Era uma vez... Quatro reinos.
O primeiro tinha o nome de Nexinis. Quem o governava era o rei Jiro e seus dez filhos. O segundo reino era conhecido como reino Hava. Seu governante era o rei Amit e seus filhos gêmeos. O terceiro tinha o nome de Shizen. Era governado pelo rei Haruko e a rainha Kasumi, com seu filho único. O quarto era mais afastado dos outros por estar localizado no pé de um vulcão adormecido. Seu nome era Tulipalo. Sua governanta era a estrangeira rainha viúva chamada Tadashi e sua única filha Sumiko.
Todos os reinos viviam em harmonia constante e todos os camponeses sempre estavam sorridentes e felizes. Em um dia amaldiçoado, um homem foi aos quatro reinos com uma declaração de guerra de um rei do país ao lado. Ele queria derrubar as quatro províncias e se aproveitar daquelas terras. O combate durou 135 dias. Quatro dos dez filhos de Jiro, a rainha Kasumi e rainha Tadashi morreram na guerra. Logo após, os três reis viajaram para o reino Tulipalo a fim de apresentar seus filhos à princesa Sumiko. Os pretendentes foram morar no castelo até que a princesa escolhesse seu pretendente.
-- Com quem ela se casou?
-- Você sabe, já é a milésima vez que eu leio esse livro pra você. – O adolescente se levanta da cadeira. - Eu acho que por hoje já é o bastante.
-- Não! Conta mais um capítulo, Nii-san!
-- Isso foi o que você disse sete livros atrás.
-- Por favor!
-- Akemi, amanhã você tem aula!
-- Ok... Boa noite, Nii-san!
-- Boa noite, imouto!
O garoto desliga as luzes do quarto e sai do cômodo em silêncio.
Os olhos da japonesa se abrem, encarando o teto de madeira do cômodo. Junto à realização de que era tudo apenas um sonho, vinha uma terrível e inexplicável dor de cabeça, coisa que estava se tornando rotineira desde a virada do mês de seu aniversário. Repetindo para si que tudo estava bem, ela se levanta.
Com passos desajeitados, a adolescente anda até o banheiro, local onde ela pode se olhar no espelho e reparar no resultado de suas noites inquietas e manhãs que começavam junto ao sol. Esfregando o rosto, a garota vai até o chuveiro, onde ela recapitula tudo que precisa fazer ao decorrer do dia: Sobreviver ao café da manhã em família, se assegurar de que leu e respondeu todas as mensagens de parentes distantes, sobreviver a um novo dia de aula e provavelmente passar por uma atividade entre amigos. "Fácil. É a mesma coisa todo ano. Você consegue." Eram os pensamentos que Akemi forçava se repetir de novo e novamente.
Depois da longa sessão de auto encorajamento, a estudante deixa o banheiro, marchando determinadamente para seu armário. Vestindo seu uniforme, ela está pronta para o que viesse.
Todo o caminho rotineiro e silencioso é feito, desde os quartos até as escadas de madeira. Um, dois, três degraus. - Sempre pulando o sétimo - Ela sempre seguia todas as superstições de sua avó, apenas para não a deixar triste. De alguma forma, a anciã sempre sabia quando alguma não era seguida. O chão frio de madeira escura recebia a menina, que em passos silenciosos ultrapassava as pequenas plantas que sua mãe insistia em espalhar em vasos coloridos pela casa.
A porta da sala de jantar é aberta lentamente, e o cheiro das torradas e dos ovos invade as narinas da recém-chegada ao cômodo, dizendo bom dia no lugar da mãe, que a essa hora já estava no meio do caminho para a estação de trem mais próxima. A simplicidade de um prato bem montado e decorado apenas para uma ocasião especial, esse era seu presente anual. Os rostinhos sorridentes nos ovos normalmente eram acompanhados pela montanha de torrada que o senhor Aikiyoshi diariamente consumia, mas dessa vez, ela era inexistente. O homem também estava fora do campo de visão da garota.
--... Pai? – Akemi chama, olhando ao redor.
BINABASA MO ANG
Oblivion
Teen Fiction"Você já ouviu falar sobre cargo hereditário? É quando não importa o que o aconteça, o sucessor de alguém vai herdar a posição de seu pai ou mãe. Esse é o caso. O fardo que temos é pesado demais para ser tirado dessa família." E toda aquela pressão...
