Clarissa Fairchild

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- Você Oque? - eu praticamente gritei e as pessoas ao meu redor me olharam curiosa, oque fez meu rosto esquenta r- Não brinque com isso!

- Ah! Clary, não é como se fosse uma tragédia ou algo do tipo - ele riu - Eu preciso da sua ajuda.

- Eu fico feliz por você estar dando esse grande passo na sua vida Si - Eu suspiro e tomo um gole do café - Eu nem ao menos a conheço.

- Que não seja por isso - ele pareceu vibrar e reviro os meus olhos- Você sabe que minha mãe adoraria te hospedar aqui.

- Eu iria precisar de bastante tempo - falo me rendendo aos caprichos do meu melhor amigo - Você terá que mudar a data do casamento Simon...seria impossível eu deixar tudo pronto em 4 semanas.

- Eu sei que você é capaz - coloco os meus dedos finos e frios nas minhas têmporas e fecho os olhos por alguns minutos - Ei...eu faço tudo oque você quiser - houve uma pausa até que ele continua - Eu preciso da sua ajuda.

-Puf! Não me faça me arrepender seu nerd - fiz um bico já imaginando meu trabalho cansativo - Mas eu quero algo em troca.

-Tudo oque você quiser- ele pareceu animado.

-A Polaroid, eu quero uma - fiquei pensativa - E você vai ter que se mudar para o quarto de hóspede - me animo mais - Seu quarto é o maior da casa e eu teria mais espaço com os quadros e sem contar que eu teria um banheiro só pra mim.

- Estou quase desconsiderando a ideia Fray - ouvi a voz de alguém - Oque mais você irá querer?

- Quando eu chegar conversamos melhor- dou uma risada- Até mais nerd!

-Até mais cereja!

Dou uma risada ao ver que a ligação se encerrou, já imaginando o trabalho que eu teria só de aturar Simon e suas reclamações contra minhas tatuagens, me levanto deixando o dinheiro do café em cima da mesa e pego minha jaqueta saindo do estabelecimento, eu teria que arrumar uma passagem para amanhã, ir até Portland a essa hora seria cansativo demais.

O tempo em New York era o mesmo de quase sempre, puxo a jaqueta mais para o meu corpo, fechando ela e colocando um cachecol, daqui a seis meses seria natal, abro um sorriso ao sentir aquela sensação familiar crescer dentro de mim, era a época que eu mais amava, apesar das lembranças horríveis que me trazem também. Assim que paro em frente ao prédio de construção antiga, umedecendo meus lábios entro ao empurrar as portas de vidros e sorrio brevemente para o porteiro que morava ali desde que me mudei á alguns anos atras, quando dei passos curtos até a porta do elevador, apertei o ao lado da parede branca chamando o elevador, quando as portas de metais se abriram, encontrei pares de olhos azuis me fitando de volta, abro um meio sorriso sentindo meus rosto esquentar pela intensidade em que o homem loiro me olhava.

- Pode sair da frente? - pisquei absorta e franzi a testa quando fui mais para o lado e ele saiu da caixa de metal - Valeu.

Entrei no elevador e encarei as costas largas do mal educado e respirei fundo ao apertar minha bolsa, que grande dia, mordisquei meus lábios quando por um breve momento o homem cujo deveria ter 1,90 de altura, parou diante a entrada do prédio e me lançou um sorriso elegante assim que as portas se fecharam.

- Clary, até que enfim eu quase que não te achei - dou uma risada com o jeito de Lucinda, mal tinha aberto a porta do apartamento que dividíamos, quando dei de cara com seu rosto maquiado impecável e cabelos negros caindo sobre seus ombros magros - Não ria ok! Eu odeio quando você não aparece no horário marcado.

- Me desculpe, tive que conversa com Simon e então parei para um café - falo sorrindo e parando a sua frente, fechando a porta e lambo meus lábios secos - Já comprou oque queria?

- Na verdade eu encontrei que eu não queria - ela bufa - Será que Daniel não entende nada?

-Tenho certeza que uma hora ele irá entender - abro um sorriso, Daniel era seu ex namorado, que vivia (para o azar dela) atras dela em qualquer oportunidade - Alias temos uma viagem para fazer.

- Não me lembro de ter que ir viajar- noto sua testa enrugar enquanto seus olhos se estreitam, Luci era sem duvidas uma das meninas mais bonitas que eu já vi na vida, não era por tanto que Daniel gerou uma fixação por ela

- Agora vamos- ergo as mãos como se tivesse feito a melhor surpresa a ela- Simon me convidou para o seu casamento - minha voz sai animada e seguro ela pelas mãos - Você irá comigo.

-E oque eu ganho com isso?- ela diz com os olhos ligeiramente semicerrados.

- Que tal uma férias do psicopata do Daniel?- ergo a sobrancelha e ela sorri.

-Portland ai vou eu!- ela grita e me puxa em direção aos quartos, com uma risada deixo que ela me guie.

Sentia no fundo da minha alma que aqueles seriam dias bons, como uma pequena surpresa me aguardando, ou eu apenas havia colocado todas minhas expectativas em cima disso.

Dear love (Em REVISÃO)Stories to obsess over. Discover now