Capítulo 1

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Narrador:

Sara entra na sala onde Noah está, claramente ela estava com dor de cabeça e tonta pela noite anterior...

- Posso conversar com você? - Antes mesmo que Sara tivesse tempo de responder ele continua falando - Não vou enrolar muito, porque só vai piorar a conversa. Bom, não acho que você realmente queira ser uma mãe pra mim... - ela o interrompe

- Você está dizendo isso por causa de ontem? Porque eu bebi e você viu? Ou porque agora eu tô de ressaca? - Ela fala em um tom de preocupação e medo do que estaria por vir. Sabia que não estava sendo uma boa mãe para ele, e ela se sentia mal por isso, queria ser o melhor para ele, mas não se sentia preparada. Ela insistia em acreditar que ela estava sendo ótima, mas no fundo sabia que não.

- Eu quero que você escute tudo que eu tenho pra dizer antes de se precipitar, ok? - Ele a vê assentindo com olhos marejados, e, mesmo com o coração apertado por ver aquela cena, ele continua - como eu estava dizendo, não acho que você realmente queira ser minha mãe. – Ele não conseguia vê-la sofrendo, então começou a falar olhando para os dedos com os quais brincava, demonstrando nervosismo - Na verdade, acho que só não queria ficar sozinha em um lugar desconhecido, então, pensou que seria fácil pegar um estudante com o sonho de sair do próprio país, sair de perto dos pais e da família, e que por ser uma atriz conhecida e ter uma ótima condição financeira, seria simples. Mas ser mãe não é isso. Ser mãe não é fácil, assim como ser filho também não é. - ele elevou o olhar para olhá-la nos olhos e viu que ela não segurava mais as lágrimas que insistiam em descer. Ele não aguentava vê-la assim. Ele se levantou do sofá e foi até ela a abraçando forte, o que a fez chorar mais ainda. - Ei, não chora, por favor! Vem aqui! – Ele disse e a levou para o sofá - O que eu tô querendo dizer é que eu não te vejo como mãe e acredito que você também não me veja como filho. Mas, mesmo estando com você por apenas algumas semanas, eu já sei que tenho um carinho muito grande por você - nesse momento, Sara se afasta para olhá-lo nos olhos - Eu sinto uma conexão incrível com você, mesmo que a gente se conheça há pouco tempo, sinto uma conexão, mas não é uma conexão de mãe e filho. Eu tô dizendo isso porque não acho que seja bom vivermos uma mentira, fingindo ser mãe e filho, sabe? Não quero sair daqui, muito menos sair de perto de você! Porém, acho que é interessante tirar esse "rótulo" e essas "regras" de mãe e filho porque podemos ser amigos, ótimos amigos e não quero que isso acabe por ser uma relação que exija tanto respeito e que seja tão hierárquica, entende? De novo, eu gosto muito de você, amo o carinho que desenvolvi por você em tão pouco tempo, amo o laço que estamos criando. Laço de melhor amigo, de irmão!

Os olhos de Noah também estavam marejados, mas ele seguiu firme, não gostava de chorar perto de ninguém. Sara já tinha se desmanchado em lágrimas há um tempo, mas as lágrimas que antes eram de medo e tristeza se transformaram em lagrimas de felicidade. A latina estava feliz porque realmente tudo que ele havia falado se encaixava perfeitamente com o que ela estava sentindo. Eles não se conheciam há muito tempo, mas de alguma forma ele passava paz e segurança para a morena. Ela estava impressionada com a maturidade, inteligência e esperteza daquele sul-americano. Mesmo tão jovem, ele entendia muito das coisas e parecia que tinha uma imensa capacidade de sentir empatia e ser compreensível.

