Pelos olhos de Victor. ♥♥♥
- Cheguei aflito em casa, a mãe já estava lá preparando um chá, e quando ela me viu levando-a no colo desacordada levou o maior susto.
- Ela tá bem mãe só tá... exausta, ela está muito fraca vou colocar ela na cama.
Eu tirei seus sapatos, sua calça e camiseta coloquei o pijama que ela gosta, ajeitei com carinho na cama e a cobri com o edredom e beijos.
- Ah meu anjo me perdoe amor eu fui um idiota mesmo, mas eu vou consertar isso eu te prometo amor. Fiquei mais um pouco junto com ela na esperança dela acordar, mas ela devia estar exausta, então fui pra sala conversar com a mãe.
- Filho, a Adriana esteve aqui, estava muito preocupada com vocês... ela me contou... ah filho eu sinto muito. Como ela está?
- Ah mãe... ela não está nada bem, estou muito preocupado! Ela nem me quer por perto. Por favor mãe, fica aqui... eu não sei o que fazer... ela não tá passando bem... acho que não deve ter comido nada.
- Ah mãe o que eu fiz. - E comecei a chorar desesperado... caralho eu consegui ferrar com a coisa mais importante da minha vida. - E se ela não me quiser mais, mãe, o que eu vou fazer?
- Calma filho, calma, ela vai entender, ela te ama, mas dá um tempo, imagina o choque que ela teve.
- É que... ela nos pegou beijando mãe!
- Como assim Victor?
- Mãe... a Susan estava me contando... ela trouxe até o exame de DNA, pra não ter dúvida, eu estava tão atordoado... sem mais nem menos ela me pegou e me beijou e... a Sophia apareceu não sei de onde... a Susan falou umas besteiras, insinuando que a gente teve uma caso, não é verdade mãe. Foi só aquela noite, aquela maldita noite!
- Mas você conhece a Susan mãe, ela adora aumentar as coisas e fez parecer de um jeito, insinuando como se a gente tivesse alguma coisa... ela ficou me chamando de meu amor na frente da Sophia. Ainda por cima, ela vem com essa bomba de gravidez. A Sophia ficou desesperada e com razão. Só que agora, ela não está me deixando nem ficar perto dela, mãe... isso não podia acontecer.
- A miserável pra provocar ainda mais, disse que é uma menina e que vai chamá-la de Victória!
- Ah filho, eu avisei... essa mulher é uma cobra! Eu disse pra você tomar cuidado com ela. Bem agora o que está feito, está feito, essa pobre criança não tem culpa de nada.
- Mas e a Sophia mãe? É só com ela que eu me preocupo.
- Filho tenha paciência, ela está em choque! Ela vai se acalmar... vai entender filho, fique calmo, tenha fé, um amor como o de vocês não acaba assim... mas procure se colocar no lugar dela e compreender.
- Ah mãe... acho que dessa vez eu estraguei tudo. - E comecei a soluçar, abrindo meu coração.
- Calma filho, calma... tudo se resolve, dê tempo ao tempo querido, calma!
Ela me abraçou e eu a acolhi. Estava tão cansado, minha cabeça estava explodindo, acabei deitando no sofá e lá fiquei. Como eu queria que tudo isso fosse um pesadelo.
Acordei de madrugada assustado, olhei ao redor estava sozinho. Ouvia um barulho que não conseguia identificar. Eu meu estado de torpor demorei um pouco pra me localizar. Porque estou no sofá? Joguei as pernas fora do sofá e fiquei por uns instantes tentando me lembrar, esfreguei meu rosto ainda meio desorientado. De repente aquele som novamente, o que é isso? Cadê a Sophia? Então me toquei que o barulho vinha do quarto. Caralho é a Sophia! Sai correndo pra lá.
A mãe já estava no quarto tentando acordá-la, enquanto ela se debatia entre os lençóis, gemendo.
- O que está acontecendo? Ela deve estar tendo um pesadelo filho, tentei acordá-la mas não consigo.
- Sophia! Sophia acorda meu amor... - Ela estava vermelha e toda suada, gemia como estivesse sentindo dor.
