Capitulo Um

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Uma garota chamada Sarah Grace


Dentre todas as mulheres existe um tipo padrão pelo qual 96,5% dos caras héteros irão se interessar. Seios grandes, bunda grande, cintura fina, olhos claros e um cabelo incrível. Uma combinação perfeita para os babacas de plantão que só falam de sexo, só pensam em sexo, mas em sua maioria passam a sexta feira em casa assistindo Hentais. Bem, ao contrário dessa maioria eu faço parte dos 3,5%. Enquanto a maioria procura rostos e corpos perfeitos, eu procuro as garotas que em geral são consideradas "estranhas". Não sei, mas aquele jeito tímido, recuado e inseguro (principalmente por trás de óculos), me fascina. E vê-las tremendo ao tentar pronunciar palavras monossílabas como um simples "oi" mexe comigo de uma forma que... ah deixa pra lá.


É claro que já sai com diversas garotas pelas quais muitos caras nerd's da universidade deixariam que usassem seus quadrinhos raros da Marvel como guardanapo ou papel higiênico, mas elas eram tão... burrinhas, artificiais, e tão previsíveis que não importava com quantas delas eu saísse, era sempre a mesma coisa, os mesmos assuntos, moda, cabelo, perfume, carros, e os mesmos desejos; comprar roupas, comprar perfumes, andar de carro. Sei que para os outros jogadores de futebol que não sabem nem ao menos resolver uma simples equação quadrática isso não faz muita diferença, mas para um cara como eu, garotas assim são... um saco.


Por ter herdado uma boa herança do meu falecido avô (que foi bem tarde) eu nunca tive problemas em bancar os desejos das garotas com quem saía, e por muitas vezes bancava sozinho festas para centenas de pessoas da universidade na minha humilde mansão.


Ah, creio que você não deve estar entendendo muito bem, talvez seja por que eu ainda não me apresentei. Meu nome é Brandon Fletcher. Capitão do time de futebol americano da Universidade de Shultz nos Estados Unidos, sou um gênio em diversas matérias (principalmente ciências), e poeta nas horas vagas ( poucos sabem disso ). Eu sei eu sei, Uma combinação bem fora do comum, geralmente os jogadores de futebol são burros, os alunos nerd's fissurados por ciências mal conseguem segurar uma bola nas mãos e os poetas vivem em um universo onde a unica coisa que faz sentido são seus próprios sentimentos. Mas não tenho culpa, nasci privilegiado, sou bom em tudo que faço, e não tem nada que eu não consiga fazer.


( e é necessário um grande esforço para que eu venha a falhar)


Resumindo... sou o cara perfeito. Nenhuma garota resiste ao Brand, e todas elas fazem fila para poder me cumprimentar. É claro, eu trato todas elas bem, mas nada mais que um belo sorriso e uma piscada rápida, pois para as mulheres uma palavra de um cara atraente como eu se torna um convite para um bate papo de horas e horas... e cai entre nós, ninguém merece uma mulher falando na sua orelha sobre sapatos, cosméticos, roupas e acessórios.. Enfim Coisas que não vão mudar em nada sua vida.



Porém existia uma garota... Sarah Grace, ela já estudava na universidade a um bom tempo mas só comecei a reparar nela semestre passado. Cara como ela era perfeita... inteligente, atraente, com um olhar confiante porém tímida as vezes,  seu caminhar era de tão graciosidade quanto o de um cisne à beira do lago em uma noite de lua cheia, e se ainda não fosse o suficiente, ela ainda usava óculos. O único problema era que Sarah era única garota da universidade  inteira que nunca tentava se comunicar comigo.( mesmo quando eu dava bola pra ela) Por mais que isso não me agradasse por um lado, por outro fazia com que eu me sentisse vivo. Já estava tão acostumado com todas as garotas da universidade correndo atrás de mim e pendurando minha foto em seus armários que havia me esquecido que poderiam existir garotas que não me apreciassem, e aquela rejeição de Sarah Grace se tornou para mim um desafio, e quando sou desafiado não desisto até ganhar.


Nós dois eramos da mesma classe em ciências naturais, onde Sarah por sua vez sempre foi o destaque da turma, até que eu cheguei... Não que eu tenha ocupado a posição dela de melhor aluno em ciências naturais (isso era meio que impossível até mesmo pra mim) mas agora disputávamos o titulo de melhor aluno pois ambos os dois sempre atingiam as notas mais altas. Confesso que gostava dessa rivalidade, talvez esse fosse o único vínculo entre nós e isso me motivava a continuar progredindo e me dedicando cada vez mais as matérias. Mas embora eu gostasse disso, Sarah por sua vez não aparentava o mesmo. Eu percebia que ela vivia daquilo, aquele era o mundo de Sarah, quando os olhos dela encaravam os meus eu sentia como se eles dissessem ''você já tem o seu lugar de destaque, caia fora do meu''. Mas mais do que isso, eu via que por trás daqueles olhos negros como a noite escura e calada se escondiam muitos mistérios. Mistérios os quais me fizeram continuar insistindo até desvendá-los completamente.


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