Sabrina Carpenter nunca pensou que sua rotina acadêmica pudesse virar de cabeça para baixo por causa de uma mensagem. Muito menos aquela mensagem. Um nude inesperado vindo de um número desconhecido, uma imagem que não devia ter sido enviada... mas q...
A sala de aula parecia respirar silêncio. As janelas embaçadas deixavam entrar uma luz fria do fim de tarde. Sabrina estava inquieta na cadeira da terceira fileira, fingindo escrever algo no caderno, mas com os olhos presos na mulher à frente da turma.
Billie Eilish.
Professora de Literatura, recém-chegada, com seu jeito enigmático e aquela postura firme, profissional... mas com algo que fugia ao controle. Os olhos claros como o oceano, carregavam uma intensidade que fazia os alunos calarem só com um olhar. Ela era mais jovem que a maioria dos professores dali, e talvez por isso ou justamente por isso, exalava uma energia diferente. Um misto de elegância e algo perigosamente atraente.
Sabrina tentava esconder o quanto a admirava. Era mais do que respeito. Era... uma curiosidade que queimava por dentro. Billie era daquelas pessoas que parecia guardar versões de si em gavetas fechadas à chave.
E Sabrina queria abrir todas.
A aula terminou com a análise de um conto de Clarice Lispector. Ironia ou coincidência, o tema era o desejo e suas formas silenciosas. Billie recolheu seus papéis, passou o olhar pela turma e disse, com a voz firme:
— Boa noite. Leiam a próxima parte do livro. E pensem no que não é dito, mas sentido.
Aquelas palavras ficaram na cabeça de Sabrina como um sussurro.
Caminhando pelo corredor, o celular vibrou. Notificação de número desconhecido.
Mensagem recebida:
> "Arquivo enviado –
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"
Sabrina abriu sem pensar.
O ar sumiu dos pulmões.
A foto mostrava uma mulher com os Cabelos soltos, pele marcada por sombras suaves. Não havia rosto. Mas havia um detalhe: uma pulseira de prata no pulso esquerdo.
Sabrina sentiu as bochechas queimarem. A garganta seca. O coração acelerado. O impulso foi fechar a imagem, mas seus dedos não obedeceram. Ela aumentou, analisou… a pulseira parecia familiar
Antes que pudesse pensar mais, outra mensagem apareceu.
> Desconhecido: Merda. Me desculpa. Número errado.
Sabrina ficou parada ali no meio do corredor. Digitou uma resposta. Apagou. Depois, enviou:
> Sabrina: Quem é você?
A resposta veio rápida.
> Desconhecido: Ignore, por favor. Foi um engano.
> Sabrina: Difícil ignorar algo assim…
Três pontinhos. Digitando. Depois, silêncio.
Sabrina mordeu o lábio, olhando de novo para a imagem. Não era possível. Billie não podia ter enviado aquilo. Era uma professora. Era... intocável.
Mas aquela pulseira. O corpo. Não dava para fingir.
Mais tarde, já no quarto, Sabrina deitou na cama, olhando para o teto. O celular ao lado. Ela sabia que devia apagar a foto. Mas em vez disso, abriu a conversa de novo. Sem pensar muito, digitou:
> Sabrina: Só me diz uma coisa... você usa pulseira de prata?
Por um tempo, nada.
Então, finalmente:
> Desconhecido: Quem é você?
> Sabrina: Alguém que viu mais do que devia.
> Desconhecido: Foi um acidente. Esquece.
> Sabrina: Impossível esquecer um corpo assim.
Silêncio.
Depois de um longo minuto...
> Desconhecido: Você é ousada. Isso é perigoso.
> Sabrina: Talvez eu goste do perigo.
> Desconhecido: Cuidado, garota. Tem coisas que a gente não consegue mais voltar atrás.
Sabrina encarou a tela. Aquela última frase não parecia um aviso. Parecia um convite.