Capítulo 01

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capítulo publicado originalmente may. 06, 2020

Atualizado hoje: 13/09/2021


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Ela estava ali, e talvez aquela fora a quinta ou sexta vez que apagou o texto que escrevia para publicar em seu blog pessoal: "Uma garota de atitude" assim se intitulava. Era incrível, era entusiasmada, moderna, liberal, super na moda! O termo era: descolada.

No auge dos seus dezoito aninhos, ela já tinha uma coleção envaidecida de sucesso com o seu Insta, Twitter e canal no Youtube... ela era o que era considerado como digital influencer, mesmo sendo jovem sabia exatamente o que queria e quem queria...

Pena que a realidade era esmagadora...

A voz rouca e deliciosamente perturbadora a distraiu a atenção e roubou o juízo quando aquele homem incrivelmente alto e forte bateu na sua porta, que estava apenas encostada, e chamou o seu nome. Era um martírio!

Ela sentiu as pernas imediatamente vibrarem e o coração acelerar,

—O que tá fazendo coisinha? – ele perguntara colocando apenas parte do tronco e a cabeça para dentro do quarto, vendo aquele mundo incrivelmente rosa e Barbie girl dela.

Ela de imediato virou-se de sua confortável poltrona da mesinha que estava e encarou aquele par de olhos negros que faziam seu corpo ficar em labaredas.

—Padrinho! – gritou a garota de cabelos azuis levantando-se eufórica e jogando-se nos braços do homem forte de braços largos e peito rígido, braços enlaçados no pescoço dele e ela tirava sua casquinha, com a porra do perfume dele, como era bom!

Na verdade, aquele homem todo era gostoso por Deus! Aqueles braços fortes que a apertavam contra aquele corpo que era um poço de músculos. Quando foi que ficou tão safadinha assim?

Suspirou resignada ao ter que se afastar dele. Tanta droga de garoto no mundo e ela o que? Desenvolve um amor platônico logo por seu padrinho... também, quem mandou sua mãe ter tanto bom gosto? Ainda bem...

Olhou o moreno de cabelos negros rebeldes, pele ligeiramente bronzeada, calça jeans azul levemente apertada que modelava as coxas grossas, a camiseta preta da policia civil e pra completar sua fantasia excitante, o par de algemas prateadas e a arma no coldre.

Puta que pariu! Ela sentia que só precisava daquilo e já ficava molhada, era só olhar pra ele.

—Eu... tava escrevendo e... - Ela começou

—Então tá bom, coisinha, e como estão os namoradinhos? teu pai me falou do sujeito que tá vindo aqui – disse ele com uma cara de mal que a deixava ainda mais louca e levou a mão a arma – já sabe né? Se ele sair da linha...

Ela corou-se miseravelmente, podia ser a mulher incrível no mundo virtual, mas perto dele não passava de uma garotinha boba e excitada.

Então apenas sorriu sem jeito, sem graça... o que ele diria se ela só se atirasse nos braços dele?

Bom ela sabia, ele levava na brincadeira, porque era assim, ele nunca a levava a sério como uma mulher, porque no fundo ainda via a garotinha baixinha gordinha e de aparelho nos dentes, ou talvez fosse outro motivo, mas enfim...

—Eu... sei padrinho, meu pai fala mesma coisa – ela disse sem jeito era frustrante falar algo como aquilo logo com ele, mas já que ele entrara naquele assunto a sua deixa estava dada – e o senhor...

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