O professor Alberts me condenaria a morte.
Afogada, na piscina imensa da Universidade. Decapitada. Ou quem sabe carbonizada. Com pedaços faltando.
Quem saberia quanta criatividade psicopatas tinham, afinal?
Meu ponto, é, naquela segunda-feira, após um fim de semana divertido com meus pais, e um dia no SPA com Linda, cheguei muito cedo para falar com o professor. Meu plano era simples: convencê-lo a me trocar de trio, e ficar feliz o restante do semestre.
Fácil, não é? Deveria, já que o trabalho em si, pintar quadros de representações já feitas, não era tão difícil assim. E se ele dissesse sim, ou ao menos me deixasse livre para procurar um grupo novo, poderia ter respirado aliviada. O que não aconteceu.
Nem mesmo perto.
Assim que o abordei, com café preto para amaciar a fera, o professor me observou com nojo e também disse que não gostava de café.
É claro que não. Ele era inglês afinal. Mas, assim que lhe informei meu pequeno favor salvador de vidas, o homem riu.
Tipo, sim. Riu. E veja, ele tinha covinhas.
Maldito.
- Ah, senhorita Campbell, você só pode estar brincando, não é? - Dissera. - Sinto muito, mas não sou os outros professores. Seu trio é o que é, e não tem permissão para trocar. Ninguém tem. Além disso, considere-se sortuda. Sawyer e Watanabe são mestres dos desenhos. Nunca viu as esculturas de Viktor? São magníficas e qualificadas. Observe no museu da família dele qualquer dia.
E então me tinha virado as costas, me deixando corroída de tanta raiva.
Mesmo? Museu da família? É óbvio que já havia visto a benção ao mundo que Viktor Watanabe era, perfeito, incrível, um talento mundial.
Não importava se ele gostava de dar pequenos animais engessados para suas perseguidas.
Ratos. Aranhas. Insetos. Todos deixados na minha cama com um bilhete de que ele adorava me ter como sua musa.
Tão adorável.
E o pior, estava presa. Por um semestre inteiro com eles. Desistir? não era uma opção, não com mamãe tendo acesso a todas as minhas aulas. Ela iria questionar.
Não teria uma resposta para ela.
- Lute, Chanel. - Disse a mim mesma em vez disso. - Pelo menos uma vez. Lute.
Diga a eles para irem para o inferno, vire as costas e vá na polícia. Avise a vovó. Brenan. Seus pais. A imprensa. Se alguma coisa acontecer depois, todos saberão.
Só, que não. Não saberiam. Eles são mais ricos que eu. Famílias de renome. E nem estou falando da cor da minha pele, diferente das dele. Só o fato de serem três homens contra uma mulher, enlouquecida, me passaria para trás. E a que preço?
Papai? Mamãe? Meu irmão? Ou minha avó, distante demais para proteger.
Um acidente de carro. Afogamento. Um serial Killer. Fatalidades. E somente teria a culpa para me fazer companhia.
Miseráveis, lágrimas se acumulam nos meus olhos e o pensamento de morte me toma.
Não a minha.
A deles. Acabar com os desgraçados. Um acidente de carro. Um afogamento. Um serial Killer.
Fatalidades.
Quem desconfiaria de mim? Uma doce e pequena mulher de apenas vinte e três anos? Olhe para mim. Só me preocupo com maquiagem, moda e roupas.
VOCÊ ESTÁ LENDO
REIS DO IMPÉRIO
Short StoryMinha vida é um abatedouro. E eu? Sou o prato principal. Chanel Campbell está encrencada. A bela garota presenciou algo que não deveria, e agora precisa correr. Viktor Watanabe. Conrad King. Killian Sawyer. Eles são os reis da cidade. Da Univers...
