– Mais um homicídio. Corpo encontrado em Insadong. Quer tentar adivinhar o autor? - Um dos inspetores disse, entrando na sala de reuniões, com uma pasta em mãos.
– Kitty? - alguém tentou
– Ddang! Errado - bateu com a pasta na cabeça de quem o respondeu, antes de espalhar o conteúdo dela na mesa
– Agust D - pronunciei analisando as fotos
– Isso mesmo! - O policial confirmou - As características são claras: Corpo fortemente amarrado e cabeça decepada por, o que todos acreditam ser, uma catana
– Esses dois fazem questão de nos mostrar quando fazem alguma coisa. Isso me irrita! É como se tivessem certeza que nós nunca os alcançaremos – um dos policiais reclamou
– Mas é isso o que todos pensam. Já faz... quanto tempo que eles chefiam Yakuza em Seul de forma clara? 2 anos? – declarou o inspetor
– 3 anos - corrigi
– Yah, Jeon! Você deve se sentir tão frustrado quanto eu, han? Estamos atrás desses dois a tanto tempo e nada, não chegamos nem perto - Meu colega lamentou - Quer saber? Eu preciso de uma folga, vocês lidam com isso, como aprendizado. O que acha Jeon? Merecemos um descanso
– Vou deixar para outro momento, ainda aguento. Estou nesse caso
Há 3 anos eu vivo em constante tensão. Todas as vezes que chega um caso novo, me sinto apreensivo e é como se eu fosse explodir enquanto persigo esses dois, sentindo alívio apenas quando não preciso mais falar no assunto. Mas antes de todo esse mar de ansiedade, algo incrível aconteceu na minha vida. E é esse algo incrível que me destrói também.
A operação foi iniciada. Desta vez tínhamos mais evidências que nos direcionou a um possível lugar onde encontraríamos os chefes da Yakuza coreana. Foi necessário 9 dias para colher as informações, 11 horas para preparar tudo, mas apenas 7 minutos para eu encontrá-los. Sozinho.
– Jeon Jungkook! – Meu nome foi pronunciado em tom elevado, quase comemorativo, a insanidade do dono resplandecendo na voz – Quanto tempo, não? – sorriu de lado, mas logo fechou a expressão, me encarando, exibindo a face delicada de pele perfeita, a não ser pela grande e expressiva cicatriz que vem descendo da sua sobrancelha direita até metade da bochecha. Seu rosto era perfeitamente suave, totalmente diferente do homem que a carregava – Desta vez foi mais rápido – deu as costas, indo em direção a uma poltrona em forma de trono – mas também, deixamos na cara, tudo isso para que você viesse até nós... Será que você é tão bom assim, a ponto do Kitty se arriscar? – soou pensativo, me analisando dos pés a cabeça – Eu também quero provar.
– Suga... - a voz arisca repreendeu o homem que apenas deu de ombros, resmungando sobre o apelido que tanto odiava, mas só o outro chamava – Kook-ah – seu tom logo mudou para algo doce, pronunciando meu apelido - Eu estava com saudade, coelhinho
– Vocês me dão diabetes – Agust D (ou Suga) comentou, saindo dali
– Eu queria muito ver meu bebê – disse manhoso, se aproximando e pondo ambos os braços nos meus ombros, deixando um carinho na minha nuca
– Isso foi perigoso – meu tom era baixo, eu estava hipnotizado por aquele gato manhoso
– Eu sei, coelhinho, mas eu precisava te encontrar. Não está feliz em me ver? - apressei em concordar com a cabeça - muito bem - riu - cadê a coleira, Kook? - Abaixei um pouco a camisa social branca, interna do uniforme, a qual ficava fechada até o último botão para esconder aquele adereço - Fico feliz em ver que está usando, mas me pergunto se foi apenas para me ver...
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Hello, Kitty
Short StoryQual seria o resultado se misturarmos um "coelhinho" policial e um "gatinho" criminoso? E se adicionarmos BDSM a receita?
