Capítulo 7

424 30 0

-Descobriu toda a verdade?

-Quase, eu acho.

-Sabe Maninha, você sempre foi a preferida, sempre te consideraram a melhor em tudo, até que um dia finalmente eu fui morar com a nossa tia Tina em Boston e finalmente tive uma vida digna. Antes ninguém se preocupava comigo, sofri anorexia e auto mutilação ninguém se importou agora se você tivesse um arranhão de nada era levada ás pressas pro hospital mais próximo de Stanford então como planejado depois de alguns anos conheci Dona Marta que me colocou aqui nesse colégio finalmente depois de tantos e tantos meses você chegou finalmente. Trabalhava em uma cafeteria famosa "Starbucks"? Não é? E também conheceu três alunos no SS (Supernatural School). Foi por John que você se apaixonou e foi amiga durante um tempo não é? Mas ele nunca te quis.

-Cala a boca. -Mary disse querendo bater em Mellany, ela se assustou ao ser puxada por Mary e bateu nas grades da jaula.

-Isso doeu vadia!-Depois de respirar profundamente disse calma: Vejo vocês mais tarde. -Então saiu em seguida.

-Precisamos sair daqui. -Mary disse respirando ofegante.

-Não temos as chaves desses cadeados.

-Agora temos. -Mary disse ao mostrar o conjunto de chaves em sua mão.

-Como conseguiu?

-Estavam penduradas no cinto da Mellany quando eu puxei consegui tirar.

-Merece aplausos. -Beck aplaudiu e fez Mary rir com isso.

-Ah droga, isso queima. -Mary disse ao tentar abrir o cadeado.

-Ótimo esses cadeados são a prova de anjos.

-É deve ser. -Mary disse e tentou abrir novamente queimando sua mão e deixando as chaves caírem do lado de fora da jaula não alcançando pois eram suspensas no alto, diferença por centímetros.

-Legal, agora estamos presas aqui de verdade.

-Me desculpe. -A porta foi aberta as duas meninas tiveram um pequeno ataque cardíaco até ver quem passou pela porta.

-Ash?

-Oi garota da cafeteria. -Ele disse rindo.

-Oi -Ela riu. Pode ajudar a gente por favor?

-É percebi que estão em apuros. -Ahston disse pegando as chaves no chão e abrindo as jaulas, a sorte de vocês é que essas jaulas não são a prova de água por que se não eu estava ferrado.

-Você é um semideus?

-Sou filho de Poseidon.

-Ah, obrigada Ash. -Mary abraçou o garoto.

-O John está te procurando feito louco é melhor achar ele antes que a sua irmã te ache.

-É? Beck quer vir comigo?

-Acho que vou ficar aqui e conversar com o seu amigo, pode ser? -Beck estava vidrada nos olhos do loirinho.

-Ok. -Mary disse rindo e saiu de lá com pressa a procura de John até que viu ele e Mellany discutindo no final do corredor perto da porta de saída. Mellany o empurrou nos armários quase o beijando mas ele negou e Mellany saiu zangada batendo a grande porta.

-John?

-Mary! Você está bem? -Ele abraçou Mary.

-Estou e você como está?

-Mellany enlouqueceu, ela quer que eu me apaixone por ela, mas eu não quero isso e você sabe que não.

-Você tem que ficar com quem você ama de verdade.

-E se essa pessoa não quiser nada comigo?

-Você só vai saber se tentar. -Ao dizer isso John se aproximou dos lábios carnudos e levemente vermelhos de Mary dando um longo selinho que logo foi transformado em um beijo romântico e lento no meio do corredor, não se preocuparam se alguém olhava ou não. Mary conseguia sentir as presas de John presentes duramte o beijo que á fez gostar muito. -E então será que a pessoa que eu quero, me quer também? -Mary riu e selou as bocas novamente. -Vou considerar isso como um "Sim".

-John preciso falar com a minha irmã, ela vai querer transformar todo mundo em escravo.

-Ela já transformou praticamente, é ela quem comanda o colégio.

-Mas e a Dona Marta?

-Ela está morta, foi encontrada morta depois do seu "ataque", muito te acusaram mas era impossível e eu não acredito no que os outros dizem.

-Não acredite mesmo neles.

-Ash quem te tirou de lá?

-Sim, você quem mandou ele ir lá?

-É, enquanto eu distraía a "maluca" pedi pra ele te ajudar.

-Obrigada meu vampirinho.

-Não á de quê minha anjo demoníaca. -Mary riu.

-Vou procurar minha irmã.

-Eu também vou.

-Não! Você vai ficar aqui.

-Mas eu quero ir com você.

-Mesmo?

-Sim.

-Que pena, não dá. Fica aqui ta bom?

-Mas eu queria...

-Me promete que vai ficar.

-O que?

-Prometa!

-Tá, eu prometo. -Nesse momento John cruzou os dedos.

-Ai que bom. -Mary beijou John que correspondeu sem muito ânimo. -Não vou demorar.

-Tá. -Ele disse e ela seguiu pelo colégio até encontrar Mellany na cantina em uma das mesas com alguns companheiros. Tudo parecia mais sujo e os funcionários haviam desaparecido, grande parte havia sumido. Sentiu mãos tocarem sua cintura e gritou, a pessoa atrás de Mary tapou sua boca com as mãos era John.

-Fala baixo, podem ver que estamos aqui.

-Não posso fazer nada, eu disse pra você ficar lá.

-O que estão fazendo? -Ouviram a voz de Mellany. -Como conseguiu se soltar?

-Não interessa!

-Ah, me interessa sim. -Ao dizer isso estalou os dedos alguns garotos pegaram John e Mary pelos braços.

-Por favor levem nos para a sala do medo e tranquem-os com 7 cadeados e sim na mesma jaula. Assim fizeram.

-Por que será que prenderam nós dois juntos?

-Eu sou um vampiro e se eu sentir fome eu posso te matar e eu não vou resistir por muito tempo.

-O que está acontecendo?

-A verdade é que todos de nossa espécie está entrando em extinção e um dia iremos sumir do mapa. Mais cedo ou mais tarde, infelizmente o nosso fim está perto se Mellany tomar conta de tudo.

-E se morrermos o que vai acontecer?

-Mais humanos nasceram e serão criados, apenas seremos lendas para os pais das crianças humanas contarem a eles várias lorotas antes de dormir.

-Se for pra morrer eu quero morrer do seu lado.

-Eu também, mas não quero morrer aqui.

-É eu também não. Como eu queria que meu pai tivesse piedade e me ajudasse pelo menos uma vez, já que sempre esteve ocupado.

-Mas ele não é um anjo?

-É.

-Chame por ele.

-Será que dá certo?

-Não custa tentar.

Mary fechou os olhos e começou á rezar pedindo para que seu pai aparecesse.

-Atendi seu chamado.

-Pai?

-Oi filha.

Uma garota sobrenaturalLeia esta história GRATUITAMENTE!