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Prólogo - A família Park

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Olá queridos leitores que, assim como eu, vivem loucos trás de uma fanfic do BTS pra ler!
Estou trazendo aqui para vocês umas das muitas fanfics jikookas (ou pelo menos um dos enredos que comecei e nunca terminei) que eu tinha no meu computador e finalmente criei coragem de postar. Ela é uma história bem vampiresca com algumas outras criaturas sobrenaturais, e eu como amo histórias de mitos e folclore, resolvi unir essa paixão com os amores da minha vida: o BTS.

A história se passa numa época bem mais para o século XVI, XVII, ou por aí, porque achei mais fácil desenvolver um tema num momento da história onde a mente das pessoas ainda estavam repletas de receio em relação ao mundo afora, com muita gente se escondendo de bruxas e "criaturas das trevas" e tals, e associada a vida que as pessoas da nobreza levavam, tal como algumas famílias que serão citadas na história, uma vida cheia de luxo e segredos bizarros.

Esse prólogo é pra deixar um pouquinho de suspense no ar e também para mim poder ver se vocês se interessam pelo tema e assim, que eu possa continuar a história.
Se preparem para alguns clichês, romance, drama, mistério, entre outras coisas que estou preparando.

É isso gente. Boa leitura! 

*** 


- Olha meu amor, como você cresceu – a senhora Park pôde ver o sorriso do filho ao ouvir aquela frase. Jimin mesmo com seus dez anos de idade, ainda tinha a estatura bem abaixo dos outros meninos da sua idade que frequentavam a sua escola, o que para si era motivo de chateação.

Quase toda semana, ele corria atrás da sua mãe para medir seu tamanho. Ela, para não ver o filho triste, sempre dizia que ele crescera, nem que fosse milímetros, para ver o sorriso do loirinho e os pulinhos animados.

- Agora, vai para o banheiro que a mamãe vai dar um banho nesse porquinho que não gosta de água! – a mulher apertou o narizinho do filho, escutando uma risadinha sapeca do mesmo. Jimin se pôs a correr pelo quarto, pegando o navio de brinquedo e se dirigindo para o banheiro.

Enquanto despia-se de sua camisa e calção, sua mãe adentrou o cômodo, enquanto as empregadas entravam com baldes de água morna para encher a banheira. Quando cheia, Jimin subiu a escadinha e adentrou na mesma, tendo seu corpo logo regado e limpo pela mãe e serviçais.

Essa era a vida de Park Jimin. Um menino nascido em berço de ouro, desejado pelos pais, muito mimado por todos que em sua majestosa casa residiam. Que outra vida poderia querer?!

Todos da região sabiam que, se ao se aproximarem dos campos mais floridos, das árvores mais verdes, das terras mais férteis, estavam nos domínios da família Park. A residência era bem mais para um castelo do que para uma casa em si. Era dourada, assim como os cabelos de seus donos, e em seus jardins, rosas vermelhas se vistas de longe, assemelhavam-se a gotas de sangue sobre a tão verde vegetação.

O que poderia se dizer sobre aquela família era que eram afortunados das mais belas e luxuosas graças: ungidos de uma aparência de anjos, tinham uma vida invejada por qualquer um e eram gentis e bondosos. Qualquer família pobre do vilarejo era eternamente grata pela ajuda que o senhor Park prestava, sempre auxiliando com comida, emprego em suas terras e auxílio aos doentes. A senhora Park era a mulher mais gentil e amorosa que já haviam visto e o pequenino Jimin, o filho único, a criança mais linda e graciosa de todas.

Algo tão belo e tão próspero como a vida dos Park tinha tudo para dar certo, afinal, o que poderia dar errado? Qual seria o gatilho para que o conto de fadas se transformasse num conto de terror?

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- Mas porque chora, criança? Não era isso que queria?

Os dentes, afiados como uma navalha, roçavam a pele alva do pescoço do garoto, este que suava pelas têmporas e engolia em seco. Seus dedos gelados apertavam os braços da cadeira antiga, enquanto lágrimas rolavam pelo rosto até sumirem pela gola de sua camisa suja. Não podia ver, estava tudo escuro.

Ele só queria extravasar. Fugir da rotina de trabalhos sujos, das agressões do chefe e da vida miserável que levava. Não achou que a brincadeira estúpida dos colegas o levaria até aquilo.

Um beijo fora depositado no seu pescoço, enquanto sentia algo encostar em seus lábios secos: um recipiente contendo um líquido morno e viscoso.

- Beba – aquela voz outra vez ordenara e ele sentiu um calafrio forte. Negou com a cabeça, mas sentiu uma mão firme e gélida segurar seu pescoço, apertando. – Eu mandei você beber, coelhinho.

Então, entreabriu os lábios, sentindo o líquido adentrar a sua boca. Sentiu o líquido sem gosto descer na sua garganta e ir lhe queimando por dentro.

Sua cabeça girava, sentiu ânsia, mas sua garganta se fechava. Seu corpo tremia e respirava sôfrego. Em um solavanco, caiu da cadeira em um baque surdo no chão de mármore, se debatendo, com a sensação de fogo percorrer todo seu corpo.

Enquanto isso, ouviu aquele homem da voz macabra caminhar ao redor de si, segurando uma risada. Ouviu o mesmo parar de caminhar, tomando um susto ao ouvir sua voz tão perto dizer, de forma firme:

- De agora em diante você deve obediência a mim, e somente a mim. Lembre-se: eu lhe salvei, lhe tirei da sua vidinha suja e insignificante de humano, tudo por pena.

Os sentidos iram se esvaindo de si, já não aguentava a dor que se apoderou do seu corpo. Antes de apagar, ainda pôde ouvir a voz cortante do senhor das trevas dizer:

- Seja bem-vindo, querido. Bem-vindo a minha casa ... ao meu mundo.




***

Bem, esse foi o prólogo, curto, mas este era o objetivo. Com o passar da história, as coisas vão se encaixando e vocês irão poder entender melhor, ok? Espero que vocês tenham gostado.
O primeiro capítulo já está sendo escrito e está quase pronto. Vou postar ele nessa semana ainda.
Beijos e até a próxima!



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