Capitulo XXIV

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*Completinho.
*Fotos: Yolanda e Antônio.

- E como ele era? - uma Ashanti curiosa porém temerosa depois de tantas questionou. Não queria de maneira alguma sobrecarrega-lo.

- Quem? O Antônio? - agora, estavam os dois jogados no tapete da sala, Conrado com a cabeça sobre a barriga Ashanti que estava deitada. De vez enquando olhavam para o teto e refletiam com os próprios pensamentos.

- Sim, ele era parecido com você? - Ela quis saber.

- Não, - Conrado sorriu ao lembrar - tirando os olhos que eram do mesmo tom do meu, era uma cópia perfeita da mãe. Aquele sapeca.... acredita que ele só dormia quando eu envolvia seus pezinhos em minhas mãos? - sorriu ao reviver a lembrança.

- Acredito! Assim como eu tenho a a mais absoluta certeza de que você sempre foi um pai incrível. - convicta Ashanti afirmou.

- Eu tentei... Todo o amor que Yolanda se negava a receber de mim, eu depositava nele. Ele era minha vida. - disse com certa tristeza.

- E a sua família? Como eles encararam tudo isso?

- A familia dela surtou, como eu esperava puseram a toda culpa em mim... tentaram me incriminar... E eu quase que fiquei completamente louco... Já os meus reagiram primeiramente com choque e logo depois naturalmente... nem papai e mamãe nunca foram muito fãs de crianças, faziam gosto do meu casamento com Yolanda porque sabiam que ela rica então atribuiram tudo isso ao desequilíbrio psicológico que mamãe supostamente já havia reconhecido nos momentos em que estávamos todos juntos.

- Outra vez... Eu sinto muito meu amor... - acariciou os louros cabelos - Você é a última pessoa neste planeta que merecia passar por isso, no entanto ninguém é capaz de compreender os desígnios da vida.

- Obrigado por estar sempre ao meu lado Ashanti, você me fez descobrir o que é cumplicidade, companheirismo ou seja o que amor de verdade - segurando a mão e olhando nos negros olhos completou - Muito Obrigado por não desistir de mim.

- Imagina Conrado eu sou sua, você é meu e nós dois de uma maneira muito forte e bonita nos completamos. Eu nunca desistiria daquele que deu sentido ao meu viver... Nunca. - emocionada murmurou.

Ouvindo a linda declaração, com lágrimas jorrando pelos, Conrado tratou de despir Ashanti da camiseta e da calça de malha que ela vestia, estar com ela acalentava seu coração, o fazia sentir vivo e sem culpas, ela parecia uma espécie de redenção que a cada toque o consagrava de maneira mágica e especial.

- Eu te quero Ashanti, de um jeito que nunca quis outra mulher... É tão forte...

- Eu creio, Eu sei... está escrito em seus olhos...

Sorrindo em meio ao choro, Conrado se livrou de suas próprias roupas e devagar venerou aquela mulher como oásis no deserto, cada carícia, cada beijo parecia os levar a magnitude. Já todo encaixado, completamente pronto para entrar no interior aveludado da mulher, o homem, pingando lagrimas, deixou um beijo molhado na testa e a olhou de uma maneira inexplicável enquanto consumava o ato.

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A semana se passou e a cumplicidade entre os dois só aumentou, de fato Ashanti estava preocupada, pois iria novamente ter um encontro provavelmente tenebroso com os desagradáveis sogros.

Aqueles, com a mente em perversão, já haviam preparado um plano maligno com a intenção de interromper o "amor absurdo" daqueles dois. A ideia era contar sobre Yolanda e o suícídio que ela cometera unicamente pela falta de amor e pulso firme de Conrado para Ashanti, e iriam fazer isso unicamente por que amavam demais o próprio filho para deixa-lo se afundar ainda mais caso se casasse com uma negra.

AshantiDonde viven las historias. Descúbrelo ahora