(N/A): Oi, oi! Sim, antes que alguém pergunte: se você já leu Normani's Body, é essa mesma porcaria aqui kkk. Mas eu resolvi inverter os papéis de Norminah porque deu vontade, porque sim, porque eu posso 😌 e ainda aproveitei pra dar um tapa decente no texto.
Boa leitura nessa nova versão repaginada! E comenta, vota, faz barulho, porque isso aqui só continua existindo à base de incentivo e caos.
Xoxo 💋
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POV Normani
Inferno é uma adolescente.
Não tinha chifres, nem chamas, nem o cheiro de enxofre das histórias que o padre repetia no sermão de domingo. Inferno sorria largo, tinha olhos que brilhavam como se soubessem de segredos que o mundo inteiro escondia, e estava sempre um passo à frente de todos nós. Inferno respirava, andava pelos corredores da escola e me puxava pela mão como se eu fosse parte dele. Eu sabia disso antes de qualquer um, antes mesmo dela realmente se tornar inferno.
O problema do inferno é que ele nunca começa queimando. Ele começa morno. Sedutor. Familiar. E quando você percebe que está em chamas, já é tarde demais para sair correndo.
Eu não saí. Eu fiquei.
E por isso fui parar ali, atrás das grades.
Na prisão, o tempo não passava, se arrastava. Cartas chegavam todos os dias. Algumas com orações rabiscadas às pressas, promessas de salvação escritas por mãos trêmulas que diziam estar rezando por mim. Outras com palavras nojentas, desenhos obscenos de homens e mulheres que se excitavam com a ideia de uma mulher atrás das grades.
Era iônico como o mundo sempre encontrava um jeito de me encaixar em dois extremos: santa ou aberração. Nada além disso.
- A hora do recreio já começou, Hamilton. - a voz cansada do psiquiatra ecoou do outro lado da cela.
Não me dei ao trabalho de responder. Mantive os olhos baixos, presos às dezenas de envelopes e folhas espalhadas pelo chão de concreto. Às vezes lia, às vezes só fingia, porque era melhor me concentrar em rabiscos e borrões de tinta do que encarar o vazio das paredes, ou pior, o vazio dentro de mim.
Eles diziam que eu precisava aceitar Jesus no coração. Que só Ele poderia me salvar. Eu sorria sozinha quando lia essas coisas. Mesmo se eu quisesse ser salva, não havia mais escolha. Não havia salvação. Pelo menos não pra mim.
Depois de alguns segundos imóvel, me levantei e saí da cela. O corredor da ala feminina era comprido, o chão cheirava a desinfetante barato misturado a mofo, fezes e urina, e cada passo meu reverberava como se denunciasse um crime novo.
Enfermeiros me escoltavam de longe, com aquela rigidez de quem sabe que não pode se aproximar demais. Eles sempre evitavam encostar em mim, mesmo eu não estando na minha melhor forma. Talvez porque já tivessem visto o que eu fazia quando alguém insistia. Talvez porque, no fundo, tivessem medo de que eu fosse mesmo aquilo que diziam.
No refeitório, os olhares sempre me acompanhavam. Uns de desprezo, outros de fascínio. Eu já estava acostumada. Eu era apenas mais um espetáculo na rotina deles. Algo que julgavam incomum.
Peguei uma bandeja e ignorei a fila, passando direto como se aquela pequena rebeldia ainda fosse capaz de me lembrar que eu tinha algum controle sobre alguma coisa. Fui até o balcão de aço e encarei a massa acinzentada que eles insistiam em chamar de comida. O cheiro era uma mistura de gordura velha com desânimo. Peguei apenas um único biscoito, duro, seco, quase ofensivo, e o deixei cair sobre a bandeja com um estalo. Só para dizer que eu tinha comido algo.
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Hell Girl | Norminah • G!P |
FanfictionNormani G!P - Se não gosta, não leia! +++ Entre fumaça, gritos e correria, Normani só conseguiu pensar em Dinah, que desapareceu junto a uma banda desconhecida em uma van escura. Normani acreditou que jamais a veria de novo. Mas Dinah voltou. E o qu...
