Capítulo 12

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Acordei com um barulho insuportável. Quando desci as escadas, minha mãe e o Derick estavam organizando várias caixas.

— O que vocês estão fazendo? Por causa desse barulho não estou conseguindo dormir.

— Bom dia, Nathalia! — Disse Derick.

— Bom dia. — Respondi secamente.

— Bom dia, Querida! É que Derick teve uma ótima idéia. Nós vamos pescar!

Minha mãe disse aquilo em um intusiasmo tão grande que acho que ela pensou que eu correria e a abraçaria de tanta emoção, mas foi totalmente ao contrário.

— Como assim "nós"?

— Ue, mas você vai com a gente, né? — Ele perguntou.

— Mas é obvio que não! — Respondi.

— Nathalia, você vai gostar. É um pouquinho longe, mas lá é incrível!

— Derick disse que nesse lago que ele vai nos levar é bem tranquilo, podemos admirar a natureza, respirar ar puro, isso é incrível.

— Você sabe que eu odeio viagens, se eu quiser admirar a natureza, é só eu colocar uma foto de papel de parede no celular, e a propósito, eu não vou sair daqui pra respirar "ar puro" lá, oxigênio tem em qualquer lugar...

— Amor, será incrível!

— Deixa ela, Kristal, não sabe o que vai perder...

Quando Derick disse aquilo, ele me lançou um olhar malicioso, e aquilo me deu uma insegurança, e minha desconfiança nele aumentou mais ainda. Por mais que eu não quisesse ir, eu não podia deixar minha mãe sozinha com aquele cara, e além do mais eu não ia conseguir convencê-la a ficar.

— Pensando bem, acho que eu vou sim.

— Fico feliz Nathalia! Você vai gostar!

— Isso amor! Você não vai se arrepender! — Minha mãe me abraçou.

— É, eu espero...

— Agora, vai lá se arrumar que vamos terminar de aprontar as coisas.

— Tá bom!

Me arrumei o mais rápido possível e desci. Quando cheguei lá em baixo não tinha ninguém.

— Será que eles já foram para o carro? — Hesitei.

— Nathalia!

— Que susto, Derick!

— Desculpa!

— Mas da onde você veio? Quando eu desci não tinha ninguém aqui.

— Como você não me viu? Eu estava bem ali arrumando essa caixa. — Ele pegou uma caixa em seus braços.

— Não é possível! Mas eu tenho certeza que... Cadê minha mãe?!

— Está lá fora na caminhonete.

Fui lá fora, até a caminhonete do Derick, e quando minha mãe me viu, ela logo saiu da caminhonete.

— Querida, até que você não demorou muito. Entre.

— Eu não vou ir com o Derick.

— Mas por quê?

— Prefiro que a gente vá no nosso carro. Já é demais querer que eu esteje perto dele toda uma viagem, né...

— Ok, você venceu, Nathy. Vamos, então, para o nosso carro.

Quando nós estavamos entrando no nosso carro, Derick saiu lá de casa, com aquela caixa na mão e se aproximou da janela.

— O que houve, Kristal?

— Nada. Eu só achei melhor eu e Nathy irmos no nosso carro...

— Por quê? Na caminhonete da para todos nós, e além do mais, tem o meu carro, se vocês quiserem podemos ir nele.

— Daria muito trabalho por causa das caixas. Nós vamos aqui mesmo. Vai na frente que nós te seguimos!

— Tá bom. Se vocês preferem assim.

Ele fechou a porta do carro e foi para a sua caminhonete.

— Acho que ele não gostou muito da idéia...

— Problema é dele, mãe! A gente só trocou de carro, não é possível que ele vá ficar magoadinho por conta disso...

— É, acho que você tem razão.

Nunca foi tão entediante ficar dentro de um carro. Foram 1 hora e 30 minutos de viagem. Sim, eu contei. Imagina passar todo aquele tempo no mesmo carro que o Derick, eu não ia aguentar, sem duvidas, pedir para minha mãe para irmos no nosso carro foi a melhor coisa a se fazer.

Eles pararam com o carro um ao lado do outro. Derick logo desceu e se aproximou da nossa janela.

— Agora sim vai começar a diversão! — Ele disse.

Obsessive ManWhere stories live. Discover now