Ninka Baker e Os Recrutas

Bởi perdidanasnuvens

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Quinhentos anos após uma terceira guerra mundial sangrenta que levou a humanidade perto de sua extinção, o mu... Xem Thêm

Prólogo
ONE | YEARS
TWO | EXPEDITION
THREE | RECRUITS
FOUR | THING
FIVE | BROTHERS
SIX | CHOICE
SEVEN | FUCK YOU
EIGHT | FIGTH
NINE | PURPOSE
ELEVEN | WATER
TWELVE | PIG
THIRTEEN | SONS OF ADAM
FOURTEEN | FOOD
FIFTEEN | SEER
SIXTEEN | IDIOT
SEVENTEEN | KID
EIGHTEEN | STICK
NINETEEN | OLGA
TWENTY | SURPRISE
TWENTY ONE | PLAN
TWENTY TWO | SEX AND KISS
TWENTY THREE | TRUTH
TWENTY FOUR | ACTION - PART I
TWENTY FIVE | ACTION - PART II
TWENTY SIX | RUN, BAKER, RUN!
TWENTY SEVEN | SORRY
TWENTY EIGHT | MARGOT
TWENTY NINE | LAST NIGHT
THIRTY | GOODBYE
THIRTY ONE | LIE
THIRTY TWO | DEAD
THIRTY THREE | CRAZY PLAN
THIRTY FOUR | DEAD TWINS
THIRTY FIVE | HOTEL - PART I
THIRTY SIX | HOTEL - PART II
THIRTY SEVEN | TALK
THIRTY EIGHT | SIREN
THIRTY NINE | SAND STORM
FORTY | TUNNEL
FORTY ONE | GRENADE
FORTY TWO | CAPTAIN
FORTY THREE | SCANNER
FORTY FOUR | OUTBREAK
FORTY FIVE | X-8
FORTY SIX | BEDROOMS
FORTY SEVEN | SHOWER
FORTY EIGHT | MEDICAL WARD
FORTY NINE | ATTRACTION
FIFTY | INSTINCT
FIFTY ONE | LADIES FIRST
FIFTY TWO | PERFECT PLACE
FIFTY THREE | CLARIFICATIONS
FIFTY FOUR | SEE YOU LATER
FIFTY FIVE | PERSECUTION - PART I
FIFTY SIX | PERSECUTION - PART II
FIFTY SEVEN | UNCONTROLLED
FIFTY EIGHT | RUNNING AWAY
FIFTY NINE | INSANE
SIXTY | DEVICE
SIXTY ONE | MUSHROOM EFFECT
SIXTY TWO | MOM? WALLY?
SIXTY THREE | SUICIDE
SIXTY FOUR | DEAL
SIXTY FIVE | GOOD LUCK
SIXTY SIX | VILLAGE
SIXTY SEVEN | RING
SIXTY EIGHT | FUTURE
SIXTY NINE | YOU'RE NOT ALONE
SEVENTY | BOSS
SEVENTY ONE | RITUAL
SEVENTY TWO | NEWS
SEVENTY THREE | OUTRAGE
SEVENTY FOUR | HELL
SEVENTY FIVE | THE END - PART I
SEVENTY SIX |THE END - PART II
SEVENTY SEVEN | THE END - PART III
Epílogo
notas finais

TEN | SHIT

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Bởi perdidanasnuvens



Permaneci um bom tempo conversando com o Aiken, apenas paramos quando Carter chegou repentinamente no quarto.

- Desculpem se interrompi o casal, mas está na hora de trocar de turno com alguém – Carter usou um tom debochado, sua voz estava extremamente rouca e seu rosto inchado. Sem dúvidas, ele acabara de acordar.

- Não somos um casal – foi a primeira coisa que eu respondi.

- Bem que ela queria namorar um cara tão legal como eu, parceiro – Aiken brincou, batendo levemente no ombro do Carter que tratou de se esquivar.

- Não somos parceiros – Carter afirmou com os olhos estreitados e eu vi Aiken travar o maxilar. Eles ficaram se encarando por alguns segundos e pareciam que iam se matar a qualquer momento.

- Ok. Muita testosterona em poucos metros quadrados. – Eu segurei o braço de Aiken – Sua vez de ir ter pesadelos – eu disse lhe empurrando em direção a porta.

- Shh. Cala a boca. – Ele mandou, parando de andar, e eu arregalei meus olhos.

- Não me manda calar a boca – retruquei com raiva.

- Não, é sério. Tem alguma coisa errada. – Ele constatou, virando o rosto brutalmente para a janela. Carter viu sua inquietação e decidiu imitá-lo.

