Capítulo 14

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Passei a noite inteira pensando no que fazer para a minha mãe saber que o Derick não prestava, entretanto foi totalmente em vão, eu não consegui pensar em absolutamente nada digno, então fui dormir.

Quando acordei e desci para  tomar café, lá estava minha mãe e o Derick novamente.

Macumba? Só pode!

— Bom dia, Nathalia! Bom, Kristal, eu vou colocar os peixes lá na caminhonete! — Disse Derick.

— O que vocês estão fazendo? — Perguntei.

— Derick teve uma grande ideia!

— Derick e suas idéias...Vai ser o que agora? Vão andar de patins?

— Não, vamos levar os peixes que pegamos ontem para os pingins!

— Derick vai para o Polo norte? Que ideia boa!

— Não, nós vamos no zoológico. Fica um pouco longe daqui então devemos chegar antes do jantar!

— Ok.

— Não vai querer ir?

— Nem morta que eu passo uma tarde inteira de novo com ele.

— Tá bom, querida. Obrigado pelo seu sacrifício de ontem. Mas não queria te deixar aqui sozinha...

— Mãe, eu já sou bem grandinha, você não acha?

— Você tem razão, mas qualquer coisa você tem meu número, na geladeira tem o número do Derick, e caso precise, ele deixou uma chave reserva, está ali na mesa!

— Ta bom, Mãe.

— Todos os seus remédios estão no meu guarda-roupa, suas bombinhas você sabe aonde estão, né?

— Uma no Armário do banheiro, uma em cima da geladeira, uma no meu quarto, outra no seu, uma na minha bolsa, outra na sua bolsa e uma no carro.

— Muito bem.

— Pode ir tranquila...

— Tem certeza que não quer que eu fique?

— Não, mãe, pode ir!

— Querida, não abra a porta para estranhos. Eu vou trancar aqui, porque você é muito esquecida, e qualquer coisa você tem sua chave! Beijos.

Ela beijou minha testa e saiu.

Agora, eu tenho a tarde inteira para pensar em alguma coisa para fazer, já que Derick e minha mãe vai estar fora.

De repente, Dean me veio em mente. Então peguei meu celular. Com a ajuda dele teria bem mais chances de conseguir encontrar pistas, mas eu não queria que ele pensasse que eu só ligava para pedir favores. Até que o meu celular começou a tocar.

— Meu Deus! É ele! Acho que pela primeira vez a sorte está do meu lado!

Então atendi.

— Nathalia!

— Oi, Dean!

— É bom ouvir sua voz, aliás, eu só liguei para isso. Então, beijos!

começamos a rir.

— Não, Dean, espera!

— O que foi?

— Você pode vir aqui? Acho melhor falar pessoalmente, mas digamos que se trata de uma missão!

— Vamos jogar GTA?

— Claro que não, besta! É uma missão seria!

— Ok, já chego aí.

Quando Dean chegou, ele me ligou novamente, então eu fui abrir a porta. Ele estava com um boné, um óculos e uma mochila preta.

— Entra!

Ele colocou a mochila sobre o sofá.

— Não achei que você fosse levar o "missão" tão a sério.

— Mas, ue? — Nós sentamos no sofá.

— Mas o assunto é sério, Dean.

— O que aconteceu ?

— Lembra daquela história toda que eu te contei do Derick? O meu vizinho?

— Lembro, e?

— Eu tenho certeza que ele não presta e com certeza está escondendo algo...

— Você não acha que está ficando muito paranóica com isso?

— Não, Dean! Ontem, ele ficou de uma forma que eu nunca imaginei, só porque eu ia mexer em uma caixa...

— Ele fez alguma coisa com você?

— Não, ele só gritou, e aliás, ele nunca tinha feito isso.

— Sua mãe sabe disso?

— Não... — Hesitei — Ela é o que mais me preocupa. Por isso eu te chamei aqui. Minha mãe nunca iria acreditar em mim, ainda mais que ela sabe que eu odeio ele, por isso eu preciso de provas.

— O único jeito de descobrirmos alguma coisa é entrando na casa dele.

— Você tem razão, mas como vamos entrar lá?

— Não sei, pela janela talvez.

— Espera! Como eu sou Idiota! O Derick deu uma Chave reserva para minha mãe!

Me levantei e peguei a chave em cima da mesa.

— O que estamos esperando?!

Obsessive ManWhere stories live. Discover now