09: CASTELOS DE FÚRIA

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Killian Sawyer

Destruir o mundo até ficar coberto de fuligem e sangue, não será o suficiente.

Não será o suficiente, porra!

Estava indo para a aula. Formando a fachada de um bom aluno, educado e gentil, que sai com a mãe a noite para jantar e que protege o irmão mais novo.

Mamãe está aqui. Aquela mulher teimosa veio passear e meu pai não está em seu pescoço. Isso por si só é muito.

E então, enquanto me fazia de filho rogado, que adora a mãe e toda essa besteira, meus homens me deram a pior notícia que podia receber.

Um atentado.

Contra meu irmão mais novo.

E contra ela.

Sou controlado, mesmo que por um fio invisível, mas naquele momento, pilotei tão rápido minha motocicleta que poderia ter ganhado um nobel por velocidade.

Os seguranças de Conrad são todos inúteis.

Homens malditos.

Tiros? Não deveriam ter deixado isso acontecer.

Conrad me liga e atendo, e meu irmão me tranquiliza como gosta:

Me dando ordens e repostas:

Eles estão vivos. No hospital. Não contar para Viktor. Correr mais rápido.

E é isso que faço.

Corro como nunca até o hospital particular de King, e entro com tudo de mim no lugar luxuoso.

Ninguém ousa me parar, não o cachorro louco de Conrad, e quando avisto Linda, chorando, acompanhada do irmão, sigo até eles desesperado.

— King...

Ele não me deixa terminar.

— Ambos estão bem. Chanel levou um tiro no lado direito do corpo, mas só foi de raspão e Michael levou um na coxa. Eles estão bem. Respirando. Mike está na cirurgia e você vai vê-lo logo. Chanel está sedada, pois, está exausta. Não avisei ninguém da nossa família. Esperarei. Onde está Viktor?

— Não sei. Dei ordens para os homens não contarem nada para ele, mas ele descobrirá, então espere ele aqui nos próximos dez minutos. Quero ver Chanel. Onde ela está?

— A C, está dormindo. — Minha cunhada diz soluçando. Toco seu cabelo com carinho, pois, sei que ela ama meu irmão com tudo de si. — Você deve deixá-la descansar.

Nego, olhando para Conrad.

— Preciso apenas ter certeza que ela está bem, Linda. Não se preocupe. Vamos cuidar de tudo e quando Mike sair da cirurgia, você poderá vê-lo. — Digo e ela chora um pouco mais. É angustiante e me afasto dela, erguendo as sobrancelhas para King.

O loiro suspira, acenando para um dos homens, enquanto sussurra algo no ouvido de Linda, que concorda.

— Venha. — Comanda e o sigo ávido. Lava quente está em meus ossos. Ódio mortal em meu sangue. Assim que estamos sozinhos, empurro Conrad contra a parede, perdendo todo o controle que tenho de imediato.

— O que diabos aconteceu, King? — Exijo. — Era o seu turno. Seu turno porra! Minha mulher está acamada com um tiro. Meu irmão está numa cirurgia e nossas mães estão aqui, sabia? Sua irmã é uma fofoqueira de primeira, e Viktor matará nós dois!  Eles podiam estar mortos e você não sabe pista alguma sobre nada!

Rosno em seus olhos, todavia o homem mal se abala, fazendo-me tremer.

King se afasta, e limpa seu terno, não demonstrando um pingo de preocupação. Não parece o mesmo homem que ameaçou minha vida pela garota machucada lá em cima, e quero sacar minha arma e matar todos eles, agora mesmo.

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