capítulo 1

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Ser uma semideusa não é o que eu pensei que iria descobrir hoje de manhã quando acordei. Embora eu já sabia que poderia fazer coisas não naturais, desde pequena quando eu encostava em algo como a natureza, ou os elementos água, fogo, terra, ou meu pai e minha vó minha mão ficava vermelha e eu me sentia eufórica por dentro, era diferente. Depois de um tempo eu comecei a tentar fazer coisa com isso, e eu não precisava sugar para ter magia eu já a sentia em mim, sugar só a tornava maior e mais forte, eu criei feitiços como invisiq e quando eu os dizia o que eu queria acontecia, mas eu preferia os em latim, mas eu fazia alguns em outras línguas também, embora os em latim e grego fossem mais fortes.

Eu fui para aula como todos os dias, eu estudava no colégio Meriwether, é um colégio 'experimental' no centro de Manhattan, o que significa que nos sentamos em puffs, em vez de carteiras, e não recebemos notas, os professores usam Jens e camisetas de shows de rock no trabalho.

Meriwether não era a primeira opção minha nem do meu pai para escola, mas eu como uma garota problemática fui expulsa das últimas cinco escolas nos últimos cinco anos, está é a sexta, eu normalmente só fico durante um ano, as vezes nem isso, veja bem não é minha culpa se tenho dislexia e TDAH e tendência a me meter em problemas, porque eu até sou uma pessoa calma, mas se vem pra cima de mim eu vou pra cima também e deixo o infeliz inconsciente, bom eu faço Kung Fu desde os cinco anos em templos de mestres Shaolin e sou faixa preta e sei manusear diferentes armas, mas as minhas preferidas são o chicote, bastão, espadas e adagas, além do arco e flechas e da estrela ninja.

Eu estava no sétimo ano, pois apesar de ter dislexia e TDAH eu era um gênio como eles diziam, sabia falar 17 línguas e algumas eram línguas mortas como nórdico antigo, latim clássico e arcaico, grego antigo, fenício antigo, aramaico e gaélico. Falava também inglês, espanhol, italiano, romeno, Russo, português, japonês, chinês, búlgaro, francês e tcheco. Além de amar história antiga principalmente, mitologia grega e romana e nórdica, eu sabia tudo sobre elas até as partes mais esquecidas que não foram traduzidas dos textos antigos.

Meu pai  tem uma empresa de guarda costas particular, basicamente ele é  um ex- fuzileiro naval que aposentou do exército e montou sua própria empresa se tornando milionário  no processo. Ele também falava grego antigo, latim e nórdico e por isso me entendia quando eu começava a divagar nessas línguas.

Bom continuando o meu dia estava normal ou o mais normal que pode ser em um colégio como o Meriwether, os professores mandaram ler o senhor das moscas, era um livro que falava sobre como um monte de garotos é abandonado em uma ilha e fica pirado, então lógico que o exame final foi deixar um bando de garotos sozinho no pátio sem supervisão para ver o que acontecia, o que se deu foi uma guerra generalizada de "cuecão" entre os alunos da sétima e oitava séries, duas guerras de cascalhos e uma partida de basquete sem marcação de faltas. De qualquer forma Matt Sloan liderou a maioria dessas atividades.

Sloan não era nem grande nem forte, mas agia como se fosse, tinha olhos de Pitbull, e era o valentão da escola. Ele já tentara me intimidar só porque eu era inteligente, adiantada, gostava de ler e ficar sozinha, mas eu o dei um soco e o empurrei longe e mandei ele ficar longe de mim se não quisesse mais. Depois disso ele ficou longe de mim e parou de me irritar junto aos seus asseclas idiotas, ainda mais quando ele descobriu quem era meu pai.

Mas ele gostava de atormentar a todos e seu alvo preferido era Tyson, um garoto sem-teto  grande e tinha o físico do abominável homem das neves, porém tinha medo de tudo, até do próprio reflexo e seu único amigo era Percy Jackson, um garoto do sétimo ano e que  também tinha dislexia e TDAH, era até inteligente e observador quando queria e  meu parceiro em muitas aulas pelo fato de sermos os dois com dislexia e TDAH. Eu até que gostava dele, era o mais legal na minha sala mesmo e parecia me entender quando eu falava de mitologia ou pelo menos não me olhava como se fosse estranha e também não estranhava quando sem querer saia algumas coisas em grego antigo e latim, bom na primeira vez ele me olhou estranho, mas depois que eu disse que falava as línguas desde pequena ele deu de ombros e continuou, mas depois disso nos tornamos mais próximos o que me tornava mais próxima de Tyson também, e tinha hora que meu lado materno atacava com ele e eu o defendia do valentões e o consolava como uma mãe faria.

De qualquer forma Matt Sloan se enfiou atrás dele e tentou lhe dar um "cuecão", e Tyson entrou em pânico. Afastou Sloan com um tapa um pouco forte demais e ele saiu voando e ficou enroscado no balanço de pneu das crianças pequenas.

Aí começou aquela falação e discussão, resultado Tyson chorando e sendo consolado por Percy, Sloan com um olho roxo e resmungando e eu andando para frente e para trás para ver se conseguia acalmar minha raiva porque se alguém entrasse na minha frente agora e dissesse qualquer coisa que me irritasse sairia inconsciente.

Quando terminou o primeiro tempo nosso professor de inglês o senhor De Millo, saiu para aliviar a carnificina. Ele declarou que tínhamos entendido o senhor das moscas perfeitamente e todos passamos na matéria dele, e jamais iríamos nos tornar pessoas violentas. Matt Sloan assentiu sério e depois lançou um sorriso de dente lascado.

Depois da aula de ciências, e do desastre do Tyson e do Percy e da professora dizendo que eram químicos natos quando, na verdade Tyson só derrubou o produtos no lixo e causou alguma reação química um pouco explosiva e tóxica.

A aula de educação física começou e um bando de garotos liderados por Sloan, que acabaram sendo canibais e me descobrindo como semideusa com eles tentando me fazer de jantar, nos lutamos em conjunto, ou seja, Tyson acabou com eles e o último uma garota loira matou e ele se transformou em pó.

Matt Sloan começou a distorcer a história como se a culpa fosse nossa dos canibais terem tentado nós fazer de jantar, e  as pessoas estavam acreditando e o idiota, lerdo do treinador que não presta atenção em nada concordou sem saber o que estava falando.

Kisa  Labonair- A Filha de HeraDonde viven las historias. Descúbrelo ahora