"Prólogo"

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"As vezes pensamos que temos alguém na palma de nossas mãos. Mas, mal sabemos que já estamos na palma dela há muito tempo…."

Deslocava-me rapidamente por todos os corredores daquela delegacia, gritando pelo nome de quem eu mais precisava naquele exato momento. Empurrava qualquer um que entrava em minha frente. 

— TAE! — Vi o mesmo no fim do corredor, conversando com alguma detetive de nossa área. O mesmo olhou para mim, com certeza por ouvir o som que minhas botas de couro faziam ao se chocarem ao chão. 

— Emma, está tudo bem? — Tae dizia preocupado por me ver naquele estado. Suada, ofegante e vermelha, por conta do calor. 

— E-eu... Eu r-resolvi o caso... — Disse ofegante por correr por quase todos os corredores da delegacia. 

O mesmo, estampou um sorriso quadrado em seu rosto dando pulinhos, o que arrancandou-me risadas pela situação.

— Como fez isso? O caso estava prestes a ser arquivado. — Tae estava descrente, aquilo estava estampado em seu rosto. 

— Segredo. — Balancei a cabeça, levantando levemente meus ombros.

— Emma, estamos precisando de você na sala de interrogatório. Parece que temos uma visitinha para você. — Uma voz familiar me chamou a atenção, me virei para trás onde se encontrava Santiago. Meu grande amigo de trabalho. 

— Tenho que ir Tae, mais tarde conversamos sobre o caso. — Me despedi do mesmo, indo em direção à Santiago. 

— Quem temos a minha espera? — Perguntei curiosa, pois não tinha idéia de quem poderia ser. 

— Ethan, traficante e braço direito de Matteo, pelo o que vimos em sua ficha. Sei que pode ser um assunto delicado para você, porém você é a única pessoa que pode fazer ele falar.

— Vai ser um prazer interrogá-lo. — Estava ansiosa para mostrar para ele quem realmente sou, ao ponto de fazê-lo falar, abusando de qualquer forma que está ao meu alcance. 

Aproximando-me da sala de interrogatório, Santiago me entregou a ficha do Ethan, a qual estava recheada de violações da lei. 

Abri a porta entrando no ambiente, encontrando o tal Ethan, o qual possuía uma de suas mãos algemada na mesa. 

— Ethan, sou detetive Emma Walker. Vou fazer algumas perguntas para você. — Falei me sentando à mesa, de frente para o mesmo. 

— Vá em frente, não responderei nenhuma delas. — Disse ríspido. 

— Podemos fazer do jeito fácil ou do jeito difícil. — Retruquei de imediato. 

— O que você vai fazer se eu não falar?  — Ethan me retrucou com um tom debochado. 

Coloquei minha arma sobre a mesa, destravando a mesma. 

— O jeito fácil é você desembuchar logo, de uma vez. Já o jeito difícil, está bem aqui — Apontei para a arma sobre a mesa. Observei o mesmo engolir em seco. 

— Sabe que tenho uma mão livre, né gatinha? — Provocou e eu apenas revirei meus olhos. 

— Tenta a sorte e veremos onde você pode parar. — Ergui uma de minhas sobrancelhas. 

Peguei minha arma que estava na mesa, colocando-a de volta em meu coldre de cintura, indo logo em seguida na direção de Ethan. 

Me posicionei atrás do maior. 

— Está vendo aquela ficha bem na sua frente? — Não obtive uma resposta.

— Pois bem, ali está todos os seus crimes e violações da lei. — Me aproximei de seu ouvido. 

— Nós podemos colocar mais algumas coisas ali e fuder com a sua vidinha de merda. — Mente, não podemos fazer isso, entretanto estava divertido ver ele nessa situação. 

Coloquei meus dedos sobre o seu ombro, deslizando sorrateiramente por todo o comprimento de seu braço. Ethan acompanhou meus movimentos com suas orbes amendoadas.

— Mas… se você me disser o que eu quero, quem sabe não tiramos algumas das penas que pegaria por seus diversos crimes. Uh?- digo num tom calmo.

「• • •」

— Aqui está a ficha com todas as respostas e crimes que foram confirmados por Ethan. - Digo convencida, Jogando a ficha sobre a mesa de Santiago, o qual imediatamente pega a mesma. 

— E, o mais importante de tudo, temos mais um nome e descrições facial dele. - Falei descrente de que havia conseguido. — Joseph, traços asiáticos, com uma altura de 1,70 por aí. Tem mais detalhes na ficha. 

— Emma, como você conseguiu tudo isso? Você não… 

— Não!! Santiago… Eca. - Não deixei que o mesmo terminasse sua frase maliciosa. 

— E temos algo ainda maior. O próximo passo que Matteo vai dar. "Vegas Museum". 

— O anel de safira azul. — Santiago levantou-se de sua cadeira apoiando seus braços fortes e bem malhados na mesa . 

— Mas, Ethan com certeza vai contar para Matteo que sabemos o próximo passo dele. Ele talvez possa tentar nos distrair com um roubo menor.

Estalei os dedos, uma idéia surgindo em minha cabeça. 

— Roubos de pequenos comércios. Lembra, um dos casos que peguei, os pequenos comércios estavam sendo roubados, mas algo não fazia o menor sentido, eles sempre levavam coisas irrelevantes. 

— E, logo depois… — Fui cortada por Santiago. 

— O roubo ao banco de Las Vegas! — Santiago bateu bem forte suas mãos sobre a mesa, fazendo um estrondo no local. 

— Porém, se ele fez isso uma vez, não vai fazer de novo, sem contar que o "Vegas Museum" tem segurança máxima. Não tem sentido algum, isso seria suicídio. - Digo.

— A não ser que… Merda! — Disse colocando uma de minhas mãos na cintura. 

— O que foi, Emma? — Tae perguntou preocupado, chegando na sala de Santiago. 

— Ah, que bom que chegou. Conseguimos saber o próximo passo de Matteo. Ele está pensando no anel de safira azul do "Vegas Museum". — Expliquei

— Isso não é bom? — Perguntou óbvio. 

— Sim, mas Ethan com certeza vai contar para ele. E vai ser a mesma coisa do Banco de Las Vegas. 

— Entretanto, não seria suicídio entrar lá, mesmo sabendo que tem segurança máxima? — Tae se sentou em um dos sofás da sala. 

— Isso que estava dizendo a Santiago quando você chegou. Eles não entrarão lá assim, de mãos atadas. 

— A não ser que os seguranças sejam os "capangas" dele. Porra, o cara pensa em tudo. — Estava pensando em uma coisa que realmente faz sentido. 

— Vocês já viram algum dos "capangas" do Matteo serem pegos? 

— Não. — Santiago e Tae responderam em uníssono.

— Por que só hoje? Em plena luz do d… — Não permite que eu mesma acabasse minha frase. Minha ficha havia caído. 

— É só mais uma distração do Matteo. Ele provavelmente está agora no Museu. - Passei uma de minhas mãos em meu rosto. 

— Ethan não responderia assim tão fácil o próximo passo do Matteo.

Tae de imediato levantou-se do sofá, e Santiago estava paralisado em seu lugar. 

— Merda, Merda, Merda, mil vezes merda. — Tae andava de um lado para o outro. 

— O que vocês estão fazendo? Vamos!! Temos que ir agora.

— Santiago, informe todos, peça para eles prepararem 4 viaturas e irem para o "Vegas Museum". O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL!

— Tae, vamos! Temos um filha da puta para deter. — Desta vez Matteo não vai sair imune, não mesmo. Só por cima da porra do meu cadáver. 




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