Essa fic tem duas autoras, uma escreve e a outra revisa as idéias, é a nossa primeira fic juntas, esperamos muito que gostem! ❤
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Taehyung on
Ano atual - 2017
Eram 18:22 e eu tentava convencer Jungkook de que comemoraríamos nosso aniversário de um ano de namoro no final de semana. Mas era apenas encenação.
Estava saindo de casa dizendo a ele que dormiria na minha mãe pois ela precisava de ajuda com o trabalho.
- Logo hoje? Taetae! Vou ficar tão sozinho...- ele fez uma cara tão decepcionada que quase desisti de fazer a tal surpresa e continuar em casa.
Concentre-se Taehyung, pensei.
- Estou saindo amor, volto amanhã cedo. - falei fechando a porta.
- Boa sorte, amo você! - ele gritou e eu sorri vendo-o acenar pela janela.
Viro um completo idiota quando penso em Jungkook, ele é tão carinhoso e gentil comigo, o que mais poderia pedir?
Eu estava à caminho do mercado, o céu estava nublado e a rua vazia. Tão vazia, que podia ouvir minha empolgação de longe.
Será que ele vai gostar? Estou ansioso pensando nisso e fazendo caretas enquanto ando. Tento disfarçar minha ansiedade dando um tapinha em meu rosto.
O mercado era há três quadras de casa, e eu estava saltitando como uma criança, bobo pensando na cara que Jungkook fará quando ver que prepararei seu prato predileto.
Senti algumas gotas de chuva respingarem em mim, mas deixei de lado e me apressei.
「•••」
19:35
As sacolas pesavam meus braços e eu corria contra a chuva, mas já estava completamente molhado.
Já em frente à minha casa reparei que as luzes estavam apagadas. Presumi que Jungkook estava dormindo, afinal, ele parecia muito entediado quando saí.
Peguei minhas chaves, tentando não fazer barulho e abri a porta lentamente.
Eu andava até a cozinha, estava quase colocando as sacolas na mesa, quando olhei de canto para o sofá e o vi abraçado com outro homem.
Ainda tentando recaptular, fiquei parado de frente para... Aquilo.
Eu estava tendo alucinações ou algo do tipo? Como isso pôde acontecer tão rápido?
Sem perceber, lágrimas já escorriam pelo meu rosto, e eu corria para fora de casa segurando soluços para não acordá-los.
Naquela noite chovia como nunca, e eu andava sem rumo.
Com raiva, joguei as sacolas no chão e me ajoelhei chorando, olhando para as estrelas que surgiam e me perguntando como pude ser enganado dessa forma.
Nunca senti tanta dor como agora, fico estático no chão completamente inundado pela água da chuva e sinto calafrios junto de um sentimento pior do que qualquer outro já experimentado.
Eu confiava nele. Eu o amo tanto.
Depois de alguns minutos andando sem destino, me deparei com um pub. Nunca bebi antes, mas sou adulto e posso muito bem afogar minhas mágoas em algumas garrafas.
Entrei na esperança de que conseguiria escolher qualquer coisa para beber, mas o lugar era enorme e eu não sei nada sobre bebida. Andei até o fundo do pub soluçando e com o rosto doendo, no último corredor reconheci algumas marcas. Fiquei parado por alguns minutos tentando entender tudo aquilo, tentando acreditar, para ser mais exato.
Fiquei parado me lembrando daquela cena ridícula... Que raiva!
Meio perdido em meus pensamentos estúpidos e depressivos, senti uma mão em meu ombro. Assustado, olhei para trás e me vi de frente a um homem alto e sorridente.
- Você precisa de ajuda? - disse ele sorrindo, seus olhos ficaram pequenos e por um pequeno instante quase me esqueci dele.
-Hm... Acho que... - murmurei limpando as lágrimas e contendo meus soluços intermináveis.
- Acho que você precisa de uma boa e velha cerveja. - ele me olhou de relance - Você está bem?
- Não, nem um pouco. - respondi encarando o chão.
- O tempo está péssimo, não é? - disse ele de repente. - Quando o clima parece nublado, gosto de ir no rio, mesmo sendo muito gelado e podendo ficar doente, sempre me pego caminhando em sua direção.
