Introdução

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Oiii gente, voltei com mais uma história emocionante e cheia de mistérios, eu espero muito que vocês adorem essa fic como eu amo. Um beijo e boa leitura.👋

Dizem que o mar guarda memórias. E, entre elas, nenhuma é tão temida quanto a lenda de Jeon Jungkook — o pirata imortal, dono das águas, aquele que nenhum reino ousa desafiar. Ele não era humano.
Jungkook era o último de uma raça antiga, nascida das profundezas. O sangue dele era tão poderoso que podia chamar tempestades, acalmar monstros marinhos e até alterar o curso das estrelas. Por isso, foi amaldiçoado.

Sua tripulação, irmãos de batalha e de maldição, carregava consigo o peso de ter seguido o pirata contra os deuses e as bruxas. Cada um deles foi transformado em algo que nunca pediu para ser.

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Kim Namjoon – um tritão de escamas negras, condenado a nunca mais sentir a liberdade do oceano. Sua cauda só existe dentro do navio; fora dele, as águas o queimam.

Min Yoongi – transformado em um corvo sombrio, dono de asas imensas. De dia, só pode existir como sombra; à noite, recupera a carne.

Jung Hoseok – amaldiçoado como uma criatura de luz e trevas, metade corpo humano, metade fogo vivo. Sempre em dor, mas também sempre brilhando.

Kim Taehyung – portador de um dragão adormecido em seu sangue, ouvindo constantemente o rugido e o calor da fera dentro de si, incapaz de libertá-la.

Mas o Erebus não era sustentado apenas por eles. Outros condenados se juntaram à tripulação ao longo dos séculos:

Capitão Han Jisoo, o navegador – transformado em um ciclope de um olho flamejante, que enxerga não o presente, mas os futuros possíveis do mar.

Sirenna, a arpista – uma sereia sem voz, que canta apenas através de cordas de prata em sua harpa. Quem ouve, vê suas próprias memórias morrerem.

Kael, o mestre das velas – metade homem, metade kraken, seus braços se dividem em tentáculos quando toca o mar.

Mirae, a vigia da proa – uma mulher de vidro, rachada, cujo corpo reflete o passado dos que a encaram.

Ruan, o timoneiro – um fantasma preso em armadura enferrujada, movendo-se apenas porque sua alma se recusa a descansar.

Todos serviam a Jungkook, não por obediência, mas por destino e lealdade. O mar os chamava, e o mar os prendia.

Enquanto isso, em terra firme, um reino se erguia sob a tirania de um rei humano. O rei descobrira há anos que sua esposa, a rainha, não era humana. Tomado pelo ódio, matou-a e aprisionou seus filhos:

Kim Seokjin, o primogênito, herdeiro da forma de uma fênix prateada.

Park Jimin, o mais jovem, um serafim do vento, dono de asas douradas.

Mantidos em cárcere privado, os dois irmãos eram lembranças vivas daquilo que o rei mais temia: sangue mágico correndo em seu castelo.

O destino, porém, trouxe a desgraça definitiva. Uma humana, carregando no ventre o filho de Jeon Jungkook, buscou refúgio no reino. O rei descobriu, matou a mulher, mas poupou a criança — não por misericórdia, mas por crueldade. Ele entregou o bebê a Park Jimin, ordenando que o príncipe o criasse em cativeiro.

Era o filho de Jungkook.
O herdeiro das marés.




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As correntes nos pulsos de Jimin tilintavam quando ele se aproximou da cesta que os guardas haviam deixado no chão frio da masmorra. O choro fraco ecoava pelo espaço, quebrando o silêncio opressor da noite.

— Um bebê? — murmurou Seokjin, a voz embargada. Seus olhos brilhavam como brasas, denunciando a fênix dentro dele.

Jimin ajoelhou-se, afastando o pano que cobria a criança. Quando seus olhos encontraram os da pequena criatura, um arrepio percorreu sua espinha. Eram negros como o oceano à noite, mas brilhavam como estrelas submersas.

— Ele é dele… — Seokjin murmurou, baixo, temendo que os guardas ainda estivessem por perto.

Jimin pegou o bebê com cuidado, sentindo o calor delicado contra seu peito. O choro cessou como se o recém-nascido tivesse reconhecido nele algum instinto de proteção.

O guarda que permanecia à porta riu com desdém. — O rei disse que agora você é ama de leite, príncipe. Cuide bem da cria maldita.

Jimin respirou fundo, apertando o bebê contra si, como se pudesse protegê-lo do veneno das palavras. Quando a porta da masmorra se fechou novamente, a escuridão tomou conta.

— Hyung… — a voz dele tremeu. — Ele é metade humano… e metade do último dos senhores do mar.

Seokjin se aproximou, pousando a mão sobre o ombro do irmão. — Então ele é mais perigoso do que possamos imaginar.

O bebê abriu as mãozinhas, agarrando o dedo de Jimin com força surpreendente. O príncipe sorriu, apesar das lágrimas nos olhos e do medo que sentia.

— Não importa o que ele seja — sussurrou. — Eu vou protegê-lo.

Enquanto isso, muito além das paredes do castelo, o mar se agitava. Nas profundezas, o navio Erebus balançou de forma incomum. Jungkook ergueu a cabeça, os olhos negros faiscando.

Ele sentira.
O sangue dele havia despertado.

Erebus: O Canto Do Mar Where stories live. Discover now