Killian abriu os olhos abruptamente, confuso por um momento até que se lembrou da noite passada com um suspiro triste. Mais uma típica noite de abril... Ou de qualquer outro mês do ano, pensou amargo.
Levantando-se sem cuidado com as outras pessoas na cama gigante de seu triplex foi pra cozinha no segundo andar, logo após colocar um roupão para cobrir sua nudez. Um tolo pensaria que ele ia fazer um café para ficar sóbrio, mas sobriedade não lhe interessava. Abrindo um dos armários para conferir se sua suspeita era real, bufou ao perceber que era.
— Acabou a cocaína. — murmurou. Ontem havia sido uma noite selvagem mesmo. Não que ele se lembrasse muito. Não que ele quisesse lembrar.
Antes que ele pudesse pegar alguma bebida e colocar num copo, Killian ouviu uma porta ser aberta com brutalidade no primeiro andar. Killian não precisava ouvir o bufar da pessoa em questão ao reparar no caos pelo qual o apartamento se encontrava para saber quem era.
— KILLIAN! — gritou a voz. Killian esfregou sua mão direita em sua têmpora. Que ressaca..., pensou.
— No segundo andar! — Killian gritou de volta.
— Não ouse encher esse copo! — gritou a voz enquanto subia as escadas.
— Como você sabe que tem um copo? — perguntou Killian um pouco puto. A dona da voz suspirou ao chegar na cozinha e o pegar com um copo numa mão e o whiskey em cima da pia.
— Sabendo. — disse ela tirando o copo da mão de Killian. — Já te falei: nada de bebida no café da manhã! Quer ser novamente o escândalo da vez e aparecer na capa de todas as revistas do país quando eu for obrigada a te mandar para outro centro de reabilitação?
— Duvido que a esta altura do campeonato isso seria um escândalo, Regina. — afirmou Killian e Regina bufou.
— Tem razão, não seria o menor escândalo se você fosse parar num centro de reabilitação pela terceira vez... — disse Regina claramente puta. — Em. dois. anos. — falou ela com uma pausa entre palavras enquanto rangia os dentes. — Você não se cansa? — perguntou ela visivelmente cansada. Killian ergueu a sobrancelha.
— De quê exatamente?
— De se autodestruir. — Killian bufou e desviou o olhar.
— Eu não estou me autodestruindo.
— Você tem uma entrevista super importante que eu demorei meses pra te marcar com a melhor gravadora do país em duas horas! — Killian mordeu o lábio inferior.
— Certo, talvez eu esteja me autodestruindo.
— VOCÊ ACHA? — Regina gritou.
— O quê você quer que eu faça? — Killian gritou de volta.
— Que tal realmente ir para a sessão de terapia em grupo ao invés de dar uma festa a noite inteira? — Killian bufou.
— Mas, é tão chato... "Oi meu nome é Killian. Oi Killian..." — ele disse a última parte como se fosse uma multidão. — "...Eu estou sóbrio há dois minutos. Recorde não? Por que você está abrindo uma garrafa de vodka agora, Killian?" blergh... — Regina suspirou. Ela sentia pena de Killian.
— Killian... Eu entendo, o quê você vem passando. Eu já passei por algo do tipo, mas... — Regina suspirou. — Quando eu aceitei ser sua agente, eu sabia que seria um desafio. Caralho, muita gente me falou que eu estava sendo estúpida, que você havia virado uma estrela em decadência com o escândalo e o acidente... Mas, com o seu talento, eu sabia que você conseguiria dar a volta por cima. Eu sabia que eu conseguiria te fazer dar a volta por cima. Por favor... Não me faça ter que admitir que todos estavam certos, Killian... — Killian trincou o maxilar fortemente. Regina não sabia como que ele não havia quebrado algum dente. Ele parecia ter ossos do rosto extremamente fortes, além de um queixo bem afiado.
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Por trás das câmeras
FanfictionEmma Swan é uma atriz em ascensão. Killian Jones é um cantor decadente. Emma é 100% focada em sua carreira, não tendo tempo pra mais nada. Killian é um irresponsável que cometeu diversos escândalos que prejudicaram sua carreira. Emma é cercada de...
