capítulo um

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Connecticut - new Haven


- como assim... você foi mandado embora?.- suspirei assentindo.

Havia sido despedido a mais ou menos uma semana da empresa onde trabalhava, o velho dono do imóvel faliu e quem pagou o pato foi os funcionários.

O prédio foi tomado pelo governo e recebemos apenas três mil dólares, alguns funcionários foram indicados a outra empresa e bem ..... eu apenas recebi um pedido de desculpas e o meu salário na conta.

Zayn, Nial, Harry e Austin, amigos de infância que sempre estiveram comigo, agora estávamos no café tirando a ressaca da noite passada.

- eu preciso arrumar um emprego!, a tecnologia está avançando e eu não tenho nenhum meio de sobrevivência em relação aos robores.... tenho aluguel para pagar e o meu carro para manter ele ligado.- desabafei pela milésima vez apenas aquela manhã.

- você vai conseguir cara, você pode mandar currículos e pronto, vai ser chamado para trabalhar na maior empresa do país!.- Zayn gesticulava me olhando.

Rimos lembrando de que ouvir coisas de Zayn não era boa coisa, Harry negava tomando um gole do seu café forte.

Nial tinha suas sobrancelhas arqueadas , girando o conteúdo quente em sua xícara.

Austin parecia está submerso a conversa alheia.

Ambos acabados pela noite passada.

Continuamos no local até às nove da manhã, e seguimos cada um para o seu rumo, caminhava pelo parque central suspirando pesadamente pela dor de cabeça.

Por ser sábado, havia algumas crianças brincando com seus pais e com alguns cachorros, outras pessoas caminhando, gostaria de ter essa disposição sábado pela manhã.

Parei em uma banca de jornais, buscando por um, dei alguns centavos a mulher que sorriu e voltou a ler sua revista.

Encontraria um emprego querendo ou não.


Ao chegar em casa, tomei um longo banho espantando todos os males que eu havia carregado durante o percurso percorrido.

Apenas com um calção folgado e a toalha por volta dos meus ombros, sentei a mesa com o jornal a minha frente e uma caneta, com o aparelho celular ao meu lado disquei em ligações, anotando todas que estavam no jornal.

Tudo bem....quem usaria jornal em pleno século vinte e um?.

-  bom dia...vi que estão procurando pessoas para ocupar o banco de Administração, gostaria de preencher a ficha.- murmurei assim que atenderam a ligação, não demorou muito para murmurarem um desculpe e desligarem a chamada.- droga!.

Marquei o número que eu já havia ligado, discando para o próximo número.

Passei o dia nisso, dei uma pausa para fazer um sanduíche, e voltei com as ligações.

Só havia um número restante, disquei em meu celular os números, apertando no botão verde em seguida.

Tocou três vezes e um ruído se fez presente, me apressei em falar, ajeitando minha postura.

- boa tarde....vi o anúncio sobre motorista, gostaria de preencher a ficha.- falei, cruzando os dedos para que tudo desse certo.

- oh... sinto muito, a vaga já foi preenchida, mas..... estamos precisando de um babá.... está interessado?.- babá?.... céus, eu nunca cuidei de criança.

Não poderia ser tão ruim assim...

- sim!, posso enviar meu currículo por email.- a voz do outro lado negou, parecia desesperada.

- venha amanhã às sete e eu darei as coordenadas e irei lhe conhecer melhor, sou Ana.

- Lawrence Jauregui.- respondi de forma rápida.

- ótimo menino, anote o endereço.- coloquei no viva voz , entrando no aplicativo de nota e digitei rapidamente o endereço.- vejo você amanhã.

Apenas desejei uma boa tarde e respirei profundamente.

Tudo bem...eu já havia encontrado um meio emprego e se tudo der certo, eu estarei trabalhando como babá, agora eis a questão, como eu vou cuidar de uma criança?.


Pulei do meu lugar, lembrando de Lucy, havia ajudado a mesma a cuidar de seu filho, não séria difícil.



A campainha soou e eu me levantei abrindo a porta, Zayn foi o primeiro a entrar pulando em meu sofá, Nial tocou em meu ombro e os demais fizeram o mesmo, fechei a porta suspirando.


- não fica pra baixo cara, vamos te ajudar a encontrar um emprego.- Harry me deu um breve abraço.


- eu encontrei um emprego....


- o quê!?, vamos comemorar cara!, Austin e Nial, peguem a cerveja!.- Zayn gritou me lançando um olhar animado.


- vou ser babá...- Austin tossiu sendo acompanhado por Harry e Nial, Zayn desmanchou o sorriso aos poucos, não demorou muito para eles estarem rindo da minha cara.- qual é....eu tive que agarrar essa oportunidade.



- Ilário...olha, nós te amamos, somos amigos e , o que tem de ruim ser babá?.- dei de ombros, Harry voltou a falar.- qualquer coisa, me passa um telefonema que eu te ajudo como afogar uma criança!.


- otários....todos vocês são otários.- murmurei voltando para cozinha, retirando uma boa parte de cerveja da geladeira, jogando alguns salgadinhos no balcão.- eu sei o básico, e preciso colocar isso em prática amanhã.


- já pensou, se é uma velha a mulher?.- Zayn começou, reviramos os olhos abrindo a cerveja.- se for velha, não dá pra você, e se for nova , é casada!.- Malik riu abrindo um pacote de salgadinho.


- quem chamou esse otário mesmo?.- Austin perguntou, rosnando para Zayn que lhe ofereceu a língua.



- vocês dois parem, parecem duas crianças.- Nial se intrometeu, isso virou uma confusão.


E no final, estávamos todos sorrindo.

o babá Where stories live. Discover now