- Sophia! Eu a abracei apertado pra ela ao menos parar de se debater. Parecia estar se acalmando, mas continuou adormecida. Acariciei seus cabelos, beijando esse rosto que eu adoro. Aproveitei e a trouxe para o meu colo, mantendo ela bem junto ao meu peito.
- Mãe por favor pega um chá ou água, sei lá. - Ela foi correndo, enquanto isso continuei acariciando seu rosto, tentando acordá-la gentilmente. Comecei a sussurrar baixinho junto ao seu ouvido.
- Meu amor me perdoe. Sophia, Sophia meu amor acorde por favor querida, eu preciso de você meu anjo, eu te amo. - Molhei minha mão com a água que estava ao seu lado e passei delicadamente em seu rosto.
- Sophia, acorde meu amor.
- Mmmmm... - A mãe voltou com chá é água, me olhando assustada.
- Sophia. - Comecei a beijar seu rosto.
- Victor. - Sua voz saiu fraca, quase nem ouvi.
- Oi meu amor, estou aqui meu anjo... estou aqui... - Eu a abracei com adoração.
- Amor... - Finalmente ela retribuiu meu abraço e fiquei tão aliviado. Notei que ela estava inteira molhada de suor.
- Eu tive um pesadelo... horrível... - Sussurrava ofegante coma voz fraquinha.
- Eu sei... eu sei... mas já passou, eu tô aqui amor, não vou sair de perto de você. - Acariciava suas costas, seus cabelos, seu rosto delicado, embalando-a como uma criança.
- Victor...
- Oi meu amor.
- O que você está fazendo aqui?
- Como assim? Estamos em casa amor.
- Não! Não é! - Eu e a mãe nos entreolhamos confusos.
- Sophia... - Segurei seu rosto para olhar em seus olhos que estavam vermelhos e embaçados, comecei a ficar preocupado.
- Sophia, essa é nossa casa amor moramos aqui, você não se lembra?
- Não, não é, eu quero ir pra nossa casa Victor, não é aqui. - Começou a ficar agitada, querendo se soltar de mim, mas eu a segurei com força em meus braços tentando acalmá-la.
- Me solta, não quero ficar aqui Victor, por favor me leva embora!
- Sophia, calma amor, você está confusa, calma por favor, vamos tomar um banho você vai melhorar, vem comigo... eu fico com você amor.
- Sim filho, é melhor, assim ela se acalma e desperta. - Ela olhava confusa pra mãe e nem parecia conhecê-la.
- Mas Victor... o Juninho, onde ele está? - Disse baixinho preocupada.
- Quem? - Eu e a mãe perguntamos juntos.
- Meu Deus Victor, o Juninho, nosso bebê. Ele está sozinho? Não posso deixá-lo sozinho...
- Ah meu amor... - Eu a abracei com força, colocando-a novamente no meu colo. Percebi que ela estava completamente desorientada. A mãe olhou pra mim e saiu do quarto com lágrimas nos olhos.
Por ocasião do meu acidente os médicos me disseram que eu poderia ter um surto desses em algum momento de grande estresse, mas a Sophia? Que merda que eu fiz. Isso só serviu pra me deixar ainda mais arrasado.
Enterrei minha cabeça no seu pescoço, tentando não chorar também.
Ela olhava pra mim sem entender nada, completamente transtornada, alisando meus cabelos, tocando meu rosto, o que me causava mais angustia ainda.
- Sophia eu te adoro, nunca se esqueça disso meu anjo... - Disse olhando em seus olhos com todo o meu coração. Ela retribuiu com um sorriso lindo, e um selinho cheio de amor.
Eu a peguei no colo, e fomos ao banheiro, enquanto enchia a banheira conversava com ela procurando deixa-la o mais relaxada possível. Eu estava desolado... o que eu fiz?
- Calma amor, vamos tomar um banho, você já vai se sentir melhor, eu vou ficar com você tá bom...
- Mas o Junior, Victor... - Merda, meu coração se apertava cada vez que ela tocava nisso.
- Ele tá bem amor, tá dormindo com a mãe não se preocupe. Tirei sua roupa úmida e a coloquei na banheira, entrei logo depois acomodando-a entre minhas as pernas, mantendo-a bem junto a mim, assim pude envolver seu corpo tenso entre meus braços e confortá-la.
