Pujok

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Está história pode conter:
bullying; conteúdo sexual; homofobia; palavras de baixo calão; uso de drogas lícitas e/ou ilícitas; violência verbal e/ou física.

🍀💖🍀

O ano era 2015. Mais precisamente, a data era Primeiro de Dezembro de 2015. Dentro do carro da família Park, ocorria uma cena bem clichê. Pais ansiosos pela chegada em uma nova cidade, novos ares e novos rumos. Filhos emburrados pois não queriam ter deixado seus amigos, suas histórias e seus costumes para trás.

"Eu sei que vocês já estão fartos de escutar a mesma coisa, mas vai dar tudo certo. Dêem uma chance, pelo bem do emprego da mamãe, meus amores." - a Sra Park dizia, enquanto dirigia. Eles não respondiam mal ou discutiam, porém, suas expressões deixavam bem claro o que achavam da mudança.

Os senhores Park - Bo-young e Hyung-sik - não eram aquele tipo de pessoa que se muda constantemente, fazendo os filhos precisarem se adaptar a novas rotinas com frequência. O que aconteceu foi que a mãe da família recebeu uma promoção e uma proposta: sair de Ulsan, onde trabalhava em uma fábrica integrada de automóveis, para a sede em Seul. Teria um cargo mais alto e com remuneração melhor, assim como mais opções para seus filhos estudarem. O mais velho na faculdade e os dois mais novos terminando a escola. A empresa rapidamente arranjou contatos para moradia, transporte e estudos; num estalar de dedos, tudo o que eles precisaram foi arrumar tudo e viajar. O marido trabalhava em casa; era um escritor de romances água com açúcar que os garotos adoravam zombar de brincadeira, porém sempre deixando claro o quanto eram orgulhosos do pai. Não era muito conhecido, mas conseguiam levar tranquilamente as coisas com o emprego dos dois, além de fazer freelance em alguns jornais dissertando sobre literatura.

Por mais incrível que pareça, o mais conformado com a situação era o mais novo, Jimin. Ele sempre foi o mais compreensivo das crianças, além de muito carinhoso, o que sempre gerava brigas por ciúmes dos outros dois. Com os pais era dengoso e nem parecia o garoto que caía na porrada com o maior dos três e mais velho, Chanyeol. Quando eram crianças, é claro. Jinyoung, o filho do meio, mesmo quando mal tinha altura para se sentar sozinho à mesa, já olhava para os outros dois com desdém toda vez que isso acontecia e nunca se intrometia. Faltava apenas pegar a pipoca para assistir. Eles eram tão diferentes quanto era possível e não era só na personalidade. Os pais ficaram receosos de contar, no entanto, a cada ano que passava eles se questionavam mais e mais o motivo de não serem parecidos fisicamente, então não puderam mais manter segredo: revelaram que os adotaram tão novos que não conseguiam se lembrar. Foi a fase mais difícil, a pré-adolescência, contudo, eles pareceram se entender melhor e ficar mais unidos. Irmãos comuns que implicavam uns com os outros, mas que mostravam sempre o quanto se amavam.

Secretamente, eles estavam felizes por tudo que estava acontecendo, entretanto, não queriam demonstrar depois de tanto reclamarem na antiga casa.

Chegando na nova residência, eles logo se animaram com o tamanho da casa, só não correram imediatamente para dentro como crianças pois Bo-young ralhou com eles para que ajudassem com as malas. Logo atrás vinha o caminhão da mudança e enquanto durava todo o tempo que demorou para descarregarem e montarem os móveis, eles puderam escolher os quartos separados, coisa que não tinham antes, os mais novos dividiam um dos cômodos na casa antiga.

Após os instrumentos do mais velho, todos os livros do filho do meio e os sapatos que não acabavam nunca do caçula estarem em seus devidos lugares, eles se reuniram na sala. Literalmente se jogaram no tapete. O senhor Park apareceu com copos de suco e antes que ele bebessem, interrompeu:

"Esperem, temos que brindar. Vamos lá, quem vai começar?"

Todos esperaram uns aos outros e a mãe deles revirou os olhos.

"Frouxos. Por isso eu sou a líder dessa casa." - Todos os homens presentes resmungaram e riram. - "Eu brindo à tudo de novo que veio e que há de vir."