- Hm...
- Presta atenção, cara. Isso foi uma indireta. Você não parece bem e eu também não... Entende?
- O que? - perguntei um pouco entediado, que cara inconveniente.
- Está bem, serei claro. O que acha de ir beber comigo perto do rio? - disse ele erguendo duas garrafas de cerveja. - Ok, isso foi estranho. - ele as abaixou.
- Oh... Pode ser. Vamos. - respondi.
- Anime-se! amanhã é outro dia e cerveja é outro mundo! Let's do it! - ele gritou.
- Por que diabos você está tão feliz? Eu não preciso dessa alegria toda perto de mim agora. - resmunguei irritado.
- Uou... Foi mal. Eu só estou tentando não parecer tão depressivo como você. Vamos logo, bêbados nós ficamos mais à vontade.
Eu o segui até o caixa e dei à ele metade do dinheiro. Achei que recusaria e pagaria tudo, mas ele pegou mesmo assim.
Saímos do pub em silêncio, encarei minhas mãos geladas enquanto andávamos.
- Aqui. - ele me ofereceu uma garrafa.
Eu a peguei e continuei quieto.
- Hm... Talvez eu seja um pouco inconveniente por perguntar, mas, por que está assim? Você está parecendo um vampiro de tão pálido.
- Prefiro não falar isso em voz alta. Quem sabe quando não estivermos sóbrios... Talvez eu conte a você. - falei dando um gole na cerveja gelada.
- Entendi, caladão. Que frio! - ele disse.
- Você é engraçado.
- As pessoas sempre dizem isso. Mas, valeu mesmo assim. Você é sinistro.
- As pessoas sempre dizem isso. Sabe, é meio perigoso sair por aí com desconhecidos, ainda mais se vocês se conheceram num pub.
- Talvez não sejamos desconhecidos. - ele disse encarando o céu e caminhamos em silêncio ao rio.
「•••」
Ficamos por um longo tempo sentados à beira do rio, jogando conversa fora, das quais não me lembro.
- Isso é tão estranho... - sussurrei.
- O que?
- Sabe, estarmos aqui. Eu e você. Nos conhecemos há o que...? Duas horas?
- Ah... Para mim não importa há quanto tempo nos conhecemos se o destino já tinha nos colocado no caminho um do outro. - ele bebeu um último gole de sua garrafa.
- Você acredita em destino? - perguntei encarando-o.
- Hoje à tarde tive uma discussão horrível, e eu pensei que encher a cara sozinho seria a melhor saída, por isso fui ao pub. E você estava lá... Acho que acredito sim.
- Você parece ser um cara incrível... - falei em meio à soluços. Ele ficou quieto.
- Lembra-se de que me contaria o motivo de tanta tristeza? - perguntou quebrando o silêncio.
- Hm... Meu namorado me traiu.
- Ah, agora entendo. Ele deve ser um babaca. Eu nunca faria algo assim com ninguém. - ele disse encostando a cabeça em meu ombro. - Você está gelado.
Ele retirou sua jaqueta, colocou em mim e ficou me olhando. Senti minhas bochechas pegarem fogo.
- Hm... O que você... - solucei antes de terminar a pergunta.
- Você é muito bonito. Me pergunto como alguém poderia traí-lo ou sequer magoá-lo. - ele suspirou. - Eu juro que daria um soco nessa pessoa.
- Pare de falar assim... Dele.
- Hã? Ok. Me desculpe. - ele se levantou.
Ficou estático olhando para o rio e cantarolando algo que não consegui identificar pois estava tonto demais para isso.
- Á propósito... Qual é o seu nome? - perguntou.
- Kim Taehyung. E o seu? - ele me olhou de relance.
- ...Jung Hoseok.
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Até a próxima ❤
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Quando As Folhas Caem
FanfictionJá em frente à minha casa reparei que as luzes estavam apagadas. Presumi que Jungkook estava dormindo, afinal, ele parecia muito entediado quando saí. Peguei minhas chaves, tentando não fazer barulho e abri a porta lentamente. Eu andava até a cozi...