A água morna... meus carinhos... meus beijos... ela foi aos poucos relaxando e se acalmando. Ficamos em silêncio durante um bom tempo.
- Sophia está melhor meu amor?
- Hã, Hã... - Mas ela permanecia quietinha e toda encolhida em torno dos meus braços.
Enquanto isso eu fiz o que todo marido apaixonado e arrependido faria, e me desdobrei em atenção, ternura, aconchego. A cobrindo com inúmeros beijinhos e palavras doces e apaixonadas, era o mínimo que eu podia fazer.
Não tinha certeza se ela já estava melhor ou não, e sinceramente estava com receio de quebrar nosso silêncio, sem saber qual seria a sua reação quando ela voltasse a si. Porém era inevitável, não podíamos ficar o resto da noite aqui.
- Amor como você está?
- Victor! - Ela estremeceu ao se dar conta de onde estava, e imediatamente se afastou de mim. - O que nós estamos fazendo aqui?
- Sophia tá tudo bem você não estava passando bem, eu a trouxe aqui amor. - E fui segurar sua mão com a intenção de trazê-la novamente pra mim, mas ela me repeliu e já foi ficando de pé pra sair.
- Sophia fica aqui, por favor.
Ela me fuzilou com os olhos e não respondeu, pegou a toalha correndo, vestiu o roupão e saiu rapidamente.
- Sophia! - Também sai, minha intenção era deitar-me ao seu lado e voltarmos a ficar juntos, mas ela não estava no quarto, então fui atrás dela.
- Encontrei-a na sala abraçada com a mãe, e ali ficou grudada, parecia triste.
- Oh... minha filha quer um chá, é bom... você está melhor?
- Quero sim D. Helena, por favor...
- Meu amor... como você está? - Fui me aproximar, mas ela se retraiu erguendo a mão, indicando que era para eu parar.
Desviei e fui fazer seu chá, enquanto as duas foram sentar no sofá. Assim que ficou pronto levei pra sala.
Ela ainda parecia assustada, meio confusa e muito arredia comigo.
A mãe ficou o tempo todo conversando com ela, e ela parecia estar se mais tranquila, até me deixou sentar ao seu lado sem se afastar.
Depois de um tempo ela já estava toda sonolenta, devia estar exausta tadinha. Delicadamente eu a trouxe pra mim, deitando sua cabeça no meu colo. A mãe a cobriu com uma manta e ficamos assim.
Devagar fui acomodando melhor, até que ela ficasse bem confortável aconchegada em mim. Finalmente ela estava onde eu queria, deitada entre minhas pernas, e eu pude envolve-la completamente com meus braços. Trouxe a manta e a cobri delicadamente para não acordá-la.
Tinha medo que se ela acordasse, me expulsaria pra longe dela.
Mas agora ela estava onde deveria estar, em meus braços.
Mais do que nunca estava determinado a lutar por ela; nada nesse mundo me fará perder essa mulher. A Susan pode até aparecer com trigêmeos, e dizer que supostamente são meus, mas eu não largo essa mulher por nada nessa vida!
Agora que consegui parar, meu corpo gritava esgotado, meu coração tremendamente angustiado, preocupado com a mulher que é tudo pra mim, estar em meus braços totalmente arrasada... e por minha culpa!
Me sentia péssimo, tenho certeza que o troféu "Idiota do ano" seria meu.
A mãe deixou uma luz suave do abajur da sala acesa e acho que já tinha saído.
Estava meio frio, então pude aconchegá-la bem junto a mim, aquecendo-a com meu corpo e a mantinha.
Ela agora dormia serena e quietinha. Pensei que ao menos enquanto ela está em meus braços, posso ao menos agora confortá-la um pouco.
Eu não conseguia parar de acariciar seu rosto, me embolando em seus cabelos macios, sentindo seu cheiro delicioso. E assim envolvido no seu calor e embriagado com seu cheiro delicado, consegui também relaxar, e acabei adormecendo.
Ouvi alguém sussurrar baixinho bem próximo ao meu ouvido...
- Tenha muita calma, ela precisa de carinho e atenção... vocês se amam... um beijo doce no meu rosto e mais nada.
