O grande edifício imponente e solitário, erguia-se numa área remota, cercado pela vastidão de pinheiros altos e sombrios. Em meio à floresta, sua estrutura se destacava apenas pela simplicidade de suas linhas retas, projetadas para dar uma sensação de ordem e segurança aos que cruzavam seus portões. As paredes externas, revestidas de um branco opaco, refletiam pouco da luz cinzenta do céu, tornando-o ainda mais discreto. Não havia anúncios ou grandes letreiros que indicassem o tipo de instituição em questão, apenas uma placa pequena e formal junto ao portão. Ele não buscava chamar atenção, pois sua localização e propósito já o tornavam um mistério em si. Em contraste com os demais hospitais psiquiátricos no centro de Seul, onde o movimento das ruas urbanas era constante, aquele lugar se mantinha quase intocado, isolado do fluxo e dos ruídos da cidade. Era, afinal, um dos centros mais especializados e reservado exclusivamente para aqueles casos que exigiam um tratamento especial, pacientes que, em qualquer outra instalação, talvez fossem considerados riscos. Esse hospital, conhecido informalmente como o Hospital Psiquiátrico de Seul, tinha uma reputação própria, carregada de prestígio, mistério e receio. Muitos viam o local quase como um último refúgio — ou, talvez, um confinamento definitivo para mentes perigosas e intratáveis.
A estrutura de três andares, apesar da simplicidade aparente, impressionava por sua grandiosidade. Cada andar abrigava uma ala distinta, com um sistema organizado que separava pacientes conforme a gravidade de seus casos. Lá dentro, tudo parecia seguir um rigor quase militar, embora com um toque de confiança que beirava a displicência. A equipe de segurança, mínima e discreta, parecia suficiente para manter a ordem, pelo menos na teoria. Apesar de lidar com os indivíduos mais complexos e imprevisíveis, o hospital confiava plenamente em sua própria segurança, pois, até aquele momento, não havia ocorrido qualquer incidente significativo. Para muitos, isso era um bom presságio; para outros, apenas a calmaria antes da tempestade.
Dentro do edifício, os corredores eram frios, com um piso de mármore pálido que se estendia infinitamente por entre as portas numeradas e pesadas. As paredes internas, pintadas de um tom acinzentado suave, reforçavam a seriedade do ambiente, quase abafando o som de passos. Entre os corredores silenciosos e impecáveis, passava uma figura que se destacava discretamente em meio à quietude e à ordem. O homem, com passos firmes e cadenciados, movia-se calmamente. Seus cabelos castanhos, alinhados e levemente ondulados, balançavam suavemente a cada passo, adicionando uma certa leveza à sua figura austera. O jaleco branco que usava era impecavelmente limpo, caindo sobre os ombros com uma elegância natural que poucos poderiam ostentar.
Ao caminhar, ele observava o ambiente ao redor com uma expressão serena e um olhar atento por detrás dos óculos de armação fina. Seu rosto, de traços delicados e angelicais, exibia um semblante firme e concentrado, mas sem perder a simpatia que parecia emanar de seus leves sorrisos. A cada enfermeiro que cruzava o caminho, ele inclinava ligeiramente a cabeça em um cumprimento silencioso, acompanhando o gesto com um sorriso discreto, que aparecia suavemente em seus lábios finos. Esses gestos de respeito, combinados com sua presença inquestionável, criavam uma aura de autoridade inconfundível. E não era para menos; seu crachá indicava com clareza sua posição: "Doutor Yoon Jeonghan." Ele ocupava um dos cargos mais altos daquela instituição, e, com o tempo, seu nome havia se tornado quase um símbolo de excelência dentro das paredes do hospital.
Jeonghan era amplamente respeitado, não apenas por sua competência e pelo conhecimento excepcional, mas também por seu senso de profissionalismo. Ele se destacara por sua habilidade em lidar com casos considerados "sem solução," onde os diagnósticos eram incertos e os prognósticos, desanimadores. Seu olhar clínico e sua capacidade de manter uma calma desconcertante diante das situações mais desafiadoras fizeram dele uma referência dentro e fora da instituição. Colegas mais jovens o observavam com admiração e uma pontada de receio, cientes de que o Yoon era alguém que não se deixava enganar facilmente. Ele possuía uma percepção aguçada, quase como se enxergasse além do que lhe era mostrado, e, ao mesmo tempo, era tão sagaz que muitos acreditavam que seu intelecto não ficava muito atrás daqueles a quem ele tratava.
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Onsession - JIHAN
HorrorYoon Jeonghan nunca imaginou que ser designado como enfermeiro temporário de um único paciente transformaria sua rotina em um verdadeiro pesadelo. Joshua Hong era considerado extremamente perigoso, e quanto mais Jeonghan descobria sobre seu passado...
