We've updated our Content Guidelines.
Review the latest guidelines to keep sharing stories safely.

Boarding school

44 10 44
                                        


Sentada no sofá, eu encarei as outras duas meninas ao meu lado. Tínhamos uma coisa em comum. Estávamos apreensivas. A sala em que estávamos era escura, com apenas uma luz no centro e um sofá no lado direito.

Ouvi barulhos de passos vindo do outro lado da porta e me encolhi um pouco, não sabia o que esperar daquele lugar.

A porta grunhiu e uma mulher um pouco mais velha nos encarou e sorriu, ela aparentava ter uns trinta anos.

— Garotas, levantem-se e me acompanhem. — À mulher falou e nós nos levantamos e a seguimos. Caminhamos pelo grande e largo corredor, que continham várias portas e outros corredores ligados a ele. — Vocês estão no internato de St.Killers, e este não é um internato qualquer. — Falou e virou-se, fazendo com que nós parássemos de andar. — É especial, para pessoas especiais.

— Pessoas especiais? — Questionei confusa.

— Pessoas com habilidades. — Respondeu — Vocês fazem parte dessas pessoas agora e nós estamos aqui para treiná-los.

— O lance do gelo. — Sibilei baixo.

O lance do gelo, pensei comigo mesma. Eu estava a uma semana aqui e ainda não havia entendido muito bem esse lugar, as pessoas ou meus possíveis poderes. Eu sei isso soa meio ridículo, mas não arranjei um nome melhor que tenha a mesma função.

Todo o tempo que passei aqui eu estava em quarentena, não tinha contato com nenhuma outra pessoa, ou qualquer outro objeto que não fosse uma cama, ou à bandeja com à comida.

Ficar trancada me fez refletir sobre o que me fez vim parar aqui, e isso não me trazia memórias boas.

Flashback on:

A água escorregava feito chamas de fogo por toda a minha pele. Um toque de sino ecoava ao fundo do quarto e a tela do meu celular brilhava e vibrava, dando sinal do alarme. Era o horário para o meu remédio.

Desliguei o chuveiro e me enrolei na toalha macia. Me apoiei na pequena pia e analisei o meu rosto. Esses últimos dias ele e as minhas mãos haviam ficado pálidas e gélidas.

Abri o pequeno armário ao lado da pia e apanhei a caixa de remédios, engoli dois e guardei a caixa novamente. Já estava acostumada a tomar sem líquidos.

— Amanda, você está bem? — Meu irmão, Jake, perguntou por detrás da porta.

— Estou sim. — Menti. A minha pele estava pálida e as minhas mãos também, ambas estavam gélidas e continuavam a soar frio. Eu estava começando a ficar preocupada, isso sempre acontecia quando eu começava a ficar muito nervosa.

— Amanda, abra a porta. — Jake insistiu.

— Eu estou sem roupa. — Menti novamente. Pude escutar ele bufar.

— Tudo bem. — Ele falou. — Te espero aqui. — Disse por fim.

Apertei a toalha fortemente ao meu corpo e saí do banheiro. Ele havia descido.

Andei até o closet e apanhei um vestido florido confortável. Me vesti e borrifei perfume sobre a minha pele, sentei-me sobre a cama e o esperei.

Passei a prestar atenção no pequeno relógio pendurado na parede de mármore. O relógio tilintando. Aquele som soava cada vez mais nítido e alto na minha mente. Era um som ensurdecedor, como se algo se estivesse martelando à minha cabeça. A tontura invadiu a minha cabeça e a minha visão ficou embaçada. Coloquei a mão sobre a cabeça afim de amenizar a tontura, mas de nada adiantou. A minha mão se concretizava em um profundo gelo.

St KillersStories to obsess over. Discover now