A Carta

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Pov Lauren

São 7h30. O despertador toca algumas vezes até eu realmente sair da cama. Assim que termino de fazer minha higiene matinal, tiro o pijama e coloco a primeira coisa que consigo pegar do guarda-roupa. Vou até o quarto de minha irmã mais nova e entro sem bater, sabendo que ela ainda está dormindo. Puxo as cortinas e abro a janela, permitindo a entrada do sol. Logo a pequena está se remexendo na cama.

— Lindo dia, não? — pergunto com um sorriso irônico.

— Hmm... só mais 5 minutos, Lauren.

— Nem pensar. Estou te esperando lá embaixo, Taylor.

Saio do quarto e a deixo resmungando, tendo certeza de que ela vai voltar a dormir assim que me perder de vista. Quando chego na cozinha, Michael está pondo a mesa. Murmuro um bom dia e vou ajudá-lo, terminando no momento que Taylor aparece.

— Bom dia, pai. Bom dia, Lauren.

— Bom dia, Taytay — ele sorri e se senta na mesa. — Agora, me sirvam.

Eu e Taylor trocamos olhares por breves segundos até começarmos a nos servir e ignorá-lo completamente. Ele lança um olhar incrédulo sobre nós e levanta as mãos em rendimento.

— Ok, vocês venceram!

...

O restante do café da manhã é tranquilo, com conversas aleatórias e momentos sonolentos, até algo acontecer e nos deixar bem acordados.

Um vulto atravessa a janela da cozinha, que abríamos havia pouco, vai em cima da mesa e finalmente para. Quando para, vejo o que é: uma coruja. Uma linda coruja de penas escuras, olhando-nos assustadoramente, trazendo uma carta em seu bico. Ela deixa a carta no prato de Taylor, e vai embora tão rápido quanto havia entrado.

A menor pega a carta, com as mãos tremendo e o olhar mais que assustado, e a lê em voz alta. Na primeira frase, percebo o tamanho de seu erro.

"Prezada sra. Jauregui,

Temos o prazer de informar que V.Sa. tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Estamos anexando uma lista dos livros e equipamentos necessários.

O ano letivo começa em 1º de setembro. Aguardamos sua coruja até 31 de julho, no mais tardar.

Atencio--

Ela não conseguiu terminar, Mike estava gritando conosco.

— Ela não vai! Tudo isso é culpa da sua mãe! Eu não vou permitir que isso aconteça novamente!

— M-mas...

— Nada de "mas"! Ela não vai e pronto. Agora vão já para os seus quartos enquanto eu resolvo isso!

Subimos sem dizer uma palavra, esperei ele estar longe para falar de novo.

— Fique pronta às 20h — sussurrei.

— O que você vai fazer?

— Apenas faça o que eu pedir. Ele vai nos trancar, vou te mandar algumas mensagens falando o que fazer. Confie em mim.

Ela só acenou com a cabeça e seguiu para seu quarto.

Como o previsto, fomos trancadas em nossos quartos. Michael apareceu ao meio-dia, trazendo o almoço. Às 13h comecei a mandar mensagens para Taylor.

"Antes de tudo, apague as mensagens assim que terminar de ler"

"Ok", respondeu ela.

Finding MyselfWhere stories live. Discover now