Eu costumava me perguntar quando eu era mais jovem:
- "Pai, de onde vem os bebes?".
Embora que essa pergunta continua-se a se repetir todas as semanas, meu pai sempre se demonstrou disposto, a dar uma resposta calma e bem explicada. Ele sorria, olhava para o céu e pronunciava aquelas palavras que transbordavam de sabedoria.
- "Bem, Natsu, as pessoas se amam, pois faz parte da natureza humana esses sentimentos. Eles choram nos momentos tristes e alegres, eles festejam em momentos especiais e eles amam por diversos motivos, mas o principal deles é quando eles encontram uma pessoa pela qual elas nutrem fortes sentimentos.".
Eu não intendia muito bem aquelas palavras, mas também, eu ainda era uma "criança", por assim dizer. Eu fazia uma ou outra pergunta para ele, mas havia uma que eu nunca me esqueceria.
- "E como é o amor?".
Ele suspirava de modo sereno, olhava para o céu estrelado, deixando a brisa balançar os seus cabelos brancos, seus olhos se fechavam devagar e ele dizia:
- "Amor... Amor não é algo que se possa compreender, mas sim para se sentir. Por exemplo, os humanos se apaixonam por diversos motivos, uns pela beleza e outros pelos sentimentos, porém o amor pode ser falso e verdadeiro, reciproco ou não. Nem eu sei decifrar o amor, por isso, você sempre deve tomar cuidado com o amor, pois ele pode ser traiçoeiro Natsu".
Quem me dera eu tivesse seguido o conselho do meu pai antes.
***
- PI, PI, PI, PI, PI, P...
Antes que o despertador voltasse a soar aquele maldito som novamente, eu o esmaguei com um soco. Uma coisa que me irrita muito é o barulho, ainda mais quando o barulho é continuo tipo os meus vizinhos que fazem algazarra a noite inteira. Um dia eu mato eles.
Eu me levanto devagar, ,e espreguiço e me levanto. Vou andando até o banheiro, embora eu não me sentisse cansado, eu gostaria de aproveitar um tempo a mais com a minha cama. Quando cheguei ao banheiro eu percebi o quão a minha situação estava péssima. Bem, acho que ficar bebendo uísque até mais tarde não é uma boa ideia, ainda mais do modo em que estou. Meu rosto estava com alguns machucados, resultado de uma briga entre mim e um segurança de uma boate de stripe tease, mas a culpa não foi minha, algumas mulheres me deixam louco. As olheiras estavam bem visíveis, afinal, dormir quando está quase amanhecendo, é uma péssima ideia. Meu hálito estava parecendo balde cheio de peixes. Acho que esse corpo é uma bosta, mas fazer o que? É isso ou aquilo.
Eu adentrei no banheiro na esperança de que eu pudesse conseguir retirar todas aquelas feridas. Eu precisava ser forte, iria doer bem mais do que eu estava acostumado, mas era necessário.
Meia hora depois, eu havia saído do banheiro, embora as cicatrizes físicas tivessem ficado para trás, eu ainda sentia cada marca em minha alma condenada ao eterno breu e solidão.
Hoje era Sexta-Feira, então, eu teria que ir a escola, o bom é que os humanos realmente sabem nos transmitir conhecimento, o ruim, é que eu teria que aguentar os malditos primatas que ainda não evoluíram intelectualmente. Essa é a pior parte de estar em um corpo como esse, você não pode se defender de pessoas como eles, você só pode esperar que alguém venha ao seu socorro, o que é bem raro de acontecer.
Eu havia vestido uma camiseta branca, um casaco preto, uma calça azul escura e um tênis também preto. Apesar da nossa escola não exigir o uniforme, eu não ligava muito para a moda, sempre fui uma pessoa que achava que um bom calção e chinelo com uma camiseta resolveria tudo.
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A maldição do amor
FanfictionEu tinha tudo, mas por causa de um sentimento, eu perdi tudo aquilo me abraçava. Perdi meu pai, meus irmãos, meus amigos, o meu lar, tudo por causa dela, aquela... Eu poderia ter morrido sem ser lembrado de quem eu era, de quem eu realmente era, mas...
