Um café expresso médio.
Um bagel e um café forte sem leite.
Uma tortilha e um chá de laranja.
Sim, claro, um instante. Mais alguma coisa?
Pedido anotado! Algo mais?
Já servirei! Deseja algo mais?
Sakura sorria e movia a bandeja com destreza. Definitivamente era a garçonete mais requisitada do lugar, afinal, todos adoravam a divertida e sorridente garota que atendia a todos gentilmente na Cafeteria da Vovó Chiyo. Seja pelo cabelo rosa ou pelo brilho esverdeado no olhar, era natural que a Haruno cativasse velhos e novos clientes.
E mesmo que o emprego parecesse apenas uma renda para ajudar com os custos da faculdade de medicina, ela realmente amava estar ali, com os bolinhos, doces, pastéis, chás e claro, o café.
No meio da selva de pedra que era a cidade grande, as pessoas eram práticas e frias, sem tempo para coisas mais simples, mas não menos importantes, como amabilidade e alegria. Contudo, no estabelecimento da adorável vovó Chiyo, elas deviam parar para respirar e lembrarem de que eram apenas humanos com direito a uma perspectiva mais suave sobre as coisas.
Por isso, Sakura, Chiyo e Sasori eram gentis e esforçados o quanto podiam para que através daqueles quitutes pudessem aliviar a tensão diária de qualquer um.
Alimentar é um ato de amor, no final das contas.
— Boa tarde, bem-vindo à Cafeteria da Vovó Chiyo, o que gostaria?
Uau! Sim, esse é o momento onde o bonitão da história faz sua primeira aparição. Ele é realmente bonito, mas não do tipo de beleza genérica que é feita em um mesmo molde e as pessoas apenas acreditam que seja única, mas do tipo que Hey! Nem tem um molde para essa beleza porque é óbvio que o criador fez em estilo livre e não dá pra repetir tal façanha assim outra fez. Protótipo único, sinto muito.
Ah, ele também não é do tipo que encontra a bela heroína e todo mundo vê suas pupilas dilatarem enquanto She toca ao fundo para dar ênfase ao primeiro momento de ambos. Hum, não... Primeiro que as íris de Sasuke — Ah, é claro que você já sabe o nome dele, afinal a Sakura está na história e isso é tudo que precisamos saber para deduzir de quem estamos falando — são escuras o suficiente para as pupilas serem praticamente imperceptíveis e segundo que ele não é dado a Hugh Grantismos, Richard Gereismos, Brad Pittismos ou qualquer que seja o heroi que arranca suspiros naquele romance água com açúcar que é o nosso guilty pleasure de cada dia. Sasuke é duro, objetivo, frio e quando ele pede seu café preto e puro dando uma olhadela em Sakura parecendo não enxergá-la, mesmo que já saibamos que ele a viu sim, é algo quase cortante para mostrar que ele não vai disperdiçar tempo pois tal é dinheiro e Sasuke não é do tipo que disperdiça dinheiro.
Ah, Sasuke é amargo também. Mas o azar é dele.
Porque Sakura não está nem aí para isso.
Vai, rainha!
De tal modo que depois de observar o homem lindo no terno escuro bem alinhado, admirá-lo porque ei, ela não é cega e olhar não tira pedaço, só a boca e ainda não chegamos nessa parte, ouviu o pedido/ordem e acatou sorrindo e perguntando se desejava algo mais, ele apenas meneou uma negativa.
Ela sorriu. De novo.
E ele arqueou a sobrancelha negra questionando aquele sorrisinho otimista como se ela não acabasse de falar com a criatura mais impessoal que pisou naquela simpática cafeteria, ao que ela replicou repuxando mais um canto dos lábios como se dissesse “até parece que seu mau-humor vai matar o meu dia" e saiu da presença do bonitão para pegar o pedido do mesmo.
DU LIEST GERADE
Sugar Free
FanfictionSasuke era tão incompatível ao açúcar quanto o seu café. Era uma pena para ele que Sakura fosse realmente doce. ❤ Presente para a Alê porque não gosto de vê-la triste.