– Merda! – o ouvi resmungar, depois de observar algo do lado de fora.

- O que foi? – perguntei preocupada quando vi Carter engatilhar a arma. Aiken segurou a minha mão e me puxou para o batente da porta para vermos o que acontecia no térreo. Me assustei ao ver alguns homens dentro da casa, caminhando entre os recrutas e aplicando injeções em seus pescoços.

- Vamos! – Carter disse, caminhando em direção as escadas, mas Aiken lhe puxou de volta.

- Você acabou de ver que são mais de cinco homens, não vamos conseguir derrubá-los – ele disse para o Carter em um sussurro.

- Somos nove, é claro que vamos derrubá-los – Carter retrucou como se fosse óbvio.

- Está vendo aquelas injeções? – Aiken apontou para o homem que aplicava uma delas em Charles – Aquilo é uma droga poderosa que vai fazer o seu grupo apagar por horas – ele explicou – Então somos só nós três.

- Quem são eles? – perguntei, também sussurrando. Os homens usavam roupas em um tom amarronzado, pareciam velhas. Alguns escondiam seus rostos com capuzes.

- Um grupo radical de andarilhos. Eles raptam qualquer pessoa que possa servir como escravo para levá-la as aldeias. Lá, eles a trocam por comida ou água. – explicou observando as ações dos homens que começaram a amarrar os recrutas desacordados.

- Não posso deixar que os troquem por comida! – Carter disse querendo avançar para atacar, mas Aiken o puxou novamente, desta vez com mais força.

- A minha irmã está lá embaixo dopada junto aos seus recrutas. Você acha mesmo que eu vou deixá-la virar escrava? – perguntou irritado, o segurando pelas golas do casaco verde musgo – Se quer tanto salvar os seus amigos, pare de agir como um suicida – ele soltou Carter.

- O que sugere que façamos, então? – Carter quis saber, irritado por ter sido confrontado.

- Seja lá o que tem em mente, faça rápido, porque eles estão subindo – os avisei quando vi dois andarilhos se separarem do restante do pequeno grupo para procurarem por outras pessoas vulneráveis pelo restante da casa.

- Se escondam! – Aiken mandou e nós o obedecemos. Tentei ver algum objeto que servisse como esconderijo, mas não encontrei.

Entrei dentro do banheiro sujo procurando por um lugar para me esconder, quando ouvi um dos andarilhos entrarem no quarto. Uma mão me puxou para trás do boxe que, na verdade, era uma cortina com desenhos de peixes. A pessoa que me ajudou era, surpreendentemente, o Carter que me puxou para mais perto dele quando o andarilho veio checar o banheiro. Estávamos com os corpos colados, torcendo em silêncio para não sermos pegos. Era uma situação desconfortável que se tornou mais longa do que planejávamos quando o maldito do andarilho decidiu utilizar a privada para fazer suas necessidades fisiológicas. Nos encaramos e a vontade que eu tinha era de gargalhar, definitivamente ficar próxima do Carter enquanto éramos obrigados a sentir um odor terrível era a coisa mais constrangedora do mundo. Ele me encarou e sorriu. Carter Jones sorriu para mim pela primeira vez enquanto ainda segurava minha cintura contra o seu corpo, e eu precisei me controlar para não deixar um suspiro escapar por entre meus lábios. O que posso fazer? A última vez que estive tão perto de um menino desse jeito foi há anos.

Escutamos outro andarilho chamar o homem causador do fedor, que não demorou muito para sair do cômodo murmurando palavrões por ter sido interrompido.

- Mais um segundo aqui dentro e eu afogava ele dentro dessa privada nojenta – eu disse ao me afastar do Carter e sair do banheiro.

- Vocês estão bem? – Aiken perguntou, saindo de dentro do armário. Eu sei, isso soou muito estranho.

- Quase morremos asfixiados – eu dramatizei – mas estamos bem.

- Mas, e então, qual o seu plano? – Carter olhou para o Aiken que respondeu logo em seguida.

- Nós vamos segui-los!

(...)

Seguimos com o plano do Aiken. Os andarilhos levaram os recrutas para dentro de uma floresta localizada do outro lado da pequena cidade em que estávamos anteriormente. A caminhada levou horas, o que fez nós chegarmos no lugar perto de anoitecer. As árvores eram grandes e tinham diversos formatos e tipos. O chão era coberto de folhas secas, raízes e rochas escuras.

