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  Na hora, retribui seu abraço, me permitindo mostrar o quanto precisava de apoio.
- Você quer me contar o que houve? - perguntou Rosé. Assenti, e a mesma se afastou oara poder me olhar enquanto eu falava, mas continuou de mãos dadas comigo.
- O que aconteceu foi... Eu fugi. - decidi contar toda a verdade para ela. Sinto que posso confiar em Rosé - Eu fugi da Tailândia porque eu não aguentei ficar lá e porque eu sempre quis vir para cá para poder dançar.
- E por que você não aguentou ficar lá? - ela perguntou, limpando algumas de minhas lágrimas.
- Porque meus pais se separaram por causa de adultério de ambas as partes. Minha irmã me odeia. Meu padrasto faz da minha mãe sua escrava. Ninguém da minha família apoia meu sonho de dançar. Eles me baniram de casa porque eu não sou como eles! Eles disseram que não me queriam! Eles... Argh! - desabei novamente, mas, dessa vez, nos braços de Rosé.
  Ela me ajudou a levantar e me deitou na cama, abraçada em mim.
  O calor de seus braços era reconfortante. O carinho que ele fazia em minha cabeça me fazia eu me sentir como se estivesse sendo bem cuidada.
  Queria ficar ali com ela para sempre.
- Está melhor? - ela perguntou, depois de um tempo.
- Estou. Obrigada Rosé - agradeci.
- Imagina, eu estou aqui para isso Lisa. Agora, já que você me contou um segredo seu... Acho que devo contar um meu.
  Nós nos sentamos na cama, e ela parecia nervosa.
- O que é Rosé? - perguntei, curiosa.
- É... Aish, eu não sei explicar com palavras. - ela se levantou e foi até a porta - Vou trazê-la, espere um pouco.
  Rosé demorou menos de 5 minutos e voltou com uma folha.
- Essa é minha lista de desejos - ela me entregou a folha.
- Hein?
- É uma lista que eu faço desde os 10 anos. Eu listo todas as coisas que quero fazer antes de morrer.
  Olhei para a lista, vendo o que estava escrito na mesma:

1 - Aprender a tocar violão; X
2 - Saber cozinhar;
3 - Ir à algum país da Europa;
4 - Comer algodão doce;
5 - Viajar para um lugar diferente para poder estudar o que mais quero; X
6 - Saber dirigir; X
7 - Cantar para um grande público; X
8 - Ter uma escola de música;
9 - Casar;
10 - Ter uma família.

- Legal sua ideia de faze uma lis... Espera... Comer algodão doce? - perguntei, confusa, porém risonha - Você nunca comeu algoritmo doce?! - ela negou com a cabeça, fazendo beiço, parecendo uma criança - Quem nunca comeu?!
- Aigoo! - ela reclamou, me empurrando de leve - Meu pai é dentista, ele não deixava eu comer nada que fizesse mal aos meus dentes. E minha mãe concordava, já que ela é enfermeira.
- Meu Deus, eu sinto muito.
- É eu também sinto.
  Nos encaramos, depois, caimões no riso.
  E, naquele momento, um objetivo surgiu em minha mente.

X Cotton Candy X Chaelisa XOnde as histórias ganham vida. Descobre agora