I
— All by myself, don't wanna be, all by myseeelf anymoore.. — Canto tentando não chorar enquanto estou sentada num banco olhando para as minhas malas e algumas coisas que levo comigo.
Nesse exato momento me encontro na grande Times Square pensando no que será da minha vida à partir de agora, quer dizer, pensando não, cantando.
Cadê as pessoas que nos dão umas moedinhas quando fazemos um show ao vivo no meio da rua? Poxa, eu realmente preciso de alguns trocados.
— Ei moça, você está bem? — Uma senhora com os seus quarenta anos, acho, se aproxima de mim preocupada, a olho e suspiro pesado.
— Quer a verdade? — Pergunto e ela assente me esperando falar.
— Eu estou zerada moça, ze-ra-da, é bem provável que eu durma nesse banco e morra aqui de tristeza. Agora me diz, é pedir muito que eu queira ter o controle da minha própria vida? Correr atrás do que eu quero? Moça, você conseguiu realizar os teus sonhos? — Pergunto à mesma que me olha surpresa com um misto de susto enquanto eu despejo todas as minhas mágoas na pobre moça.
— Hum, eu não sei, alguns sim. Mas é verdade que você não tem dinheiro? Já pensou em buscar um albergue? Você não parece ser mendiga nem nada disso, mas toma, tenho cinquenta dólares aqui comigo. — Ela pega a carteira da bolsa e estende uma nota de cinquenta para mim. — Eu sei que é pouco, mas acho que vai te ajudar a comprar alguma coisa para comer ou ir até um albergue mais próximo. Me desculpe por não poder fazer mais, eu não vivo por aqui, senão te levava para a minha casa. Eu espero mesmo que você fique bem. E não se esqueça, você ainda é jovem, se alguem te disser que algo é impossível, você tem a capacidade de fazê-lo possível. — Ela sorri cálida para mim e devolvo o sorriso com os olhos marejados. Deus deve ter visto o meu sofrimento e me mandou esse anjo para me ajudar.
— Muito obrigada, você me ajudou muito agora! Me desculpe pelo incômodo, mas eu realmente estava desesperada, porém a senhora conseguiu me tranquilizar. Muito obrigada mesmo. A senhora é um anjo. — A agradeço me levantando e sem esperar por sua reação, a abraço forte. Ela se assusta no inicio, mas retribui o abraço.
— Não precisa me agradecer, sei que tudo vai se resolver. Não fique aqui nesse frio sozinha, procure um lugar para ficar, amigos se tiver ou até um albergue. Mas não fique
aqui. — Assinto limpando as lágrimas e sorrio mais uma vez a agradecendo.
A bela moça vai embora e eu sento no banco me sentindo feliz por esse baita encontro, eu imaginava que nem um dólar me dariam, mas ganhar cinquenta dólares, isso sim, foi uma baita de uma surpresa, principalmente de uma mulher que não sabe nada da minha vida, mas que se compadeceu por mim, um dia espero encontrá-la novamente.
É, a vida realmente dá as suas voltas, eu, a patricinha da cidade de Boston, como as pessoas gostam de me chamar, uma coisa que eu não acho que eu sou, agora sem nem onde cair morta e para piorar deserdada pelos pais.
Mas eu não saí da perseguida da minha mãe para não ter um rumo na vida, eu, Sakura Haruno vou dar o meu jeito, aah se vou!
Vamos soltar um flashback aqui! Assim entenderão o que estou falando.
Flashback ON
— Mas pai! Eu não quero fazer administração e principalmente casar com esse tal de Kabuto! Eu quero ter a minha própria vida! — Reclamo ainda sem acreditar nas loucuras que estão saindo da boca do meu pai.
— Você é uma Haruno! Só tenho você para comandar as minhas empresas quando eu não puder mais! Eu já te dei tudo, colégio, roupas caras, viagens ao redor do mundo e várias outras coisas para poder te agradar e agora você não pode pelo menos fazer o que eu estou te pedindo?! - Ele aumenta a voz enquanto seu rosto fica vermelho de raiva.
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Roommates
FanfictionZerada. Assim que eu me encontro, zerada. Eu, Sakura Haruno, 22 anos na cara, fui deserdada pelos meus pais por não querer fazer o que eles querem, quer dizer, o que o meu PAI quer que eu faça. Tudo que eu queria era que eles pudessem me entender...
