que eu pudesse sair. King foi solicito em aplicar regras que deveria seguir, já que aquela era a casa da sua família, e não poderia simplesmente me jogar no meio de outra confusão.

Ele era tão mandão. E sim, eles iam morar ali. Algo que eu o.d.i.e.i

Claro.

Suas regras eram: não sumir das vistas deles. Em momento algum. E, se isso fosse inevitável, não sumir das vistas dos seguranças que eles colocariam em todos os lugares disfarçadamente.

Não ficar sozinha em lugares abertos ou fechados. Nem com Linda. Ou Michael. Eles, obviamente, poderiam vir para esta casa, porém, ninguém mais. Se precisasse fazer outros trabalhos, deveria usar a biblioteca, ou a casa número dois dos garotos. Nenhum estranho nesse covil.

Ah, e claro, sem garotos por perto. Como se precisasse de avisos e de sangue em minhas mãos. Nas festas, seria acompanhada. Se meus pais chegassem, só poderia vê-los com algum dos garotos. Brenan e vovó não viriam, pensava eu, mas também estava proibida de sair fazendo perguntas suspeitas por aí.

Eles mesmos disseram que me trariam provas do que estavam falando.

E após pensar um pouco mais, concordei com as regras. E com o namoro falso, desde que seguissem minhas próprias regras:

Obviamente, era falso. Deixei bem claro que eles não levariam aquilo para o nível pessoal, eca, e que depois de um ano, estaria livre de todo e qualquer acordo. Eles me deixariam em paz. Sem ameaças. Jogos. Agressões a mim ou qualquer um perto de mim. Teria minha privacidade. Não seria a cadelinha deles, sempre que eles precisassem.

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