Prólogo

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Estamos em 2007 e Camila Cabello ainda não sabe aceitar quem é.

- "Se você quer abrir uma rede de cafés, vá em frente! Se quer comprar um carro roxo, Dinah, também vá em frente!"
Camila! Eu odeio como você sempre me apoia em tudo. E se eu decidisse usar scarpans e terninhos no mesmo dia, você por acaso também aprovaria?

- Você precisa de um Diazepan, Dinah. - Camila experimentava vestidos cor-de-rosa de seda feita à mão diretamente das artesãs dos Alpes suíços. Poderia não ser uma princesa conforme os termos apropriados, é claro, mas sempre seria a princesa do papai... que possui cartões de créditos com limites maior que a renda de uma família classe média de Miami.

O dia estava nublado em Miami para honrar o humor de Camila Cabello: denso. Casaria em exatos três meses! O casamento estava decidido desde os seus 18: Karla iria se casar com Erick Miller, sócio de seu pai, que possuia estufas em toda a América Central e Europa. Os Cabello's estão aperfeiçoados ao bom e o melhor, e então, uma rede de floriculturas é o essencial para mostrar luxo e toda a simplicidade que tentavam passar numa coisa só.
Camila não concordava com isso. Camila, aos seus 24 anos, queria mais: esbanjar todos os milhões de sua conta particular para seu próprio aproveito; Camila não se importava com a ordem de simplicidade do seus pais. Sua ganância sempre falava mais alto que qualquer laço... menos quando se tratava de Dinah Jane.

Estamos em 2010 e Lauren Jauregui continua correndo atrás de si mesma.

Lauren Michelle Jauregui Morgado é uma mulher gentil. Professora de música para o Curso de Música Integral para Crianças Especiais no Hospital Saint Juan de Miami, formada em ciências políticas e música conforme os parâmetros que a Universidade Harvard propõe.

- Acho que consigo entender porque você vive gripada, Laur. - Ally Brooke levava sua décima terceira colher de sucrilhos sabor chocolate à boca... a terceira tigela em menos de 1 hora.  Ally estava visivelmente nervosa, na melhor das hipóteses.

- O que você está querendo dizer, Allyson? - Lauren parou no meio da sala de estar de arquitetura clássica, com seus cabelos molhados pingando no piso de madeira, para encarar a sua melhor amiga à 7 anos.

Lauren sentia falta do tempo livre, de levar Dorkson para passear e de apreciar os detalhes e linhas finas do rosto de Allyson. Quando se trabalha num hospital e precisa sustentar-se de forma consideravelmente alta se comparado à classe de Miami, não sobra muito tempo para você mesma. Mas era isso que Lauren queria! Ou não era?

- Estou querendo dizer que você não sabe o que é um secador há 6 meses e sua caixa de mensagens está cheia. Você ainda sente dores, Lauren?

Lauren se jogou no sofá como uma criança de 6 anos e abraçou as almofadas que ganhou da sua avó no seu próprio aniversário de 22 anos. Toda a dor e peso psíquico de seu corpo despencaram naquele sofá verde musgo do seu apartamento no centro de Miami. Lauren contou até se perder nos números antes de virar para Ally e deitar em seu colo.

- Eu sinto falta dela, Ally. E sabe o que é o pior? Eu também sinto falta de mim mesma. O que eu tô fazendo, Ally? Em que parte eu desisti de tudo?

« broken roots Histórias para pegar e não largar. Descubra agora