capítulo 35

119 9 3
                                    

-Olha eu não posso falar com você agora. Foi só o que respondi, e depois desliguei sem esperar qualquer resposta, abaixei a cabeça temendo olhar para Ian e lhe contar quem era que estava me ligando. Porque ele estava me ligando? Nem eu sabia. Como conseguiu meu número? Sabia menos ainda.

-Quem era? Ian perguntou, e continuei com a cabeça baixa pensando, eu não queria mentir para ele, mais se eu dissesse a verdade as coisas talvez ficassem piores, como ele iria reagir. Depois de tantas desconfianças ele acreditaria que eu não dei meu telefone a ele?

-Era ele ne ? Não precisei responder, o meu silêncio disso tudo. Ian se levantou da cama de uma só vez e socou a parede com raiva, olhei assustada e me encolhi na cama, vestindo minhas roupas novamente.

-O que ele queria? Perguntou se virando novamente para mim.

-Ian, por favor, esquece isso. Tentei amenizar a situação, porque eu estava com medo, Ian parecia estar furioso. Queria evitar uma briga desnecessária.

-Fala Bélgica. Ele só me chamava de Bélgica, quando estava irritado, ou bravo comigo. Acho que no momento ele estava as duas coisas.

-Disse que queria me ver. Respondi baixinho e Ian mais uma vez socou a parede, acho que o desejo dele era socar ao Finn, Ou a mim.

-porque deu seu número pra ele? Falou gritando.

-Eu não dei, juro. Não sei aonde ele pode ter conseguido meu número. Respondi me defendendo, realmente nunca nem falamos de celular ou telefones.

-Me dá aqui. Ian falou estendendo as mãos para mim.

-O que vai fazer? Perguntei assustada.

-Me dá o telefone Bélgica. Vou acabar com essa história de uma vez. Entreguei o celular na mão dele, que discou o último número atendido, e não muito tempo depois Finn atendeu.

-Olha aqui Finn, vou te dar só um aviso. SE AFASTA DA BÉLGICA...gritou em alto e bom som, e depois desligou o celular, o jogando na cama perto do meu pé.

Ele saiu e foi pro banheiro, e pelo visto a nossa noite de reconciliação tinha ido pro "brejo"

Bônus Finn.

Olhei para o telefone enfurecido e quase o joguei na parede de ódio. Quem ele pensava que era pra falar assim comigo? Se a própria namorada dele, demonstrou interesse em mim, quem é ele para se colocar no nosso meio?

Se ele acha que vou sair dessa batalha assim, ele está muito enganado. Se eu conseguir tirar o meu pai do poder, que era muito mais difícil , e requeria inteligência, Porque não vou conseguir tirar a namorada dele? Que se mostrou, muito fácil de conquistar. Agora seria uma questão de honra. Eu nunca, jamais perco uma luta.

-Ray.. gritei um dos rapazes que trabalhava para mim, e fazia alguns serviços sujos quando eu precisava.
Ele entrou no pequeno quarto aonde eu estava, aonde eu havia instalado um escritório improvisado. Ali eu resolvia tudo sobre Niilista eu mandava e desmandava ali.

-Sim Finn. Ray respondeu rapidamente assim que adentrou no meu escritório.

-Quero que me arrume outro telefone, agora de uma outra moça, o nome dela é Valentina d' Carlo . Ele assentiu e saiu para conseguir o telefone que eu pedi, da mesma forma que ele fez mais cedo ao arrumar o número da Bélgica para mim.

Alguns minutos depois ele voltou com o telefone, e rapidamente disquei o número pegando meu celular.
Não demorou muito e ela atendeu.

-Alô?

-Valentina, preciso falar com você.
Falei secamente.

-Quem fala?

-É o Finn. Já se esqueceu de mim?
Perguntei irônico, eu sabia que ela não se esqueceria de mim, nem tão cedo.

-O que você quer Fin... por favor, eu já fiz tudo que você pediu, eu, eu , não sei de mais nada... falou tremendo de medo.

-Preciso de um serviço seu. Me encontre daqui a 1 hora nessa endereço, anota aí.

Ela chorou ao telefone ao perceber que não havia saída, e que se eu quisesse ela teria que fazer o que eu mandasse. Passei o endereço a ela, e logo desliguei, e já logo montei um belo plano na minha cabeça, essa seria a minha grande cartada de Mestre.

1 hora depois Valentina havia chegado, estava muito diferente de quando eu a vi a 5 anos atrás, era uma bela mulher, loira, cabelos lisos , olhos claros, corpo perfeito. E agora estava magra, suja, cabelo embolado em um coque, parecia um bichinho acuado assim que apareceu na minha presença.

-Senta Valentina... indiquei a cadeira a frente da minha mesa, meus homens saíram da sala, nos deixando sozinhos, o que era melhor, quanto menos pessoas soubessem do que eu estava planejando, menos gente poderiam me acusar depois. Caso algo assim acontecesse.

-O que você quer comigo Finn? Perguntou um pouco nervosa.

-Primeiro você só fala quando eu mandar, segundo como eu falei no telefone quero que me faça um serviço.
Ela acenou com a cabeça, esperando eu continuar a falar.

-Eu preciso acabar com o namoro do Ian... falei me sentando e a olhando de frente. Ela arregalou os olhos assustada e começou a gaguejar.

-Não Finn. Por favor, faz anos que eu não vejo o Ian. Eu não quero encontra-lo.

-É quem disse que você vai encontra-lo? Respondi e ela franziu a testa.
-Do jeito que está suja, é capaz de ele nem te reconhecer. O que está fazendo, usando drogas? Perguntei sendo cruel, e ela abaixou a cabeça, e percebi que havia atingido seu ponto fraco.

-Pois saiba que vou lhe pagar, se você conseguir fazer o que quero, e aí vai poder comprar toda a droga que desejar.

-É o que você quer? Falou suspirando derrotada.

-Simples, quero que seja a perfeita atriz, falsa e dissimulada que já é.
Respondi e percebi que havia ódio no seu olhar.

Contei todo o plano que eu tinha em mente, e ela foi escutando, com atenção. Depois que passei o que ela deveria fazer, dei um dinheiro a ela, e pedi que Ray a levasse em uma loja, Comprar uma roupa e arrumar o cabelo, queria que ela parecesse uma menina comum, de 20 e poucos anos.

E assim ele fez, quando ela voltou, já estava outra pessoa, diferente é muito melhor, ainda não era a Valentina que eu conheci, mais ainda sim estava apresentável. E perfeita para cumprir aquilo que eu tinha planejado.

Se tudo desde certo, o namoro do Ian não iria durar nem mais um mês. ..

As Voltas Que A Vida DáOnde histórias criam vida. Descubra agora