Quando Visitas Inesperadas Chegam

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Para quem não leu Predestination, nada te impede de ler essa, pois embora estejam conectadas, dá p entender mais ou menos o enredo sem precisar ler a primeira. :)

Boa leitura, pessoal! ;)

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Magnólia enfrentava um dia de sexta com sol escaldante. Nas ruas as pessoas tentavam andar sempre pela sombra, escondidas do astro que parecia querer torrar a cidade. De fato, era o dia mais quente dos últimos anos e os habitantes pareciam mais mal humorados do que costumavam ser.

Todo esse ambiente quente e desagradável, porém, não parecia incomodar o casal que se beijava no sofá do apartamento de Lucy. Muito pelo contrário, inclusive; talvez ali dentro estivesse ainda mais quente que lá fora.

A moradora do lugar não conseguira escapar de um Natsu sedento por ela após ficar uma semana inteira longe. Até tentara, dado o fato de que não tinham a garantia de que estariam completamente sozinhos pelas próximas horas, mas após o terceiro beijo ardente do parceiro já tinha mandado a prudência às favas.

Naquele momento, a loira estava deitada sob um Natsu super concentrado em distribuir beijos e pequenas mordidelas por sua nuca enquanto começava a desabotoar o short que ela usava, prestes a também tirar o colete fechado que ele vestia. Assim que estava próxima de conseguir o feito, contudo, a porta de seu apartamento foi aberta de supetão, o que a levou a empurrá-lo com força de cima de si.

Arfando com o susto, Lucy sentou-se sobre o estofado, vendo uma Erza cheia de caixas e bolsas entrar afobada, acompanhada de uma Wendy tímida, também cheia de sacolas nos braços.

— Lucy! Precisamos conversar! — A ruiva abandonou as muitas compras sobre a mesa de centro, passando a encarar a amiga de maneira enérgica.

Ao ver a situação da loira, contudo, franziu as sobrancelhas em confusão.

— O que foi? Você parece que acabou de correr uma maratona.

Wendy ficou mais vermelha ao lado da titântia, certamente consciente do que acabara de interromper. A maga celestial desviou os olhos, envergonhada, mas tentando recompor-se, controlou sua respiração.

— N-nada — respondeu amaldiçoando-se por gaguejar. — Está apenas um dia muito quente, não é? — Sorriu amarelo.

— Estaria mais, se não existisse gente inconveniente no mundo. — Um Natsu ranzinza se levantava do chão, emergindo por entre a pequena montanha que as compras da amiga criaram.

— Natsu? — Erza tombou a cabeça levemente, ainda confusa; mas ao ver a expressão mal-humorada do slayer e unir isso ao fato dos cabelos de Lucy estarem um tanto desarrumados, entendeu o que tinha acabado de acontecer.

O tom vermelho que surgira em seu rosto, sem dúvidas, deixara suas madeixas com inveja.

— M-m-me d-d-desculpem!! — gaguejou atônita. — E-e-eu n-n-não queria i-i-interromper nada!

Lucy ajeitou-se melhor no sofá, ainda sem graça, quase sussurrando um "Não tem problema". Natsu suspirou conformado.

— Nunca querem — resmungou para si mesmo, mas apenas a parceira ouviu, levando-a a segurar um risinho que mesclava concordância e divertimento.

O comentário realmente a fez ter vontade de rir, embora ainda estivesse envergonhada e compreendesse a frustração do companheiro. Logo, contudo, espanou o pensamento para longe, passando a encarar a ruiva, que ainda tentava fugir da vergonha que sentia. Ela sorriu e levantou-se, após abotoar discretamente o short.

— Vejo que aproveitou a folga para se acabar em compras! — comentou animada, olhando algumas das sacolas, que pareciam repletas de roupas infantis. — São todas para o bebê? — admirou-se.

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