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Prólogo

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*ೃ༄ 🩰*ೃ༄


— Tem certeza de que não quer ir Kook ?

A voz da minha mãe ecoou pela sala enquanto terminava de colocar os brincos diante do espelho da entrada.

Dando um sorriso de canto balanço a cabeça.

— Tenho. Hoje é o aniversário de casamento de vocês. Aproveitem a noite.

Meu pai riu, pegando as chaves sobre a bancada.

— Vocês sabem que é sempre bem-vindos.

— Eu sei. Mas vocês merecem um tempo só de vocês, eu fico em casa com o Jiho.

Por um instante, os três permaneceram em silêncio.

Minha mãe caminhou até mim e bagunçou meu cabelo, como fazia desde que eu era criança.

— Então cuide do seu irmão por nós.

— Como sempre.

Ela sorriu, satisfeita com a resposta.

No sofá, Jiho levantou os olhos ao vê-los prontos para sair.

— Vocês vão dançar?

Meu pai estendeu a mão para minha mãe.

— É claro.

Ela a segurou sem pensar duas vezes.

Dançar fazia parte da história dos dois muito antes de existirem aniversários, filhos ou responsabilidades. Todos os anos, naquela mesma data, eles saíam para comemorar do jeito que mais amavam: entre música, risadas e alguns passos desajeitados que sempre terminavam em gargalhadas.

Era a tradição deles.

— Quando voltarmos, contamos quem errou mais passos, tudo bem? — disse minha mãe, piscando para o caçula.

Ele sorriu para ela sempre com um brilho no olhar.

A porta se fechou logo depois.

A casa voltou ao silêncio.

Preparei algo simples para o jantar, ajudei o irmão a tomar banho e passei o restante da noite entre desenhos animados e pequenas conversas.

As horas passaram depressa.

Até que o telefone tocou.

Uma vez.

Depois outra.

Atendi sem imaginar que aquela ligação mudaria minha vida para sempre.

— Alô?

Do outro lado da linha, uma voz desconhecida pronunciou meu nome.

— Jeon Jungkook?

Houve uma pausa.

Longa demais.

Então vieram as palavras que jamais imaginei ouvir.

Meus pais haviam sofrido um grave acidente de carro.

Eles foram levados ao hospital, mas não resistiram.

Por alguns segundos permaneci em silêncio.

Não porque não tivesse escutado.

Mas porque minha mente simplesmente se recusava a acreditar.

A única coisa que consegui fazer foi olhar para meu irmão, que continuava sentado no sofá, distraído com o desenho na televisão.

Sem entender que, naquela noite, o abraço de boa noite dos pais havia sido o último.

E, naquele instante, sem estar preparado, eu deixei de ser apenas um irmão mais velho.


*ೃ༄ 🩰*ೃ༄


Oi gente, aqui é a Sol! 

Esse prólogo ficou meio tenso e pesado, mas ele é a base de toda a história ok? Espero que vocês gostem e leiam com muito carinho toda a história. Até o próximo!

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