4. A descoberta de Québec e Montréal (1535-1538)

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Enquanto na primeira viagem de Jacques Cartier as embarcações contavam com uma tripulação total de 60 homens, para a nova expedição, na quarta-feira, 19 de maio de 1535, mais de 100 homens saem de Saint-Malo rumo ao Novo Mundo. Os três navios se perdem em meio a tempestades. O ponto de encontro fora antes estabelecido em Blanc-Sablon (hoje na ponta de Québec). Em 26 de julho todo mundo se encontra lá e podem partir novamente.

Em 10 de agosto de 1535, durante a festa de São Lourenço (Saint Laurent), os navios repousam em uma pequena baía. A essa baía Jacques Cartier batiza com o nome de Baía de Saint Laurent (ou Golfo de São Lourenço). E é assim que o famoso rio Canadense recebe o seu nome – Fleuve Saint-Laurent.

A DESCOBERTA DE QUÉBEC

Domagaya e Taignoagny, aqueles que você viu no capítulo anterior que foram levados por Cartier à França, indicam o caminho para a "kanata" ao longo do Rio Saint-Laurent. Essa palavra, provavelmente de origem iroquesa e hurona, significa "cidade" ou "vila" e fazia referência à cidade de Domagaya e Taignoagny - Stadacona. Assim, os franceses começam a descobrir o caminho do Canadá.

Em 7 de setembro de 1535 os navios lançam as âncoras próximo a uma grande ilha. Esta ilha estava cheia de indígenas. Quando a avistaram, vários índios estavam pescando às margens do rio. No entanto, quando avistaram os navios franceses, a alegria que os nativos tiveram no ano anterior em Gaspé, havia se transformado em medo. Os índios fugiam dos europeus! Somente quando os filhos de Donnacona, seu líder, desembarcam, é que os nativos passam a os receber com alegria. Você sabe de que ilha estamos falando? É a Île d'Orléans, conhecida por todos os habitantes de Québec. Sim, a Île d'Orléans é o primeiro local da atual cidade de Québec em que os exploradores franceses colocam os pés.

Donnacona, que talvez pensasse que nunca mais veria seus filhos, fica sabendo que eles haviam sido trazidos de volta. No dia 8 de setembro o chefe indígena chega na ilha, trazendo muitos guerreiros. Afinal de contas, aqueles europeus haviam "sequestrado" seus filhos. No entanto, ao chegar, Cartier sobe no mesmo barco que Donnacona e lhe oferece pão e vinho, celebrando o reencontro.

Os navios de Jacques estavam cheios de provisões. Segundo os registros, essas provisões davam para cerca de um ano e meio. Então, Cartier decide procurar um lugar onde possa guardar essas provisões enquanto continua sua procura pela China e a Saguenay.

Costeando a Île d'Orléans, descendo mais um pouco, ele sobe um pequeno rio, o qual ele chama de Sainte-Croix. Hoje, esse rio é conhecido como Saint-Charles. Lembre-se que estamos em Setembro. Isso significa que já estamos no Outono. Cartier ainda não tinha ideia do pesado inverno que os aguardava.

No ponto (A) do mapa, você pode ver onde Jacques-Cartier montou uma pequena base e deixou alguns homens, ao longo do rio Saint-Charles

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No ponto (A) do mapa, você pode ver onde Jacques-Cartier montou uma pequena base e deixou alguns homens, ao longo do rio Saint-Charles. Esse local fica próximo ao Parc de la Pointe-aux-Lièvres, no Cartier-Brebeuf National Historic Site. Hoje ele é um parque muito bonito, excelente para passear com a família ou apenas andar de bicicleta, dando a volta ao redor do Rio Saint-Charles até o Rio Saint-Laurent.

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