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I - Almas puras e pacto de sangue

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14 de agosto de 2017, 15:12.

A tarde ensolarada refletia nas vitrines das lojas, enquanto as pessoas apressadas seguiam seus compromissos. Dentro de uma lanchonete no meio da rua, a enorme janela de vidro oferecia uma visão clara de um grupo de jovens, aparentemente nos seus vinte anos, vestidos de forma casual.

— Eu até avisei, né não? — disse um deles, dando um leve soco no ombro do colega que dividia o banco estofado com ele.

Sua voz era rouca, com um tom melodioso, e sua presença chamava atenção facilmente. Alto e elegante, ele vestia uma camisa cinza de gola alta combinada com uma calça de alfaiataria preta. Suas pernas cruzavam-se com naturalidade, e os cabelos negros estavam penteados para trás de maneira limpa e arrumada.

O amigo, alvo do soco, mordia um hambúrguer antes de balançar a cabeça em concordância. Apesar do gesto casual, ele era igualmente marcante. Tinha uma pele dourada que brilhava sob o sol que atravessava a janela, e seus cabelos platinados pareciam reluzir à luz. Óculos redondos emolduravam seus olhos amendoados, e seu visual misturava elegância e descontração: um blazer marrom, cropped branco e jeans azul-escuro. Depois de mastigar e engolir, ele respondeu:

— Esquece esse cara, Chanyeol. Ele foi pra China!

Seu olhar direcionava-se ao terceiro integrante do grupo, Park Chanyeol. Diferente dos outros, Chanyeol tinha um ar desleixado que contrastava com a sofisticação dos amigos. Ele usava um moletom preto com o zíper aberto e o capuz jogado de qualquer jeito sobre os cabelos vermelhos vibrantes. Os fios, rebeldes, caíam sobre sua testa e cobriam parcialmente os óculos quadrados. Suas pernas estavam espaçadas, ocupando quase todo o banco, enquanto as mãos descansavam despreocupadamente ao lado delas.

— Que saco! — ele rebateu. — Ele nem falou comigo cara a cara, me mandou a bosta de uma mensagem. Eu achei que eu significava mais.

O rapaz de cabelos negros gargalhou, sua risada fluindo livre pelo ar, enquanto Chanyeol o encarava com um olhar de reprovação.

— Porra, não enche, Sehun! — reclamou.

Jongin, o bronzeado, balançou a cabeça, segurando o riso enquanto mastigava. Após engolir um pedaço do hambúrguer, disse, a voz levemente abafada pela comida:

— Cê já fez bem pior, cara.

Chanyeol bufou, derrotado. Um bico infantil formou-se em seus lábios enquanto ele afundava ainda mais no estofado.

— Não vem nem um pouco ao caso — resmungou.

Sehun provocou, sem perder a chance. Ele apontou para Jongin, pousando o braço em seus ombros com um movimento casual. — E também não foi ele quem te avisou? "Não corre atrás dele, Chanyeol"? Você foi mó imbecil nessa.

Jongin assentiu em concordância, mordendo mais um pedaço do hambúrguer que agora chegava ao fim. Chanyeol, preguiçoso, puxou o milkshake para si e começou a beber, enquanto Sehun esticou a mão para pegar mais algumas batatas fritas da bandeja.

— Pense pelo lado bom — Jongin comentou, a voz ligeiramente abafada pela comida. — É só voltar a pescar. Não dou duas semanas pra você estar dedicando músicas apaixonadas a outro bonitão.

— Tenha educação, cara! — Sehun reclamou, afastando-se com uma careta ao ver Jongin falando de boca cheia.

Chanyeol olhou para cima, pensativo, enquanto sugava o restante do milkshake. Seus olhos vagaram pelo ambiente antes de suspirar, ainda insatisfeito.

— Obrigado pela parte que me toca — disse, a indignação evidente na voz.

Jongin terminou o hambúrguer, e Sehun engoliu as batatas restantes, ambos exibindo sorrisos orgulhosos.

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