Autor(a) Point of View
Já se passaram duas semanas.
Mark pensou olhando novamente aquele aparelho demoníaco que tocava sem parar já faziam alguns minutos, e quando o mesmo parou, Mark suspirou aliviado quase querendo atirar aquele celular para fora do quarto, e um segundo depois o celular volta a tocar.
Mark bufou, sabia que se não atendesse aquele aparelho ou o jogasse fora da janela do 5° andar, aquilo não o deixaria sossegar e acabou optando por atender. Quando tocou no mesmo viu quem o estava ligando, era sua mãe.
- Alô? - Mark disse quase falho, e do último andar do prédio daria para escutar os berros que sua mãe deu ao seu telefone.
- MARK ONDE VOCÊ ESTAVA? VOCÊ TÁ BEM? ESTÁ SE ALIMENTANDO? SAI DESSE APARTAMENTO CRIATURA! - Ela disse gritando ao telefone
- Eu estava e ainda estou em casa; Não sei te dizer; Sim, eu estou me alimentando bem... - Disse respondendo cada pergunta de uma vez e mentindo na última resposta, faziam mais de 24 horas que o mesmo não come.
- Eu arrumei um emprego pra você. - Ela disse sem cerimônia e sem nem avisar.
- Você o quê? - Disse incrédulo. Por que ela arrumou um emprego pra mim?
- Você ouviu muito bem, você começa daqui a... - Ela disse e logo pausou, aparentemente olhando as horas. - Daqui a 2 horas. - Disse de uma vez novamente sem rodeios.
- Daqui a 2 horas?!
- Sim, e se você não for eu juro que eu vou aí e vou te arrancar desse apartamento e só não jogo minha sandália na sua cara porque a minha sandália eu respeito!
Mark revirou os olhos e ao mesmo tempo bufando, o mesmo não queria sair do seu apartamento, onde tinha tudo o que queria, que era se isolar do mundo exterior.
Duas horas depois...
Mark Point of View
Me arrumei e fui em direção a porta pensando no que faria quando chegasse no tal lugar de trabalho. E isso me fez pensar, eu nem ao menos sabia onde iria trabalhar, como exatamente eu iria chegar no tal local?
E como se Deus fosse a pessoa que mais me ama(perceberam a ironia?) escutei o meu celular apitar, me fazendo voltar todo o caminho percorrido para pegar o mesmo e logo me deparei com a mensagem de minha mãe me dando o endereço de onde iria "trabalhar".
Peguei o mesmo e o coloquei no bolso, tratando de não o esquecer novamente, e quando adentro no cômodo chamado sala, me deparei não com uma sala normal, mas com uma destruição da palavra "sala". Se algum meteorologista entrasse naquele cômodo diria que um tornado passou ali e destruiu tudo.
Não consegui dar nem um passo, simplesmente pelo fato de eu ter sentido um cheiro, um cheiro podre. Foi quando eu percebi que já estava assim faz duas semanas, quase não comia, quando comia era pouco e deixava as mesmas jogadas pela casa como se fossem nada.
Preciso ajeitar tudo isso quando chegar desse tal trabalho. Pensei saindo de casa o mais rápido possível antes que eu morresse ali mesmo com aquele cheiro.
Alguns minutos depois...
Cheguei no tal endereço e foi aí que eu percebi, era um hospital. Um hospital! Como aquela... Quer dizer, como minha "querida" mãe conseguiu um emprego pra mim naquele hospital?
Se bem que ela é bem persuasiva, convenceria até o demônio a se matar se tivesse chance. E logo ri com o pensamento, a minha primeira risada verdadeira em duas semanas.
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Dark Paradise | Markson
FanfictionMark sentia como se sua vida tivesse perdido a cor, como se estivesse em apenas em preto e branco. Depois de descobrir que seu namorado havia morrido, sentia como se estivesse em um paraíso negro, como se a sua única razão de viver fosse sofrer com...
