banquete

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Pela primeira vez se houve o tão temido sino. Depois de séculos inativo ele finalmente toca. Todos na pequena aldeia estão em alerta e o fantasma que os assombrava se libertava mais uma vez em busca do seu alimento.

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Mark corria pela floresta olhando para todas as direções em busca de um abrigo seguro, a adrenalina corria pelas suas veias e a ansiedade dominava o seu corpo. Ele ia ser pego. Sua cabeça imaginava as várias formas que ele poderia morrer e ele se preparava pra isso.

Foi então que ele o viu. E nossa como era feio. Era grande o suficiente para tapar a luz da lua que se posicionava estrategicamente para dar um ar sombrio e gótico para aquela noite trágica. Seus dentes eram grandes e irregulares e sua boca grande mal abria e Mark conseguia sentir o forte odor que vinha de lá. Odor de morte pensou ele.

Mark estava encurralado e se preparava para se juntar aos seus pais na morte. Inconscientemente dava passos lentos para trás enquanto o mostro dava passos lentos para frente quase de forma proposital para deixar tudo mais dramático, esse foi o seu erro.

O chão rochoso em que eles pisavam se moldou em uma forma pontuda cravando de forma certeira a cabeça do animal. Como se fosse possível o cheiro forte ficou ainda pior quase que imediatamente. O monstro continuou andando de forma tonta e desesperada procurando por seu último suspiro de vida. Foi então que ele caiu no chão, provocando um leve tremor.

Mark ainda tentava engolir o que tinha acabado de presenciar nos últimos cinco minutos. Primeiro ele corre pela floresta fugindo desse monstro e no nada ele é morto pelo, o que parece, o chão. Espera. Quem é aquela garota de preto?

Estava totalmente perdido não sabia como havia parado alí ou como quase acabou virando refeição da meia noite de um monstro horrendo. Também não sabia o porque de está seguindo uma desconhecida no meio da floresta depois de sua quase morte. Ele apenas a seguiu.

Não se preocupou em fazer silêncio ou se esconder atrás das árvores. Ele a seguia de forma descarada e ela não parecia se importar, provavelmente sabia que estava sendo seguida.

Até que finalmente perdeu a bela moça de cabelos escuros no meio da escuridão, porém um canto não muito distante podia ser ouvido de onde ele estava. De longe viu um casebre embrenhado em meio a algumas árvores e se aproximando cada vez mais pode ver uma roda de garotas ao redor de uma fogueira dançando e cantando.

Bruxas.

Mark apesar do medo desesperador dentro de si continuava caminhando na direção da roda de meninas. Não pareceram se importar com a presença dele alí, porém ele estava incomodado. Ele não queria estar aí e algo o puxava cada vez mais. Seus olhos não conseguiam se desgrudar das belas chamas que lhe eram tão atrativas naquele momento.

Eram tão lindas e acolhedoras que ele queria se juntar a elas. As chamas. Estava tão frio aquela noite seria muito bom entrar e se banhar com o fogo purificador.

E ele entrou. Não reclamou em nenhum momento. Ele esfregava a pele como se estivesse tomando banho com água. Sua pele descascava e ele puxava ela de forma calma, o cheiro de carne queimada era forte demais, a visão de Mark estava ficando cada vez mais turva até que ele não conseguiu ver mais nada. E assim ele morreu.

Uma agitação começou do lado de fora da fogueira. Naquela noite as belas bruxas alimentaram tanto suas almas quanto seus corpos.

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