Capítulo 8

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-Melhor saírem daí. O mundo pra nós pode acabar hoje se não vencerem.

-Não podemos sair.

-Ah esqueci desse detalhe. -Por uma força brutal o cadeado se quebrou sozinho.

-Obrigada pai.

-É, obrigado senhor Collins.

-Não à de quê, agora vão logo e Mary pegue isso. -Paul carregava uma espécie de caixa nas mãos.

-Sua irmã está do lado mais demoníaco que você pegue esses ossos e queime na frente dela.

-Queimar os ossos?

-Isso você me ouviu, queime junto com sal e tome cuidado. Eu te amo.

-Eu também te amo pai. -Paul desapareceu em um piscar de olhos deixando o caixa com Mary e John.

-Estou com medo.

-Precisamos ser rápidos.

-É. Vou pegar o sal na cantina.

-Você é louco? Tem um monte de idiotas lá e se verem você vai saber o que vão fazer.

-Vai dar tudo certo.

-Não, não vai. -Ouviu uma voz feminina atrás deles. -Debby? Também está do lado deles?

-Está brincando? Ela matou o Joe. -Debby disse com os olhos inchados de tanto chorar.

-Por que?

-Por que ele me defendeu. Eu disse à ela que ela não mandava em mim e nem em ninguém, então ela ficou brava e me chocou na parede, Joe foi ajudar ela mas ela quebrou o pescoço dele. Eu fugi e me escondi até que encontrei vocês.

-Toda ajuda é bem vinda. -Mary disse.

-Lamento pela morte do Joe. -John disse consolando a garota.

-Eu amava ele e tinha certeza que ele sentia algo por mim também.

-Sim, ele sentia pode ter certeza.

-Quer se vingar? -John perguntou mostrando os ossos na caixa.

-Claro! Vou pegar o álcool. -Debby disse vingativa depois de chorar.

-"Quer se vingar?" Você enlouqueceu John? A garota só vai se sentir pior.

-Claro que não.

-Claro que não? -Mary perguntou irônica.

-Amor, eu sei o que eu tô fazendo.-John disse enquanto se preparava para ir até os fundos da cantina onde os funcionários trabalhavam.

-Você me chamou de que? -Mary o puxou.

-De amor, você é minha pequena e eu tenho que proteger você. Sempre. -John disse e seguida beijou a testa da amada, foi até os fundos da cozinha como planejado para pegar o sal facilitou bastante pois os companheiros de Mellany estavam no outro lado da cantina distraídos com alguma coisa.

Quando John pegou o sal algo acabou te atrapalhando e derrubou alguns copos que estavam na pia do balcão provocando um barulho e chamando a atenção de todos que estavam lá. Mellany como era a mais corajosa da turma e digamos "líder", pegou John no flagrante carregando o pequeno saquinho de sal em uma das mãos.

-O que está fazendo?

-Nada demais. -Disse ele escondendo o sal.

-Você está encrencado rapaz. -Ela disse enfurecida em seguida pegou o garoto em uma força extremamente brutal e o jogou contra a parede.

Mary viu toda a cena do ocorrido e resolveu ajudar mas não queria estragar o plano, então esperou Debby voltar o que não demorou muito.

-Precisamos queimar os ossos logo, antes que ela nos encontre.

-Ok, mas e o sal?

-Mellany viu o John enquanto ele pegava o sal, precisamos de outro plano.

-Eu posso ajudar vocês. -Disse a voz irreconhecível de Beck.

-Como?

-Posso pegar pra vocês e trazer aqui imediatamente, só preciso que vocês fiquem aqui e quando eu jogar o sal corram muito.

-Mas por que correr?

-Quando eu pegar o sal entregarei ao John que escapará das garras dessa ridícula.

-E você? Você não vem?

-Meu tempo já está acabando, acho que sobrevivi demais durante esses últimos anos agora sei que devo me sacrificar pelos meu amigos e vocês duas são uma prova que eu devo ajudar assim. Obrigada por finalmente conversar comigo Mary. -Ela dizia com lágrimas nos olhos.

-Eu adorei te conhecer, obrigada por tudo. -Sem pensar em nada abraçou a amiga.

-Acho que não quisemos nos conhece durante esse anos mas é isso aí. -Disse Debby também cabisbaixa.

-Tudo bem, eu vou ficar bem. Valeu meninas. Agora é melhor que sejamos rápidas. -Disse Beck olhando Mellany quase espancar o garoto John ainda suspenso no alto da parede.

-Melhor mesmo. -Concordaram.

-Se preparem e corram como se não houvesse o amanhã.

-Entendido. -Disse Mary confiante. Sem pensar suas vezes Beck se atirou como um força apavorante pra cima dos demônios que ali estavam, segurou John com as grandes e fortes mãos John pegou o sal e co conseguiu fugir sem que Mellany percebesse.

-Não foi dessa vez. -Ele disse olhando pro lugar onde Mary lutava contra Mellany e os demônios que a rival havia transformado.

-Corram! -Gritou e todos correram para fora do colégio indo para o lugar mais deserto perto de lá. Perto de uma árvore com as folhas perfeitamente "desenhadas".

-Vamos depressa com isso. -Mary jogou os ossos no chão do gramado baixo. Debby em seguida jogou o álcool e John finalmente o sal.

-Como vamos acender? -Perguntou Mary.

-Não tem como. Aqui não há qualquer espécie de fósforo, isqueiro, tocha ou qualquer coisa do tipo.

-Acho que sei fazer fogueira com gravetos e folhas secas.

-Boa sorte. -John deu exatamente os materiais que se usavam para acender o fogo. Depois de algumas falhas finalmente acendou o que deu azar pois Mellany apareceu e surpreendeu á todos.

-O que fazem aqui? São meus ossos? -Perguntou Mellany ao ver o que iriam fazer em questão de segundos. -Vocês me traíram, principalmente você Maninha.

-Cala a boca. -Gritou Debby.

-Esta nervosinha só porque matei seu namoradinho que tinha medo de assumir que gostava de você? Hum, agora ele deve estar no inferno acorrentado sendo morte diversas vezes por tudo que ele fez mas devo admitir que não estou surpresa.

-Por que vez isso? Nojenta! -Disse Debby cuspindo no rosto de Mellany que não se contentou.

-Adeus. -Ela disse em seguida estralou os dedos a "casca" de Mellany explodiu, vários órgãos se espalharam pelo lugar.

-Não! -Gritou Mary correndo em direção a Mellany mas John segurou-a.

-Não o que? Quer morrer também?

-Não, mas eu sei que alguem aqui vay ser morto e essa pessoa... É você. Adeus "Mel".-Disse Mary jogando o fogo nos ossos que estavam no graveto que John segurava.

-Sua traidora. -Gritou Mellany desperadamente chorando descontrolada enquanto seus ossos queimavam na brasa do fogo alto e ardente. Mary se ajoelhou junto aos restos mortais que viraram cinzas em questão de segundos.

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