...
Sentia alguém me empurrando, abri os olhos confuso e meio desorientado. Meu peito foi golpeado algumas vezes, ei!
Dei com ela se debatendo comigo, mas ela ainda estava com os olhinhos fechados, então eu a abracei forte contendo sua agitação, ao mesmo tempo que sussurrava palavras apaixonadas em seu ouvido. Ela foi se acalmando e relaxando, eu a aconcheguei novamente, beijando seus cabelos. Eu estava morto de sono, exausto, meu corpo quebrado, nem imagino que horas poderiam ser e nem queria saber. Assim que ela sossegou e adormeceu, não me lembro de mais nada.
- Hummm... que delicia amor... sua boca quente e macia percorria meu rosto, minha boca ansiosa esperando pela dela. Agitação.
- Não! - Ela grita. Não o quê? Confuso e atordoado de sono, não sei o que está acontecendo. De repente sinto meu braço sendo esmurrado, em seguida escuto um barulho de alguém caindo ao meu lado, estou abrindo os olhos quando sou fatalmente atingido.
- Aiiiiiiiii caralho! - Me contorço em agonia segurando minhas bolas. Me encolho gemendo e protegendo as joias da família seja lá do que o atingiu. Que porra de doooooooor.
Com muito custo e ainda gemendo abro os olhos e vejo uma Sophia assustada de bunda no chão enroscada na manta ao lado do sofá.
- Merda... o que aconteceu, você tá bem Sophia? - Pergunto aflito, meio gemendo meio ofegando de dor, não entendo o que ela está fazendo ali e me olhando daquele jeito.
- Desculpa... foi sem querer...
- O quê?
Ela se levanta meio cambaleante, se livrando da manta e vai para o quarto e me deixa ali no sofá, me contorcendo. Demoro um pouco até a ficha cair.
- Ai que merda... - Rosno quando me vem à lembrança as últimas horas. Com minhas bolas ainda sensíveis e pulsando caminho cauteloso para o quarto. Será que ela fez de propósito? Na dúvida é melhor manter uma distância razoável. Precisamos conversar.
Ela está no banheiro, sento na cama esperando que ela saia, aproveito para acariciar minhas bolas doloridas. Ela sai e me olha com receio, mas logo depois assume uma cara enfezada.
Começa a nadar pra lá e pra cá, abrindo gavetas e armários, pegando umas roupas.
- Amor você tá bem?
- Se eu tô bem? Que pergunta infeliz não acha?
Assinto cabisbaixo e tento segurar sua mão. Mas ela não deixa, puxando rapidamente.
- Não. Não encoste em mim!
- Amor por favor, nós precisamos conversar, deixa eu explicar por favor.
- Não Victor, agora eu te peço, me dê um tempo, por favor, eu preciso pensar.
- Mas Sophia...
- Por favor Victor, agora não dá. Vou fazer um café e depois vou ficar uns dias na cidade.
- O que, sozinha? De jeito nenhum!
- Victor, pode ficar tranquilo que eu não vou engravidar de ninguém!
Ela saiu de perto de mim e foi pra sala nervosa.
- Sophia, Porra! - Senti como se ela tivesse me dado outro chute no saco. Droga... eu não posso ir junto com ela, eu estou com tanta coisa pra resolver por aqui, mas sozinha ela não vai de jeito nenhum. Quer saber, que se foda tudo! Eu não posso é perdê-la, nós temos que arrumar um modo de nos entendermos. Ela vai ter que entender... meu Deus me ajude. Se eu perdê-la eu não sei o que eu faço da minha vida.
... ..... ...
Obrigada por acompanharem mais um capítulo espero que tenham gostado, desculpem se coloco muitos obstáculos na vida desses dois, estou descobrindo que gosto muito de um drama... KKKK desculpem prometo pegar mais leve com esses dois ok. Mas por favor não me abandonem, sem vocês essa história não tem vida. Portanto continuem comentando, votando interagindo,preciso disso e vocês são ótimas, sempre! Só tenho que agradecer a paciência com a autora aqui, ok.
Obrigada, obrigada, obrigada amo vocês! ♥♥♥