Capítulo Um: O colar.

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Busan, 03 de abril de 2002.

   Acordei sentindo vários beijinhos em meu rosto, um perfume familiar invadiu minhas narinas e pude perceber que pertencia à mamãe, sorri abertamente como era de costume. Ela sempre me acordava com beijinhos, e eu sempre amei, eu amo a mamãe!

Ela me mandou levantar, eu neguei e pedi mais 5 minutinhos, mas meu pedido foi negado, o que me fez fazer um bico enorme, prestes a chorar. Porém, o bico se desfez quando ela disse que era para eu levantar para nós irmos ao parque. Não tardei e saí correndo para o banheiro, indo escovar meus dentinhos. Eu amava o parque!

Quando saí do banho, minha roupinha ja estava toda arrumada em cima da cama. A vesti com cuidado, vendo que ela tinha ficado um pouco molhada, já que eu não tinha me secado direito. Desci as escadas correndo e os gritos do meu papai para não correr se fizeram presentes – pois, segundo ele,  teria o risco de eu cair-. Me sentei na mesa e esperei mamãe trazer alguma coisa para eu comer.

O caminho para o parque não foi demorado, porque era bem pertinho da minha casa. Saí do carro, meu papai tirou a bicicleta da mala do automóvel e eu subi nela, começando a andar. Às vezes eu arriscava soltar uma mão, mas não demorava nem 10 segundos, porque eu tinha medo de cair e me machucar, e a mamãe passava um remédinho que doía muito!

Enquanto eu rodava com a bicicleta, às vezes acenando para os meus pais, que apenas riam e voltavam a ler os seus livros, percebi que ali na grama, tinha um colar em forma de um coração, ele era vermelho. Ergui minha sobrancelha, quem teria deixado um colar numa grama? Será que a pessoa tinha perdido? Se eu pegasse o colar, seria roubo? Papai e mamãe disseram que roubo é muito errado, que eu não devo fazer isso.

Olhei para os lados e percebi que ninguém estava me olhando, soltei a bicicleta colocando ela no chão com cuidado para não atrair olhares para mim, eu sabia disso pois já tinha assistido um filme no qual faziam isso, mas nele era com uma moto. Hum... Por que eu não tinha uma moto? Depois pediria uma à papai.

Voltei ao meu plano: comecei a ir até o colar devagar, com medo de alguém me pegar. Ao  ficar de frente para o objeto, pude ver que ele brilhava. Não consegui mover o meu rosto, eu havia achado aquele cordão muito lindo; o peguei com minhas mãozinhas e o virei e vi que tinha alguns rabiscos atrás, lembrei de minhas aulinhas na escola e pude ler o que tinha escrito na foto: "Yoongi, 01.03.1993".

E agora? Como que eu entregaria esse colar para o seu dono? Não  tinha problema eu ficar com ele, né? Coloquei ele no bolso da minha calça, olhando para os lados enquanto soltava uma risada, eu enganei todo mundoooooooo!!!!

Sai correndo para perto dos meus pais, e com muito receio, pedi para ir embora, meu papai pegou a bicicleta meio desconfiado, recolheram as coisas e voltamos para casa.

Já em casa, eu apenas comi uma bolacha rapidamente e subi para o meu quarto, com aquele colar escondido no bolso da calça, fechei a minha porta e subi na minha cama, pegando na jóia. Me deitei na cama e coloquei a peça  na minha frente. O pingente  brilhava como nunca, sorri maravilhado. O apertei entre meus dedinhos, e então, junto à ele, adormeci.

Ao despertar, cocei meus olhinhos ainda meio grogue, peguei o colar nas minhas mãos e dei um sorriso, abrindo o meu baú que ficava em frente à minha cama, encostado nela.  Coloquei o colar lá, o escondendo. Desci  as escadas vendo meu papai lendo um jornal na mesa, fui até ele e me sentei em seu colo.

- Papai, pode me dar uma moto?

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espero que vocês tenham gostado, comentem bastante e votem, amo vocês! beijos, ate o proximo capitulo. 💖

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⏰ Last updated: Feb 14, 2018 ⏰

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