"Eu brindo à me livrar dos roncos do Jinyoung." - Jimin disse, levando um tapa na mesma hora.

"Eu não ronco, palhaço. Eu brindo à paz porque além de ter um quarto só meu, Chanyeol não tá mais na escola." - Jinyoung adicionou e se afastou quando iria levar um cascudo do mais alto.

"Eu brindo aos amigos que foram deixados pra trás mas que eu espero conseguir manter contato e também aos parentes chatos que não vamos ter que aguentar." - Chanyeol fala levantando e abaixando as sobrancelhas rapidamente.

Por fim o pai, após tirar a mão da testa por causa da fala do filho mais velho, finaliza:

"Eu brindo à família. E a sorte."

Todos batem de leve os copos juntos e bebem, pensando sobre o que Hyung-sik disse. Ele se levantou, avisando que já voltava e foi em direção à uma das caixas que mantiveram na sala. Não conseguiriam deixar tudo arrumado em apenas uma tarde. Ele voltou rápido, com uma caixinha nas mãos. Após os outros se reunirem em volta dele, abriu-o lentamente revelando um papel amarelo de aparência antiga com letras em vermelho e um vermelho com letras em dourado.

"O que é isso, pai?" - O mais novo disse, sem conseguir conter a curiosidade.

"Isso é Pujok. Esse tipo de talismã tem 2 funções: um age como um amuleto de boa sorte, e o outro funciona para proteger do mal ou da má sorte. Me disseram que os maus espíritos não gostam das cores do ouro e do amarelo. Vermelho representa sangue ou fogo, e psicologicamente significa a cor da vida e da emoção." - O homem explicou. - "Sempre moramos no mesmo lugar e agora enfrentaremos muitas coisas novas e diferentes. Eu não sei se acreditam nessas coisas, mas um amigo conseguiu com um monge budista para mim quando eu lhe contei minhas preocupações. Eu espero que nos traga boa sorte nessa etapa das nossas vidas."

Apesar de terem poucas semelhanças, sem perceber, os garotos morderam os lábios ao mesmo tempo, se impedindo de falar o que não deveriam.

No último dia do ano, a única mulher da família foi quem colocou na porta o objeto, de acordo com a tradição, no ano novo. Assim que os pais saíram de perto, eles se olharam e piscaram desacreditados.

"Será que é a idade?" - Jimin perguntou ironicamente.

"Não sei. A gente não deve desdenhar, nós não acreditamos, mas eles..." - Jinyoung sugeriu mesmo querendo rir. Não queria ser desrespeitoso. - "Se bem que nós já somos até bem sortudos. Pais legais. Não passamos dificuldades como tantas pessoas por aí."

"Menos na área romântica. Nessa parte, não tem menos sortudos que a gente. Talvez isso ajude." - O caçula completou, exagerando.

"Ah, claro, com isso aqui vamos achar o amor das nossas vidas." - Chanyeol afirmou, porém, balançando a cabeça de forma negativa.

Os três entraram para se arrumar e estavam tão distraídos que não notaram quando o talismã tremulou e brilhou por um segundo.

&Notas da autora&

Oi, galera!!! (por favor, que tenha alguém lendo isso kkkkk).

Tô começando uma nova história e essa vai ser bem diferente da outra. Primeiro porque vai envolver mais de um grupo, na verdade, vários grupos. Todo mundo que aparecer na história é gente conhecida, se vocês pesquisarem cada nome que aparecer, vão achar no Google. A temática será totalmente diferente de Efeito Dominó, já que aquela era sexo puro, estava treinando minha escrita e mente suja. Portanto, não vai ter gente transando a cada 4, 5 capítulos mas vai ter conteúdo adulto, sim. Eu demorei a postar algo pq estava fazendo meu cronograma para não demorar tanto quanto da outra vez, vou tentar postar a vez por semana, provavelmente no domingo que é minha folga e minhas férias do trabalho acabaram. Até o capítulo 12 já tá tudo planejado.

Enfim, boa sorte pra mim e pra vocês e até domingo(esse mesmo aeeee).

❤️

Talismã - Chanbaek/Jinson/JikookHistorias para obsesionarse. Descúbrelo ahora