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𝘗𝘢𝘴𝘴𝘰𝘴 𝘭𝘦𝘯𝘵𝘰𝘴 𝘢𝘰 𝘥𝘦𝘴𝘵𝘪𝘯𝘰

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  🇵 🇷 🇮 🇳 🇨 🇮 🇵 🇪  🇵 🇦 🇷 🇰  com ternura atravessou a enorme porta de madeira com detalhes feitos à mão. Rosas e mais rosas acompanhavam os tecidos das cortinas espalhadas pelo ambiente. Isso dava um ar receptivo aos convidados e trazia alívio, um quadro diferente do que acontecia nas redondezas.

Na verdade, aquela cerimônia era apenas uma distração. O povo ficaria quieto assim. Foi o que pensou o ministro do concelho Real.

  Park Ji-Min andava pelo salão com seu belo traje branco, em pérolas brilhantes, totalmente contragosto. Tudo bem, suportaria coisas assim até sua coroação, que por acaso seria horas depois do pequeno show desta noite.

   A verdade era que fingia e fingia muito bem estar confortável. Depois de um terrível luto, ele não sabia apenas como se manter de pé. Perdeu algo precioso, tudo por guerra, ambição.

    — Oh, Caro Rei! — urrou um dos convidados que vinha do Norte — como está?

   Ji-Min pigarreou antes de simplesmente se virar totalmente ao senhor. Bom, a pergunta era: como deveria estar?

    — Me preparando — Ji-Min passou rapidamente a mão pelos fios bem penteados para trás, — afinal, ainda não sou Rei. Não como o senhor disse.

     — Oras, sim, sim — o homem cerrou os olhos. — Basicamente já é, meu senhor — ele ditou o óbvio — quem diria, só o restou como herdeiro do Reino Sul!

     Ji-Min engoliu a seco, queria virar seu pulso de anéis preciosos no rosto daquele velho sem noção.

     — Me desculpe, senhor — ele precisava aguentar apenas um pouco mais — porém, não sou o único filho da família Park.

      — Mas é o único da linhagem — o velho parecia feliz em rebater, — o outro é um bastardo! Filho fora do casamento? Onde seu Pai estava com a cabeça? — balançou a cabeça — inclusive, meus pêsames.

     Aquele senhor ia de formal a alguém invasivo em piscar de olhos. Ji-Min queria fugir, mas não pôde ao menos fazer isso durante esta noite. Sabia que outras conversas entre esses vários velhos da elite seriam assim. Afinal, o que importa além do poder?

    Como se soubesse ter sido citado, o tal bastardo apareceu.

    As roupas que havia ganhado eram tão lindas quanto seu próprio rosto. Os tecidos reais em tom marrom e detalhes vermelhos, ouro e selos pela vestimenta, a espada de prata na cintura e por fim, detalhes de ouro sobre o brazão da família Real no peitoral. Seok-Jin fez várias mulheres suspirarem desde o início da cerimônia.

    — Alteza! — fez uma continência exagerada frente a presença em que todos estavam vidrados, — me apresento para comunicar que serei seu guarda pessoal até a coroação.
     — Seok-Jin, não me trate com tanta formalidade — Ji-Min disse baixo, mas audivelmente para o rapaz alto a sua frente — somos irmãos.
    Era tudo o que havia restado. Seok-Jin poderia mesmo ser um bastardo que ficou com grande patente na guarda Real, como diziam, mas era a única família de Ji-Min. Perdeu todo o resto entre seus dedos e de nada adiantou o castelo e as moedas de grande valor guardadas a sete chaves no cofre escondido.

    — Deveria ser grato pela gentileza do Rei — por algum motivo, o velho do Norte estava incomodado e então, se retirou.

    Aproveitando a deixa, Seok-Jin relaxou minimamente a postura e se voltou para o irmão mais novo.

    — Ji-Min, não se preocupe, estou bem — assegurou parecendo ter um nó a garganta. — Vim avisa-ló discretamente de que as tropas já foram enviadas. Por isso estou aqui, pessoalmente, para cuidar de sua segurança, — Seok-Jin aproximou-se — apartir de agora, tudo pode acontecer.

Reino Sul | Park JiminStories to obsess over. Discover now