Theo
Viver... para muitas pessoas viver se trata de uma dádiva dada por Deus ou pelos deuses, em algumas crenças, e que devemos agradecê-los por esse presente tão valoroso para os reles seres humanos.
Na minha visão de mundo, a vida não deveria ser considerada uma dádiva e sim algo neutro, ou seja, algo que não foi criado para ser totalmente bom e nem para ser totalmente ruim.
Você pode achar que essa minha visão do mundo seja um pouco deturpada e eu sou só mais um esquisito que pensa coisas esquisitas. E sabe de uma coisa? Não dou a mínima se você pensa assim, sua opinião não tem a mínima relevância para mim.
Continuando com o assunto, minha visão do mundo foi formada a partir da minha experiência de vida, eu sou um lobisomem que foi expulso da minha antiga alcatéia e imaginem o porquê... porque lobisomens gays não eram permitidos na alcatéia mais respeitada de Beacon Hills.
Assim que descobriram que eu estava me encontrando com um garoto depois da escola, me expulsaram de casa e nem me deram o direito da palavra para que eu pudesse me defender. Nem mesmo dentro da minha própria casa eu pude entrar, todas as minhas roupas e pertences foram jogados pela janela da casa em sacos plásticos pretos, que mais pareciam sacos de lixo.
Sem casa, recorri a única pessoa mais próxima de mim na época, que era o garoto que eu estava ficando. Fui até a casa dele e perguntei se ele poderia me abrigar por alguns dias, mas logo, de cara, ele negou e disse que era muito arriscado eu ficar na casa dele, pois, segundo ele, a alcatéia dele também descobriria que ele era gay e que isso acarretaria na expulsão dele assim como aconteceu comigo.
Tive que dormir na rua e me alimentar de mantimentos roubados de um mercado local até que em uma madrugada, quando eu estava correndo de um dos seguranças do mercado, trombei com uma senhorita que aparentava ter entre 18 e 20 anos, seu cheiro era diferente, sem vida.
— Saí da frente, burra! - exclamo irritado enquanto recolho alguns pacotes de Doritos do chão.
Aparentemente, o segurança já havia desistido de me pegar.
— Me poupe, pulguento! - A moça responde com um sorrisinho cínico.
— Disse a morta-vida! - respondo
Ela ri.
— Gostei de você garoto. - ele me analisa
— Não vai rolar, gata - solto uma risada - Sou gay.
— Se enxerga - ela me dá um tapa na cabeça - Katherine Petrova.
— Theo Raeken.
— Tá roubando por que?
— Porque não tenho dinheiro pra pagar, não é meio óbvio? - respondo ironicamente
— Pobre - ela joga uma moeda na minha cara e ri - E cadê sua alcatéia? Lobos sozinhos não sobrevivem por muito tempo, sabia?
— Devem estar cheirando o traseiro do outro feito cachorros no cio. - respondo me sentando na calçada e abrindo um dos pacotes de Doritos.
Ela ri denovo.
— Deixa eu adivinhar... te expulsaram porque você é do vale. - ela pega o pacote da minha mão e começa a comer.
— Parece que temos uma Sherlocka Holmes aqui! - respondo sarcástico.
— Você não tem medo de morrer, garoto? - ela pergunta como ameaça.
— Não tenho nada a perder mesmo - respondi dando de ombros.
— Você me lembra do meu filho - ela diz - Isaac é parecido com você, o senso de humor é tão ácido quanto.
— Hum - murmuro.
Em um movimento rápido, Katherine me levanta do chão.
— Anda, cachorrinho!
— Pra onde, morta?
— Para New Orleans.
— Pra que?
— Eu moro lá.
— E o que que eu tenho a ver com isso?
— Você prefere continuar na rua ou calar a boca? - não respondo - Foi o que eu pensei.
Andamos em direção a Porsche que estava do outro lado da rua e seguimos em direção a New Orleans.
E foi assim, que eu me encontrei com Katherine Petrova e hoje, três anos depois, me tornei filho adotivo de Katherine e irmão de Isaac Lahey Petrova. Assumindo o sobrenome da família, hoje sou Theo Raeken Petrova.
CONTINUA...
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You matter 💛
Love you all! <3
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O Tríbido Original - Thiam
FanfictionUm filho que Klaus esconde do mundo decidiu voltar para New Orleans, onde ele acaba ampliando seus poderes, conhecendo pessoas novas e até mesmo um garoto metido a popular que acaba roubando seu coração. ---------------- Parte dos personagens não sã...