Quando os recrutas acordaram, perceberam que estavam imobilizados com cordas em seus pulsos e tornozelos. Suas armas haviam sido retiradas pelos homens que se divertiam com as tentativas falhas deles se soltarem.

- Podemos atacar agora – Carter sussurrou para nós que estávamos atrás de alguns arbustos, observando tudo de longe.

- Eu tenho uma ideia melhor – Aiken respondeu no mesmo tom, pegando uma faca que tinha no bolso e a botando em uma posição que fizesse refletir a luz do pôr-do-sol no rosto de Ayla, que notou a nossa presença – Vamos lá, Ayla – ele torceu.

- Eu preciso ir ao banheiro – a garota disse a um dos andarilhos que riu.

- Estamos no meio de uma floresta, não temos banheiros por aqui – ele disse como se fosse óbvio.

- Bom, então me leve para alguma árvore, seu idiota – ela devolveu e ele apertou o seu pescoço.

- Quem você pensa que é para falar comigo desse jeito, sua vadiazinha? – ele praticamente rosnou.

Aiken ficou inquieto ao meu lado, ele cerrou os punhos, pronto para ir até lá e acabar com o cara. Mas se ele saísse daqui, o nosso plano iria por água abaixo, por isso, eu abri a sua mão e entrelacei os nossos dedos. Balancei a cabeça em forma negativa e ele assentiu, respirando fundo.

- Eu só preciso de um lugar para fazer as minhas necessidades – Ayla disse com dificuldades por causa da mão firme que segurava seu pescoço.

- Leve a garota ao banheiro, não queremos ter fezes e urina aqui quando os aldeões chegarem – um andarilho convenceu o outro que xingou um pouco antes de arrastar Ayla para um local mais afastado. Aiken soltou a minha mão para ajudar a irmã na fuga.

- Esperem o meu sinal e corram para soltar os outros – ele disse antes de desaparecer entre as folhas.

Os andarilhos que restavam pertos dos recrutas começaram a estranhar a demora do outro integrante de seu grupo. Com isso, os quatros restantes se separaram em duas duplas. Uma iria atrás do desaparecido e outra ficaria para cuidar dos reféns. Ouvimos um grito vindo do meio da mata.

- Acho que é o nosso sinal – eu disse ao Carter que assentiu.

- Eu pego o da esquerda e você o da direita? – ele sugeriu e eu concordei trêmula, eu teria que matar uma pessoa. Carter percebendo meu desconforto, acrescentou: – eu também não me sinto bem tendo que tirar as vidas dessas pessoas, mas se não o fizermos, nossos amigos irão morrer – assenti, pensando nas barbaridades que aqueles homens provavelmente já haviam feito na vida para que aquilo me desse coragem para o que eu estava prestes a fazer.

Com armas empenhadas, saímos de trás dos arbustos atirando em direção aos dois caras que caíram em alguns segundos.

- Enfie uma faca no crânio deles, não queremos ter que lidar com outro tipo de mortos – eu pedi para o Carter que assentiu, indo em direção a eles enquanto eu ia até os meus amigos desamarrá-los.

- Sentiram a minha falta? – perguntei a Margot e ao Charles que estavam presos juntos.

- Eu estava tão assustado que nem percebi que não estava conosco – Charles confessou e eu ri, mas minha expressão mudou quando Margot gritou.

- NINKA, ATRÁS DE VOCÊ! – ela tentou avisar, mas era tarde demais.

Quando virei o meu rosto, vi duas criaturas montadas em dois animais que pareciam cavalos, mas eram pretos como a noite e eram magros e altos demais. Ao olhar com mais atenção, percebi que as criaturas também eram homens, mas estavam mudados fisicamente. Eles eram grandes, musculosos e tinham diversos símbolos tatuados que cobriam os seus corpos. Um era negro, mas o outro tinha um estranho tom azul claro de pele. Seus narizes eram parecidos como o de um tigre e eles tinham uma tinta branca ao redor dos olhos, possuíam ombros largos e as costas curvadas. Suas roupas, na verdade, eram peles de animais e eles usavam pedaços de ossos como acessórios.

O negro segurava a cabeça do Carter, mesmo estando em cima do cavalo, e apontava uma faca no pescoço dele.

- Arma. – O cara azulado desceu do cavalo – Larga. – Mandou segurando uma lança pontiaguda em minha direção.

- Merda! – eu resmunguei, fazendo o que ele pediu.

Estávamos ferrados.

__________________________
Olha esse cheirinho de possíveis ships se formando!

E aí, recrutas, muita coisa para processar nesse capítulo?

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