Capítulo - 10

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Eve mantinha os olhos fixos na paisagem da estrada enquanto seus pés estavam sobre o encosto do banco do passageiro, Claire preferiu ir com George e dois outros convidados no jipe deixando o chofer levar Charles e sua irmã. Durante todo o trajeto, Charles mal abrira a boca deixando-a agoniada.

― Santo Deus! Fale alguma coisa, este silêncio está me matando. – queixou-se enquanto fazia uma enorme bola de chiclete.

Charles encarou-a de forma rápida com sua indiferença britânica.

― Pode ser sincero, sei que esta ideia de ir até a casa de praia pra uma festinha não é bem seu estilo, mas diga algo, ou sei lá, proteste.

Qualquer que fosse sua expressão, ele era um arraso. Sem dizer nenhuma palavra, Charles apenas moveu a cabeça e permaneceu em completo silêncio, não era sua praia ir à boates, principalmente em boates americanas, prezava algo mais cult e reservado. Ela virou-se com uma expressão de espanto no rosto.

Não disse mais nada, não teria uma resposta e já estava cansada de tentar ser gentil.

― Creio que esse tipo de diversão não seja conveniente pra mim. – a voz rouca dele quebrou o silêncio.

Eve arqueou a sobrancelha e virou-se para fitá-lo, ela se ajeitou no assento.

Por alguns minutos o silêncio reinou dentro do veículo, o chofer seguia as instruções do GPS fixado no painel da bela Captiva. Já podiam sentir as leves brisas da maresia. O motorista fez uma conversão acentuada pra esquerda adentrando em uma área privada onde só tinha casas de luxo. Assim que parou na imensa portaria, Eve abaixou o vidro e sorriu de forma cativante para o porteiro que sem hesitar abriu o portão.

― Seja bem-vinda, Srta Gooding. – saudou-a.

Agradeceu com um gesto de cabeça e logo levantou o vidro. Byron estacionou em frente a uma imensa mansão de cor creme, com um jardim bem cuidado e iluminado. Assim que Eve colocou o pé para fora do veículo agradeceu o gesto do chofer, sentiu-se envolvida pelos aromas e ruídos do mar da Baía de Massachusetts, que a convidavam a sair e explorar. Não estava apenas do outro lado do país em relação à sua vida na agitada Manhattan, parecia estar em outro mundo.

Ela espreguiçou, já podia sentir o suave aroma de tequila.

Paul, o caseiro, a cumprimentou tirando o quepe. A jovem se aproximou do velho caseiro de confiança de sua família, mostrou um largo sorriso.

― Seja bem-vinda, Srta Gooding. – saudou-a.

― Obrigada Paul. – disse fitando-o. ― Aliás, o Alexander providenciou tudo?

― Claro, os barmen chegaram esta tarde, está tudo como ordenou. Espero que aproveitem este fim de semana, senhorita. – respondeu.

Eve moveu a cabeça ainda com um leve sorriso nos lábios.

― Claire e os demais convidados chegaram?

― Sim, estão no saguão aguardando.

A jovem agradeceu e seguiu até a varanda seguida por Charles. Afastou-se da fachada envidraçada e moderna que a bela casa praiana ostentava.

A morena passou por alguns amigos de Claire na entrada, os saudou com um leve sorriso como sempre fazia, era uma festa pra amigos íntimos e pelo que sua irmã tinha lhe dito, convidara apenas vinte amigos, mas conhecendo a loira, sabia que eram na verdade uns trinta.

Claire estava sentada juntamente com seu noivo e dois casal de padrinhos, mas para sua infelicidade Michael estava entre eles, a jovem pôde notar um sorriso malicioso do rapaz ao vê-la naquele vestido de renda florido.

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