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Meu nome é Lua Rodrigues, eu sei, estranho né? Minha mãe me deu esse nome porque ela fala que em todas as fases da Lua ela continua ali linda e perfeita, que não importa a fase que estivermos passando temos sempre que dar um jeito de seguir forte e tirar algum aprendizado disso. Apesar de filosófica minha mãe não é uma pessoa nada fácil de lidar.

Desde nova eu sempre tive o sonho de me formar em Fotografia na universidade de Toronto e minha mãe sempre me dizia que eu só ia sair do Brasil por cima do cadáver dela, como ela não ia pagar nada que se referisse a sair do país eu tive que dar meu jeito.

sendo assim convenci meu pai a me contratar na empresa dele com 13 anos, meu pai é Design gráfico a empresa dele me ensinou muita coisa, mas conforme eu fui crescendo começamos a brigar muito e com 16 anos eu sai da empresa dele, pouco tempo depois que sai da empresa do meu pai eu arrumei outro emprego mas dessa vez de garçonete em um restaurante.

O restaurante faliu e eu tive que usar todos os meus dotes artísticos pra juntar mais dinheiro para realizar meu sonho as escondidas. Fui fotografa em pequenas festas, customizei roupas de amigos, fui babá e até faxineira mas sempre mantendo notas altas.

 Finalmente terminei a escola e acabado de completar 18 anos o desejo de curso mudou mas o sonho não, mas agora eu tinha medo de seguir meu sonho pela minha mãe.

Lua: Mãe por favor, não é o fim do mundo eu posso sempre vir visitar você.

Mãe: eu já disse que não Lua, você não vai sair do Brasil. - ela diz colocando café em seu copo pra ir trabalhar.

Lua: mãe eu trabalho desde os meus 13 anos sempre tirei notas excelentes, juntei dinheiro por anos pra poder ir. - suspiro. - eu sinto muito mas eu vou a senhora querendo ou não.

Mãe: você pode fazer qualquer faculdade daqui que eu pago, mas se ir pra Toronto ou qualquer outro país não espere que eu fale com você novamente. - ela me olha brava. - estamos entendidas?

Lua: sim mãe. - suspiro triste. - espero ela sair de casa pra trabalhar e decido ir no hospital ver meu avô já que minha mãe nunca vai.

Lua: NINA! - chamo minha cachorrinha. - tá com fome? - Ela late em resposta. Adotei Nina com 16 anos quando meu pai parou de falar comigo em uma ONG de animais desde então ela é minha melhor amiga. Ela não tem raça definida não é nem pequena nem grande e tem o pelo preto e a parte da barriga branca.

Coloco ração em seu pote e saio de casa indo em direção ao hospital que não é muito longe.

Por minha mãe sempre querer cortar minhas asas e meu pai não falar mais comigo, meu avô é a pessoa que mais sou apegada da família apesar de ter vários outros parentes. Ele agora está muito doente e eu vou no hospital todo dia para ficar com ele já que minha avó faleceu a muito tempo.

Chego no hospital e vou em direção ao quarto do meu avô, antes que eu pudesse bater na porta o médico do meu avô sai de lá.

Gabriel: Lua que bom que está aqui, preciso falar com você. - ele diz sério e  eu só o olho confusa. - o câncer do seu avô está muito avançado e ontem ele teve uma crise muito forte, eu preciso alarma-la. - ele suspira. - prepare-se para se despedir.

Lua: tudo bem, obrigada por me contar. - se eu já estava chorando no caminho agora eu sou só lágrimas.

Espero eu me acalmar e entro no quarto.

Lua: oi Abuelo, sua neta preferida chegou. - meu avô nasceu na Espanha, ele viajou pro Brasil e se apaixonou pela minha avó ficando aqui em definitivo, me ensinou tudo que sei sobre espanhol.

Fases da Lua - HiatusWhere stories live. Discover now