A Origem de Tudo
Parte I: O Vazio e o Supremo
Antes de tudo que você conhece hoje ou antes dos planetas girarem em suas órbitas, antes das estrelas brilharem no céu escuro, antes mesmo do tempo começar a contar seus primeiros segundos, o universo era vazio.
Não havia luz. Não havia escuridão. Não havia som, nem silêncio. Não havia matéria, nem espaço para contê-la. Era apenas... nada. Um vazio absoluto e infinito que não podia ser medido, compreendido ou mesmo percebido, porque não havia ninguém para percebê-lo.
Mas o vazio não estava sozinho.
O único ser que existia era — e ainda é — o mais poderoso que todos os habitantes do universo já viram. Seu poder e superioridade eram inigualáveis a todos os outros. Ele sempre foi e sempre será único.
Não havia nome para Ele, porque não havia ninguém para nomeá-lo. Não havia forma para Ele, porque não havia olhos para vê-lo. Ele simplesmente era. Existia em um estado de perfeição absoluta, uma consciência pura que flutuava no nada como uma chama que não precisava de combustível para queimar.
Por eras incontáveis — se é que se pode falar em eras quando o tempo ainda não existia — Ele permaneceu assim. Sozinho. Completo em Si mesmo, mas... solitário.
Ao se sentir sozinho, decidiu criar coisas, planetas e seres que tivessem a mesma capacidade que Ele — embora, é claro, alguns não tivessem. Desde então, tudo o que vemos na atualidade foi feito. Muitos permanecem em sua forma original, e outros sofreram fortes e profundas alterações por pura vontade.
A primeira coisa que o Supremo criou foi a luz. Não a luz do sol, que ainda não existia, mas uma luz primordial, uma faísca de Sua própria essência que se espalhou pelo vazio como tinta derramada em um lençol branco. E onde a luz tocava, o nada se transformava em algo. Átomos dançavam, moléculas se formavam, e a matéria começava a tomar forma.
Depois vieram os planetas. Esferas de rocha e gás, de fogo e gelo, cada uma única em sua composição. Algumas eram quentes demais para sustentar qualquer forma de vida, outras frias demais. Mas todas eram parte do plano do Supremo, peças de um quebra-cabeça cósmico que apenas Ele podia enxergar por completo.
As estrelas vieram em seguida. Sóis distantes que iluminavam a escuridão, que forneciam calor e energia para os mundos que giravam ao seu redor. Cada estrela era uma fornalha de poder, uma manifestação da criatividade do Supremo, e juntas formavam constelações que contavam histórias que os mortais ainda levariam milênios para aprender a ler.
E então, quando o cenário estava pronto, o Supremo criou a vida.
Não a vida como você conhece — frágil, mortal, limitada. Não. Ele criou seres que tivessem a capacidade de proteger outros que não possuíam dons fora do normal. Assim, foram criados os "deuses".
Cada um mantinha um poder específico, capaz de realizar feitos inimagináveis aos olhos humanos. Os poderes eram usados, inicialmente, para fazer o bem. Mas sempre existe alguém que não compartilha da mesma maneira de pensar dos demais.
Parte II: A Criação dos Deuses
O Supremo não criou os deuses de uma só vez. Ele os criou um a um, cada um com um propósito específico, cada um com um dom único que refletia um aspecto de Sua própria natureza infinita.
O primeiro a ser criado foi Zeus. O mais velho. Tal criatura ocupava o posto de segundo mais poderoso, atrás apenas do Supremo. Zeus foi moldado a partir da luz e do trovão, da autoridade e da justiça. Ele era alto e imponente, com barba branca como a neve e olhos que faiscavam com relâmpagos contidos. Em suas mãos, o Supremo colocou o cetro do poder sobre os céus, e em seu peito, a responsabilidade de liderar os outros deuses.
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A GUARDIÃ
FanfictionDeuses foram criados para proteger. Alguns, porém, escolheram o caos. Milênios se passaram desde que o Supremo separou a luz da sombra. Mas o mal nunca descansou. Agora, uma nova geração de Guardiões desperta, e com ela, Aurora Scarth: nascida de a...
