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X Lisa on X

   Esperávamos o ônibus que nos levaria de volta a universidade sentadas nos bancos da parada mais próxima, brincando com as pelúcias que Jennie e Jisoo haviam conseguido para nós. Elas amavam aqueles brinquedos.
- Então Chaeyoung, - chamou Jisoo - gostou do Nakji Bokkeum?
- Sim, - respondeu a ruiva - mas ainda estou com pena do polvinho.
  Jennie revirou os olhos e disse:
- Se acostume querida, todas as comidas daqui da Coréia tem animais. Aliás, você acha Nakji Bokkeum nojento, mas você já viu como são feitos os hambúrgueres?
- O QUÊ?! COMO? - perguntamos eu e Rosé juntas, com medo do que Jennie iria dizer sobre uma de suas comidas favoritas.
- Hey, Jennie-ah! Não assuste as crianças! - repreendeu Jisoo, rindo.
- O que foi, estou apenas constatando a verdade. - disse Jennie - Olha lá, nosso ônibus.
  Entramos e haviam 2 lugares vazios na frente e 2 mais atrás. Deixei Jisoo acompanhar Jennie nos bancos de trás, apenas para poder sentar ao lado de Rosé.
- Gostou de ter saído conosco? - perguntei à ela, sentando ao seu lado
- Sim, muito! - respondeu ela, sorrindo - Vocês são muito legais. Melhores do que eu imaginava, pelo menos você.
  Corei pelo que ela disse, mas consegui disfarçar e perguntei:
- Melhor em que sentido?
  Ela pensou um pouco, então respondeu:
- Bom, você é mais divertida, fofa, original...
- Original? - perguntei
- É.
- Por quê?
- Porque eu nunca encontrei ninguém como você.
  Agora sim meu rosto estava realmente corado.
  Roseanne sorriu ao ver meu estado.
- Não precisa ficar envergonhada. - disse ela - Vai ter que se acostumar a ouvir elogios.
- Não dei por quê. - falei - É muito raro alguém querer me elogiar.
- Não é mais. - Rosé continuou - Hanbin, por exemplo, só falou bem de você. Disse que é a melhor.
- Sério?! - perguntei, surpresa.
- Sim, ele te admira muito.
  Nesse momento, o motorista freiou por um motivo desconhecido, o que fez com que o ônibus desse um solavando, fazendo Rosé quase cair. Quase, porque eu a segurei.
  Minhas duas mãos seguravam sua cintura e seu antebraço, minha perna entrelaçou-se com a sua para impedi-la de escorregar. Nossos rostos estavam muito perto.
- V-você está bem? - perguntei
- Sim, e... Você... Bem? - perguntou Rosé
- Ach-cho que s-sim - gaguejei por culpa da pouca distância.
  O telefone de Rosé começou a tocar. Eu e ela tivemos de voltar ao normal para a mesma poder atender.

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