- Noah, eu nem sei direito como reagir a tudo isso! - ela disse limpando as lágrimas e se acalmando quando foi surpreendida por um abraço. E que abraço! Ela se sentia segura nele como nunca havia se sentindo antes. – Então, Noah, você tem razão em tudo o que você falou. Eu concordo com tudo e preciso te dizer: Noah, eu amo você. Você é realmente como um membro da minha família, definitivamente não um filho, mas é alguém que eu sei que posso contar, mesmo com tão pouco tempo, como você mesmo disse. Eu não consigo colocar em palavras o carinho e a conexão que eu já tenho com você, mas tenho certeza de que tudo isso só vai aumentar com o passar do tempo. E eu te prometo, que vou sempre provar isso através das minhas atitudes contigo. Eu peço que não desista de mim, porque eu posso ser bem difícil às vezes, principalmente depois do que eu passei... – a última frase ela disse em um sussurro que não passou despercebido por Noah. - Quero que possamos viver aqui felizes, como uma família. Uma família especial formada por grandes amigos que se conheceram de um jeito diferente, mas que se amam e é isso o que importa - ela diz isso e ambos se encaram com um sorriso no rosto e os olhos brilhando.

Eles não sentiam mais a necessidade de se falarem verbalmente, só com os olhares eles conseguiam se entender e se conectavam mais ainda. Eles estavam em um silencio confortável, apenas encarando um ao outro, seus olhares eram verdadeiramente de apaixonados. Mas não apaixonados para namorar ou ficar, apaixonados pela pessoa, pela amizade, pelo laço que estava sendo criado. Noah entendia isso perfeitamente, já Sara tinha uma certa dificuldade e tinha certa confusão dentro de si, mas tinha a certeza de que queria o moreno por perto.

- Eu poderia ficar aqui um dia inteiro admirando você, sabia? - Noah quebra o silencio e o sorriso de Sara começa a brotar em seus lábios e se transforma em um grande e lindo sorriso. - E moraria nesse seu sorriso fácil - ele piscou para ela a fazendo rir e dar um leve tapinha em seu ombro. - É importante você saber que eu gosto de falar esse tipo de coisa, ok? Acho que agora vamos nos conhecer melhor, já que seremos amigos. Então quero que saiba que possivelmente vou te lançar umas cantadas, mas não é para levar a sério, tá? É só um jeito que eu tenho de interagir e posso mudar se você não... – ele começa a ficar nervoso e Sara percebe e o interrompe.

- Não ouse deixar de ser quem você é. E, na verdade, estou bem confortável com isso, se acalma, tá bom? Eu gostei, de verdade – ela sorri e ele também.

- Bom... o que acha de eu fazer alguma coisa para comermos? Já são – ele olha o relógio que tem no pulso – uma e quarenta e cinco da tarde e você ainda não colocou nada no estomago. Acredito que você precise de um bom café preto por conta da ressaca também. – Ele diz rindo e Sara ri junto com ele. Realmente ela estava com dor de cabeça, mas ficar perto do carioca a fazia esquecer dos problemas.

- Vamos ligar pra um restaurante e pedir comida por delivery, é melhor e nenhum de nós tem trabalho, ok? Não porque você é meu amigo que vou te escravizar, pelo menos não por enquanto – ela diz a última parte de forma divertida e o mais novo ri. – Eu até te chamaria pra ir até o restaurante, mas não tô no clima... Espero que não se importe... – Ela diz em um tom triste e cabisbaixo, e abaixa o olhar.

- Ei, é claro que não me importo. – Ele leva uma e suas mãos ao queixo da mulher a sua frente para olhar em seus olhos. - A única coisa que importa pra mim é você, tá bom? Se você não tá no clima de sair, a gente fica aqui, ok? – Ele diz em um tom que passa tranquilidade para Sara e logo a mesma sorri fraco para ele – É até melhor, posso te agarrar o quanto eu quiser – Ele pisca pra ela e ela ri. Ele sabia como faze-la se sentir melhor e ele tinha total consciência disso.

- Bobo!

Essa amizade estava apenas começando...

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Hey, guys! Esse foi o primeiro capítulo dessa história que está apenas começando! Não esqueça de votar e deixar um comentário dizendo se gostou. Até a próxima!

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